domingo, 28 de novembro de 2010

Empresário brasileiro cria kit de diagnóstico barato e obtém reconhecimento da Organização Mundial da Saúde

Paratest reduz os 12 passos de um exame parasitológico de fezes para apenas um; anualmente são comercializados 2 milhões de unidades do produto por ano.

José Carlos Lapenna, 54 anos, formou-se em direito, mas foi no setor da saúde que obteve sucesso como empreendedor. O produto que o levou ao reconhecimento internacional foi um kit de diagnóstico parasitológico de fezes barato e eficiente, lançado em 2004, junto com sua empresa, a Diagnostek, de Itu (SP).

O projeto para seu produto, porém, começou a tomar forma bem antes, em 1985. “Eu era dono de um laboratório de análises clínicas e, na época, fui procurado por um médico que tinha uma ideia para um produto. Era uma versão incipiente do Paratest”, conta Lapenna. “Eu me interessei porque o kit proporcionaria a análise sem contato com as fezes e sem mau cheiro. Negociei com o médico e desenvolvi o projeto.”

Para chegar ao modelo final, foram necessários 22 anos de estudos e pesquisas, com alguns percalços no caminho. No início, o material necessário para a produção tornava o kit muito caro. Foi apenas em 2005, quando Lapenna vendeu sua parte no laboratório e abriu a Diagnostek, que o Paratest começou a ser comercializado. Ao todo, o empresário investiu R$ 2 milhões na fábrica de 1.800 m², nas máquinas e na produção inicial do kit. “Para lançar um produto na área de saúde você precisa apresentar provas fortes de que ele é de qualidade. E esse foi um dos passos difíceis”, afirma o empresário. “Precisávamos contar com pessoas de laboratórios de referência para testar o produto e nos dar o aval. Levou dois a três anos para que as pessoas ficassem seguras do produto. Mas esse período foi essencial para amadurecer e aperfeiçoar o kit.”

O Paratest possibilita diminuir o número de passos necessários para a realização de um exames de fezes. As 12 etapas dos procedimentos convencionais são reduzidas para somente uma. A estrutura compacta do kit permite ainda realizar os testes em locais remotos, e seu custo fica em torno de US$ 1. O produto foi considerado pela Organização Mundial da Saúde uma das oito tecnologias inovadoras disponíveis no mercado mundial, já que é acessível e adequado para uso em países de baixa renda.

Atualmente, a Diagnostek comercializa em média 2 milhões de kits por ano, com 1.500 clientes cadastrados. Até o fim de 2011, Lapenna espera aumentar esse total para 5 milhões de unidades.

"Investi em inovação colaborativa"

O empresário paulistano Ogari Pacheco, de 72 anos, conta como transformou o Cristália em um dos laboratórios farmacêuticos mais inovadores do país

Tubo de ensaio - "Depois de me formar em Medicina pela USP, fui convidado para trabalhar em uma clínica psiquiátrica em Itapira (SP). Daí, eu e mais três colegas tivemos a ideia de produzir medicamentos para baixar o custo operacional da clínica. Montamos um laboratório em 1974 com recursos próprios. Mesmo pequeno, o laboratório começou a produzir mais do que o hospital consumia. Para escoar a produção excedente, procuramos em 1977 uma firma de representação: eles sugeriram que colocássemos nossos medicamentos em licitações públicas. Oito anos depois, o Cristália já era um dos principais fornecedores de medicamentos para o governo brasileiro."

Valor agregado - "Até então, fabricávamos cópias de medicamentos já presentes no Brasil. Em 1985, passamos a produzir também princípios ativos, de valor agregado alto. O passo seguinte foi partir para o desenvolvimento de moléculas novas, que nos permitissem criar nossos próprios medicamentos. Em 2007, lançamos o primeiro remédio desenvolvido de uma molécula inteiramente sintetizada no Brasil: o Helleva, para disfunção erétil."

Recursos próprios - "Todos os anos, distribuímos 10% do lucro e reinvestimos o resto na própria empresa. Ao longo do tempo, vamos poupando. No começo deste ano, inauguramos uma fábrica nova, que custou cerca de R$ 160 milhões. Foi praticamente tudo autofinanciado."

Inovação colaborativa - "Criar é da natureza humana, o difícil é transformar essa ideia em um produto. No Cristália, praticamos a inovação colaborativa. Temos uma equipe com cem pesquisadores contratados, além de outro tanto trabalhando em universidades que têm parceria com a empresa. São 26 novos projetos em andamento, entre eles remédios para prevenção de enfarto e aids."

CRISTÁLIA O QUE É: laboratório químico-farmacêutico com sede em Itapira (SP), que produz medicamentos com moléculas sintetizadas no Brasil. Já conquistou 21 patentes e possui mais de 100 pedidos de patente depositados
ESTRUTURA: são 2.137 funcionários, distribuídos por quatro unidades no estado de São Paulo. Além de contar com cem pesquisadores contratados, trabalha em parceria com 105 cientistas de várias universidades do país
FATURAMENTO EM 2009: R$ 600 milhões

sábado, 27 de novembro de 2010

Fim de patentes vai criar mercado de R$ 2 bi

As indústrias farmacêuticas começam a ocupar o mercado de novos medicamentos genéricos de alto consumo. Produtos até agora inexistentes para pressão alta, colesterol e disfunção erétil, entre outros, ampliam o comércio de remédios. Estima-se que o fim das patentes de novas medicações venha a movimentar R$ 2 bilhões. Esse cenário
tem trazido também a reorganização da indústria farmacêutica: grandes laboratórios adquirem pequenos produtores de genéricos ou passam a produzi-los em parceria.

Assim, a participação das multinacionais no mercado de genéricos no Brasil cresceu quase três vezes nos últimos dois anos, chegando a representar cerca de 40% da receita dos laboratórios, contra pouco mais de 10% em 2008, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). A entrada da francesa Sanofi-Aventis, com a aquisição da Medley em 2009, começou a puxar esse aumento da participação estrangeira.

A mais recente movimentação foi em outubro deste ano, com a entrada da americana Pfizer (que comprou 40% do laboratório Teuto e possibilidade de aquisição do controle total futuramente) neste segmento, depois de já ter feito um acordo com a Eurofarma para que o laboratório brasileiro produzisse o genérico do Lípitor, para colesterol. “Nosso interesse nessa aquisição do Teuto foi o de participar desse momento de amadurecimento do mercado de genéricos que só mostra sinais de manutenção do crescimento”, diz Gustavo Petito, diretor de Planejamento e Negócios da Pfizer. “Além disso, essa negociação abre portas para termos acesso a novos consumidores porque amplia muito o portfólio de produtos”, completa.

Segundo o presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti, só para tomar como exemplo do potencial de crescimento deste mercado, o remédio para disfunção erétil Viagra, cujo genérico começou a ser comercializado há pouco mais de três cada neste período. Com isso, a Pfizer, produtora do medicamento e detentora de sua patente até o vencimento, passou a contar com cerca de 20% dessas vendas, ante os 100% que detinha. Mais do que isso, o genérico do Viagra pode se tornar o remédio com maior faturamento do segmento no país. O comércio da Sildenafila, princípio ativo do medicamento, movimentou em setembro cerca de US$ 7 milhões. Se essa tendência de crescimento continuar, a estimativa de Finotti é que as vendas alcancem US$ 150 milhões ao final de um ano e superem as do Omeprazol, para gastrite, cuja venda anual soma US$ 120 milhões.

“Esse movimento da indústria mostra o quanto o genérico é economicamente viável, especialmente por trazer um novo ciclo de comercialização dos produtos”, diz Finotti. O mercado de medicamentos genéricos deve atingir 25% do comércio de remédios no Brasil no
próximo ano em volume e 20% em faturamento.

Mercado de genéricos deve atingir 25% do comércio de remédios Em 2011 e 20% em faturamento.

Apelo social dos genéricos favorece

Atualmente, 90% das doenças já podem ser tratadas com medicamentos
sem marca, segundo a associação Pró-Genéricos. “O benefício social gerado pela indústria de genéricos é inquestionável. É a primeira porta para quem começa a cuidar da saúde”, diz Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos.

Desde que os genéricos chegaram às prateleiras das farmácias, no final de 2000, os consumidores brasileiros já economizaram cerca de R$ 17 bilhões com a compra de genéricos em substituição aos produtos demarca. Desde que passaram a ser vendidos no Brasil, em meados de 2000, o segmento nunca viveu um momento tão favorável como o deste ano. O desempenho dos genéricos teve impacto na participação do segmento nas vendas totais da indústria farmacêutica brasileira. A participação dos genéricos em unidades encerrou o trimestre em22%, contra 19,6% no mesmo período de 2009.

Mas não foram só os genéricos que viram o aumento de vendas no país. O mercado farmacêutico total também cresceu, porém em ritmo menor. O conjunto da indústria registrou vendas de 545,2 milhões de unidades entre julho e setembro de 2010 contra 428,3 milhões em igual período de 2009, com alta de 16,6%. Por isso, para Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, o segmento é hoje o motor da indústria farmacêutica brasileira, que por si só já cresce acima da média dos países mais ricos, de cerca de 3% de alta na previsão para este ano. As vendas de medicamentos genéricos registraram crescimento de 32% em volume no terceiro trimestre de 2010 em relação ao mesmo período do ano anterior — o maior apresentado pelo setor nos últimos quatro anos, segundo a Pró Genéricos. No acumulado de janeiro a setembro, os genéricos apresentaram alta de 33,4% sobre 2009. Foram vendidas 318,5 milhões de unidades contra 238,8 milhões no ano passado.

Em valores, as vendas de genéricos movimentaram R$ 1,6 bilhão entre julho e setembro
de 2010 contra R$ 1,2 bilhão no mesmo período do ano passado, uma evolução de 36%. No acumulado do ano, as vendas do segmento já somaram R$ 4,4 bilhões contra R$ 3,2 bilhões registrados em igual período do ano anterior, um crescimento de 37,3%.

Consumidor brasileiro já economizou o equivalente a R$ 17 bilhões com a substituição de produtos da marca.

FONTE: ABCFARMA.ORG.BR

EMS aumentará produção em 30%

Companhia prevê faturamento de R$ 3 bi em 2011

A Indústria de medicamentos nacional EMS planeja expandir em 30% sua produção em 2011, atingindo a marca de 480 milhões de unidades, além de incrementar a mão de obra em 10%. Segundo reportagem do DCI, a meta do grupo será impulsionada pela chegada de novos equipamentos à planta de Hortolândia, localizada na região de Campinas, no interior paulista. Apenas no mês de novembro, a EMS elevou sua produção para 40 milhões de unidades, dos 32 milhões produzidos até então, por mês. Para isso, utiliza 95% de sua capacidade instalada, com três turnos de trabalho em funcionamento. Com esse avanço, a companhia espera fechar 2010 com um faturamento superior a R$ 3 bilhões. No ano passado, a EMS faturou R$ 2,5 bilhões.

Fonte: Guiadafarmacia.com.br

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Novas regras para antibióticos entram em vigor



As novas regras para venda de antibióticos entram em vigor neste domingo (28/11). A partir desta data, as farmácias e drogarias de todo o país só poderão vender esses medicamentos mediante receita de controle especial em duas vias. A primeira via ficará retida no estabelecimento farmacêutico e a segunda deverá ser devolvida ao paciente com carimbo para comprovar o atendimento.

As receitas também terão um novo prazo de validade, de dez dias, devido às especificidades dos mecanismos de ação dos antimicrobianos. Os prescritores devem estar atentos para a necessidade de entregar, de forma legível e sem rasuras, duas vias do receituário aos pacientes.

As medidas valem para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos que tem uso exclusivo no ambiente hospitalar. O objetivo da Anvisa, ao ampliar o controle sobre esses produtos, é contribuir para a redução da resistência bacteriana na comunidade.

Outras mudanças

As embalagens e bulas também terão que mudar e incluir a seguinte frase: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”. As empresas terão 180 dias para fazer as adequações de rotulagem.

Todas as prescrições deverão, ainda, ser escrituradas, ou seja, ter suas movimentações registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). O prazo para que as farmácias iniciem esse registro e concluam a adesão ao sistema também é de 180 dias, a partir da data de publicação da resolução (28/10).

Dados

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de 50% das prescrições de antibióticos no mundo são inadequadas. Só no Brasil, o comércio de antibióticos movimentou, em 2009, cerca de R$ 1,6 bilhão, segundo relatório do instituto IMS Health.

Confira a íntegra da resolução no link abaixo.

http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/c13443804478bef68eefcf7d15359461/resolucao+antibioticos.pdf?MOD=AJPERES

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Plásticos que absorvem oxigênio integram linha de pesquisa de universidade

Foi-se o tempo em que as embalagens serviam apenas para exibir os alimentos nas prateleiras dos supermercados. A tendência é que elas possam contribuir significativamente para tornar os produtos cada vez mais saudáveis e prolongar sua vida útil. No Laboratório de Embalagens da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata de Minas Gerais, pesquisas pioneiras estão sendo desenvolvidas desde 1998. Liderada pela professora Nilda de Fátima Soares, do Departamento de Tecnologia de Alimentos, a equipe tem atribuído várias funções às embalagens de frutas, hortaliças, carnes e massas. Por enquanto, as principais delas são chamadas de "embalagens ativas", que interagem e protegem os alimentos, e "embalagens inteligentes", cuja função é monitorar e transmitir informações sobre a qualidade do que está acondicionado.

Bastante comuns no Japão, nos Estados Unidos e em algumas regiões da Europa, tais tecnologias estão ainda em fase laboratorial no Brasil. Mas, de acordo com a professora Nilda, devem se popularizar no nosso mercado em, no máximo, cinco anos. "A indústria alimentícia tem apostado muito nas nossas pesquisas, porque há demanda. Essas embalagens são vantajosas tanto para os consumidores, que terão garantia de segurança alimentar, quanto para os produtores, que ganharão rentabilidade, pois terão mais tempo para comercializar e menos desperdício", explica.

Pesquisadores desenvolvem estudo desde 1998 para dar função a essas embalagens
Os 25 pesquisadores que trabalham no laboratório são alunos e ex-alunos da UFV, e alguns atualmente trabalham também em outras universidades brasileiras. Eles já patentearam várias modalidades das embalagens e agora chamam a atenção da indústria, já que há uma preocupação crescente com a biossegurança alimentar. "Desde os atentados terroristas de 2001, em Nova York, nos Estados Unidos, toda tecnologia que contribui para detectar bactérias ou qualquer elemento estranho em alimentos é estimulada", comenta Washington Azevedo da Silva, membro da equipe do Laboratório de Embalagens da UFV e atualmente professor da Universidade Federal de São João Del-Rei, câmpus de Sete Lagoas (CSL-UFSJ), a 100km de Belo Horizonte.

Além da segurança e da comodidade (devido ao monitoramento das condições dos alimentos), o consumidor passa a ter instrumentos medidores de qualidade, como sensores ou etiquetas que alteram a cor se o prazo de validade expirar ou se for detectada a presença de alguma bactéria. Os pesquisadores apontam ainda vantagens como a preservação das propriedades naturais dos alimentos. O professor Washington Silva diz, por exemplo, que embalagens ativas evitam a aplicabilidade de aditivos químicos, normalmente usados como conservantes. "Podemos colocar dentro das embalagens sachês, filmes poliméricos e vários tipos de material que podem ser sintéticos ou biodegradáveis. Vai depender do tipo de alimento e das necessidades da empresa, porque podem ser colocados desde elementos com função antimicrobiana e antioxidante até filmes que têm capacidade de bloquear raios ultravioleta", diz.

Para a indústria, tais embalagens representam também maior possibilidade de lucro. Elas podem evitar que supermercados coloquem nas prateleiras produtos impróprios para o consumo. "Ganha-se tempo de exposição e reposição mais adequada", explica Washington Azevedo da Silva. Mesmo ainda não sendo regulamentadas no Brasil, tais embalagens não apresentam riscos iminentes. Os resultados das pesquisas têm mostrado que quase não ocorre migração de agentes ativos das embalagens para os alimentos, já que o contato é apenas superficial.

Segundo o professor, cada tipo de alimento requer a elaboração de uma embalagem com elementos, formatos e funções diferentes. Carnes, por exemplo, são bastante passíveis de deterioração se ficarem muito tempo expostas ao ar ou se receberem grande incidência de luz. Então foi desenvolvido um plástico que absorve oxigênio e dióxido de carbono, com agentes bloqueadores de raios ultravioleta. Tal tecnologia foi totalmente desenvolvida no Laboratório de Embalagens da UFV e, aos olhos de um leigo, o plástico ativo é bem parecido com o plástico comum, sendo inclusive transparente.

Outro exemplo dado pelo pesquisador é a embalagem inventada para acondicionar frutas como manga. "Colocamos um agente que inibe a ação do etileno (o gás responsável pelo processo de amadurecimento de frutas e hortaliças), aumentando sua vida útil. Mas há várias outras possibilidades, como acrescentar antimicrobianos e antioxidantes", afirma.

CONTRA DETERIORAÇÕES

As embalagens ativas evitam as deteriorações química e microbiológica de frutas e garantem a segurança de vários outros tipos de alimento, inibindo o crescimento de micro-organismos patogênicos (causadores de doenças) e melhorando as características sensoriais. O princípio básico de atuação dessas embalagens é a adição de uma barreira extra (microbiológica) às barreiras físicas (oxigênio e umidade), aumentando, assim, o tempo de validade. Os materiais usados na fabricação dessas embalagens vão desde os tradicionais plásticos sintéticos aos polímeros biodegradáveis, como amido, ou ainda materiais obtidos a partir da adição de nanocompostos.

QUALIDADE GARANTIDA

Às embalagens inteligentes são incorporados sensores que podem ser internos ou externos, capazes de monitorar as condições do alimento. Selos ou etiquetas mudam de cor para identificar qualquer tipo de alteração - por exemplo, se o produto foi aberto ou se sofreu descongelamento. Eles podem informar também detalhes da origem e da qualidade do transporte e a distribuição por meio de códigos de barras inteligentes, ligados a sistemas de rastreamento por GPS. Assim, o fabricante consegue rastrear o produto e se informar sobre as reais condições do produto.

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

Os sutiãs podem provocar cancro?


O cancro da mama conhecida desde a antiguidade, muitos séculos antes de serem inventados dispositivos modernos de diagnóstico. Por outro lado, o sutiã é uma invenção muito moderna, com pouco mais de 1000 anos de idade. Luman L. Chapman juntou dois pequenos cestos ao corpete em 1863 e Marie Tucek registou a invenção como um suporte do peito em 1893.

O sutiã moderno foi criado por Mary Phelps Jacob, em 1913. Simplesmente decidiu atar dois pedaços de seda com um lacinho de fita e estava criado o antepassado da peça de roupa feminina mais usada.

Conhece os rumores?

O rumor de que usar sutiã provoca cancro da mama diz algo como: usar um sutiã durante 12 ou mais horas bloqueia o sistema linfático do peito e faz assim com que se acumulem substâncias prejudiciais no peito, o que provoca o cancro da mama. Mas deixem-nos explicar: «limpar» o peito desta forma não tem qualquer efeito real no desenvolvimento do cancro da mama porque, na realidade, este é causado pelas células cancerígenas.

Porém, é verdade que os sutiãs, especialmente se forem demasiado pequenos ou feitos com materiais sintéticos, irritam a pele e provocam hematomas e inflamações. O peito grande pode também provocar dores nas costas e no pescoço, por isso é quase necessário usar um sutiã de qualidade que proporcione o apoio adequado. Os sutiãs são também obrigatórios na prática desportiva porque impedem que o peito salte de forma descontrolada.

As posições das sociedades médicas

A American Cancer Society afirma que os sutiãs não contribuem para o desenvolvimento do cancro da mama. Todavia, as estatísticas mostram que o cancro da mama ocorre menos frequentemente em mulheres que não usam sutiã. Estas mulheres são habitualmente magras e têm peito pequeno.

Por outro lado, as mulheres com peito relativamente grande ou pelo menos de tamanho médio, bem como aquelas que são um pouco mais pesadas, normalmente têm que usar sutiã para apoio suplementar. Em qualquer dos casos, a maior quantidade de tecido mamário e excesso de peso são possíveis factores para o desenvolvimento mais frequente do cancro da mama.

O National Cancer Institute nos Estados Unidos concorda que usar sutiã não está directamente ligado ao desenvolvimento do cancro da mama. São factores mais plausíveis e comprovados os genes, o consumo de álcool e de tabaco, bem como um estilo de vida pouco saudável e o excesso de peso.

Todas estes factores contribuem para um nível de estrogénio mais elevado no corpo, o que aumenta a probabilidade de desenvolvimento de cancro da mama. Mas ainda assim pode decidir deixar de usar sutiã se isso a faz sentir melhor.


Texto: K. Z.

Foto: Photoxpress

A responsabilidade editorial e científica desta informação é de


Fonte: http://www.intimatemedicine.com/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

QUANTO ESTA RECEBENDO DE SALÁRIO NA FARMÁCIA EM QUE É RESPONSÁVEL TÉCNICO?

Segundo a CMED que é o órgão do governo que controla o preço dos medicamentos no Brasil o lucro bruto médio de uma farmácia gira em torno de 25 a 30%.

Este valor pode variar de acordo com o perfil das vendas dos grupos de produtos da farmácia. Farmácias que, proporcionalmente a venda total, vendem mais medicamentos genéricos e similares do que medicamentos de referência podem ter um lucro bruto superior a 30% enquanto que farmácias que vendem mais medicamentos de referência do que medicamentos similares e genéricos podem ter um lucro bruto inferior a 30%.

Segundo o Instituto e Consultoria ADTEC que estuda o mercado farmacêutico no Brasil a cerca de 10 anos as despesas totais médias em uma farmácia no Brasil giram em torno de 15 a 20% da venda mensal.

Dessa forma considerando-se um lucro bruto médio de 25 a 30% e uma despesa total média de 15 a 20% pode-se concluir que o lucro líquido em uma farmácia no Brasil gira em torno de 10 a 15%.

Portanto o proprietário da farmácia em que você trabalha retira mensalmente 10 a 15% do que a farmácia vende por mês. Para uma farmácia de pequeno porte que vende R$ 30.000,00 o proprietário se remunera em cerca de R$ 3.000.00 a R$ 4.500.00 reais.

E VOCÊ , QUANTO ESTA RECEBENDO DE SALÁRIO NA FARMÁCIA EM QUE É RESPONSÁVEL TÉCNICO?

http://www.treinamentosparafarmacia.com/2010/11/quanto-esta-recebendo-de-salario-na.html

Estudo sobre problemas cardíacos mostra vantagens e desvantagens de remédio

O maior estudo jamais realizado sobre insuficiência cardíaca descobriu que uma droga promissora não é perigosa, como se temia. O mesmo estudo também indica que a droga, nesiritide, não parece ser especialmente eficaz.

Especialistas médicos afirmam que os resultados, apresentados este mês na reunião da Associação Americana do Coração, mostra que há uma lição a ser aprendida sobre a eficácia de pequenos estudos no geral.

A nesiritide, cujo nome comercial é Natrecor, foi aprovada após pequenos estudos em pacientes cuidadosamente selecionados. Ela aparentemente aliviava um sintoma terrível associado à insuficiência cardíaca: os pulmões dos pacientes cheios de fluidos e a sensação de afogamento.

Mas o grande estudo, com pacientes reais, não encontrou nenhum efeito significativo sobre esse sintoma.

Alguns anos depois de sua aprovação, a nesiritide caiu em desuso porque pequenos estudos pareciam indicar um risco maior de problemas renais e um índice de mortalidade mais alto.

Mas o estudo maior mostrou que esses riscos também eram equivocados.

"Mais uma vez, pequenos estudos estão nos dando respostas erradas", disse Robert M. Califf, cardiologista da Duke que dirigiu o estudo mais amplo. "Não havia nenhuma questão de segurança. Para mim, a mensagem realmente importante é que a droga passou a ser amplamente usada por razões incorretas, e depois foi desprezada por motivos incorretos. A não ser que realizemos esses amplos testes clínicos, estamos presos a uma comédia de erros."

A questão de como avaliar os raros efeitos colaterais que parecem surgir em pequenos estudos assombra os pesquisadores. A maioria dos estudos sobre drogas não são elaborados para avaliar efeitos raros, mas a questão se tornou cada vez mais urgente, à medida que mais drogas são vendidas a um grande número de pessoas, que muitas vezes as tomam por vários anos.

A história da nesiritide começou em 2005, quatro anos depois de ter sido aprovada. Inicialmente, foi popular, mas então os pesquisadores, em duas análises, se questionaram se ela era realmente segura. Eles juntaram dados de vários estudos sobre a nesiritide. Uma análise relatou danos às funções renais, e a outra descobriu um índice maior de mortalidade. Como resultado, as vendas caíram drasticamente.

A Johnson & Johnson, fabricante da droga, organizou um painel de especialistas e eles disseram que a única forma de responder à questão da segurança era realizando um amplo estudo. Isso levou ao estudo dirigido por Califf, que envolveu todos os pacientes que foram a qualquer um dos 450 hospitais participantes no mundo com insuficiência renal e reclamando de dificuldades para respirar. Os participantes foram randomicamente designados a receber infusão de nesiritide ou salina. Os pesquisadores fizeram duas perguntas principais: Os pacientes ainda estavam vivos após um mês? Eles foram readmitidos no hospital?

O comitê executivo do estudo ainda está discutindo sobre o que concluir, disse Califf. Ninguém acredita que a droga deva ser retirada do mercado, ele acrescentou, porque alguns pacientes podem obter alívio na respiração, mesmo que a droga não tenha sido eficaz para os participantes como um todo.

"Mas a principal mensagem é que, se não fizermos os estudos certos, não sabemos" dos riscos e benefícios, disse Califf. "E estamos arriscados a cometer sérios erros."

Cardiologistas possuem questões similares sobre a eficácia do Zetia, uma droga para o colesterol de oito anos de idade que também é objeto de estudo de Califf. Há dúvidas de que ela melhore a saúde do coração.

A Food and Drug Administration (agência de controle de alimentos e medicamentos) dos Estados Unidos aprovou o Zetia, que diminui o LDL, ou colesterol "ruim", em 2002. Em 2004, a agência aprovou uma droga relacionada chamada Vytorin, que combina o Zetia e uma estatina chamada simvastatina.

Ambos os medicamentos são fabricados pela Merck & Co. Juntos, eles alcançaram vendas de US$ 26,8 bilhões do mundo todo, de acordo com a IMS Health, uma empresa que monitora a venda de remédios, e vêm sendo tomados por milhões de americanos.

Porém, oito anos depois que o Zetia entrou no mercado, muitos cardiologistas afirmam ainda não saber se tomar Vytorin funciona melhor que usar uma estatina sozinha.

Isso porque estatinas como Crestor, que funciona bloqueando a produção de colesterol no fígado, provaram que reduzem o risco de problemas cardiovasculares. No entanto, o Zetia age de forma diferente; esse medicamento trabalha no intestino, onde inibe a absorção de colesterol dos alimentos. O Zetia sozinho reduz modestamente o colesterol ruim, mas a combinação de pílulas reduz significativamente o LDL.

Entretanto, estudos realizados até o momento não conseguiram demonstrar um benefício cardíaco das drogas. Agora há um novo estudo sobre o Zetia, que deve ser apresentado esta semana numa conferência em Denver e que analisou se a pílula combinada reduz ataques cardíacos e derrames em pacientes com doença renal, que possuem alto risco de problemas cardíacos.

O estudo provavelmente não resolverá a questão do Zetia, pois não envolveu um grupo de pacientes que tomam apenas estatina. Os médicos ainda não saberão se a pílula combinada, que é cara, funciona melhor que estatinas, disponíveis como genéricos.

Para tentar responder à questão do benefício à saúde, a Merck patrocinou um dos testes clínicos mais amplos jamais conduzidos para drogas contra o colesterol. Os testes, iniciados em 2005 e que devem ser concluídos em 2013, envolve cerca de 18 mil pacientes em 380 locais ao redor do mundo. Ele está demorando anos para ser finalizado porque os pesquisadores estabeleceram o objetivo de totalizar 5.200 grandes problemas cardiovasculares para que o projeto seja concluído, disse Luciano Rossetti, chefe de estratégia científica da Merck Research Laboratories.

"Não vejo problema com o tempo, considerando o que é necessário para fazer testes como esses", disse Rossetti. "É ótimo que estejamos comprometidos em descobrir essa resposta."

Califf, um dos dois principais investigadores dos testes com o Zetia, disse que era comum que os estudos de grandes resultados demorem anos após a aprovação de uma droga, mas afirmou que a prática é um problema para médicos que praticam medicina baseada em evidências.

"A FDA deveria exigir esses estudos, mas isso não seria necessário se analistas clínicos e centros médicos acadêmicos exigissem a evidência antes de usar as drogas em grande escala", disse ele, referindo-se ao Zetia e à nesiritide.

Fabricantes de medicamentos também possuem a responsabilidade de conduzir estudos rigorosos antes de começar a promover amplamente seus remédios, acrescentou Califf.

"Grandes somas são gastas em marketing. Isso poderia ser investido em testes clínicos", concluiu

Fonte: Folha Online
Notícia publicada em: 23/11/2010

Laboratório suspende produção e venda de Reductil

O emagrecedor, um dos mais populares do país, é à base de sibutramina, substância que foi proibida nos EUA e na Europa

O laboratório Abbott decidiu ontem suspender, voluntariamente, a produção e a venda do Reductil (monoidrato de sibutramina), uma das drogas mais vendidas do país para perder peso.
Outras empresas seguem usando a substância, liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)-apesar de já ter sido vetada nos EUA e na Europa.
Em março deste ano, a Anvisa restringiu as regras para a compra do medicamento, tornando-o uma droga anorexígena (que atua no sistema nervoso central).
Agora, é preciso usar a receita azul, numerada e emitida pela Vigilância Sanitária de cada região -antes, bastava a branca. O remédio passou a ter tarja preta. Por causa disso, as vendas caíram 60% no primeiro semestre.
Em nota, a farmacêutica Abbott disse ontem que a decisão de retirar o medicamento do mercado teve como base a revisão dos dados de um estudo (Scout) que acompanhou 10 mil pacientes, com 55 anos ou mais. O estudo mostrou que o remédio traz maior risco cardíaco a pessoas propensas.
Segundo a Abbott, a maioria dos pesquisados tinha histórico de doença cardiovascular e era inelegível a usar sibutramina de acordo com as indicações da bula.
A empresa diz que pacientes que queiram interromper o tratamento com Reductil podem fazê-lo a qualquer momento, mas recomenda que procurem seus médicos para discutir alternativas para a perda de peso.
A maioria dos endocrinologistas brasileiros é contra a retirada da substância do mercado, por julgá-la segura. É o caso da médica Rosana Radominski, presidente da Abeso (associação para estudo da obesidade),
"A sibutramina é uma medicação de custo acessível, segura quando bem indicada e eficaz na redução do peso, o que acarreta melhora significativa das complicações ligadas ao aumento de peso."
Para ela, foi um erro a generalização dos resultados clínicos de um único estudo "de desenho, no mínimo, equivocado". "Os achados do estudo não podem ser extrapolados para toda a população com excesso de peso."

Rede de Farmácias Nissei abre primeira loja de Santa Catarina

Empresa agora se localiza no centro de Itajaí

Teve início oficialmente a operação da Rede de Farmácias Nissei em Santa Catarina, com a inauguração de uma loja em Itajaí. A farmácia está localizada na Rua Hercílio Luz, tradicional ponto comercial da cidade, e oferece comodidade e serviços agregados aos consumidores. Segundo o Difundir, a região escolhida para expansão de lojas da rede paranaense foi Santa Catarina, com o planejamento da abertura de 18 lojas nas principais cidades do Estado. Já na amanhã (25), acontece a abertura de mais duas lojas, desta vez em Blumenau. Na sequência serão abertas unidades em Balneário Camboriú, São José, Joinville e outras lojas em cidades que serão reveladas brevemente. De acordo com o presidente da Rede de Farmácias Nissei, Sérgio Maeoka, a expansão está sendo viabilizada pela manutenção de um planejamento de longo prazo, que vem resultando em um crescimento médio do grupo de 30% nos últimos anos.

Pílula de uso diário reduz em 72,8% contaminação pelo vírus da aids

Um comprimido diário, que combina dois medicamentos antirretrovirais, reduziu em 43,8% as infecções por HIV em homens que fazem sexo com homens. O índice de proteção chegou a 72,8% entre aqueles que tomaram o remédio em 90% dos dias. Os resultados fazem parte da pesquisa Iniciativa Profilaxia Pré-Exposição (iPrEx), que acompanhou 2.499 voluntários em 6 países - 350 deles no Brasil.

Esse é o primeiro trabalho que demonstra a eficácia de um medicamento oral de uso diário para evitar a infecção pelo vírus da aids. "É um divisor de águas no combate à epidemia de HIV", afirmou o infectologista Mauro Schechter, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coautor do artigo publicado pelo New England Journal of Medicine.

Os cientistas acompanharam os pacientes por três anos em centros dos Estados Unidos, da África do Sul, da Tailândia, do Equador e do Peru, além do Brasil. No período, 100 pacientes contraíram o HIV - 64 dos infectados faziam parte do grupo de 1.248 pessoas que receberam placebo; 36 estavam entre os 1.251 que tomaram o comprimido Truvada, do laboratório Gilead Sciences, que combina o tenofovir e a emtricitabina, esta ainda sem registro no Brasil.

Dez voluntários foram excluídos porque contraíram o vírus no período entre a entrevista para ingressar no estudo e a primeira dose do medicamento. Houve registro de efeitos colaterais, como desconforto gástrico e náuseas, mas em pequena escala.

"A pesquisa mostra que, se a pessoa toma o remédio, funciona. Não temos como saber se a pessoa tomou o comprimido diariamente; levamos em conta o que o voluntário relata. Mas os exames de sangue feitos em um grupo de pacientes mostraram que, entre aqueles que tinham o medicamento no organismo, a redução da infecção foi de 92%", afirma Mauro Schechter.

Os voluntários receberam o que é considerado o melhor pacote de prevenção - aconselhamento, preservativos, acompanhamento psicológico e tratamento para doenças sexualmente transmissíveis, além do medicamento. "A gente sabe que o medicamento foi eficaz porque, apesar de toda a informação, nem todos usaram o preservativo, ou a infecção por HIV teria sido zero. Além disso, eles foram testados para sífilis, gonorreia e hepatite B e alguns contraíram DSTs", afirma o infectologista Esper Kallás, da USP, também coautor da pesquisa.

Prevenção. O auxiliar de enfermagem Fábio Paulo Santana, de 37 anos, foi um dos voluntários. "A mensagem mais importante que recebemos é que um método não exclui o outro. A prevenção tem de ser do remédio com o preservativo. É mais uma ferramenta", afirmou Santana, que fez o acompanhamento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), terceiro grupo brasileiro que atuou na pesquisa.

Santana disse que fez questão de contar para a família, amigos e colegas de trabalho que era voluntário da pesquisa. "Tomava todos os dias pela manhã, com a minha avó. Ela tomava o anti-hipertensivo e eu, o remédio da pesquisa", contou.

Ele ficou frustrado por não saber se fez parte do grupo que tomou o remédio ou do que recebeu o placebo. O dado só será divulgado em março de 2011.

Tanto Kallás quanto Schechter reconhecem que é difícil garantir a adesão do paciente ao tratamento. "As pessoas deixam de tomar o remédio por esquecimento, por distração. Esse é o grande obstáculo desse tipo de intervenção. Esse trabalho comprova que pode haver prevenção do HIV por medicamento, mas outros estudos são necessários: combinação de outras drogas, esquemas intermitentes, com mulheres, com usuários de drogas", afirmou Kallás.

O diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, comemorou o resultado do trabalho, mas ressaltou que é preciso cautela. "Houve eficácia no ensaio clínico, com acompanhamento adequado. Por outro lado, precisamos discutir se o caminho é medicalizar a prevenção, quando o método mais eficaz é o preservativo", afirmou.

Ele lembrou ainda que o medicamento combinado é muito caro - o tratamento para um paciente nos EUA custa US$ 12 mil por ano. E afirma que o Brasil já tem a lamivudina, com efeito equivalente à emtricitabina e custo mais baixo. O laboratório fez o requerimento de registro da emtricitabina no País, mas o processo ainda está em análise.

O iPrEx reuniu 900 pesquisadores em 11 centros de estudos, sob a coordenação da Universidade da Califórnia, em São Francisco. A pesquisa recebeu financiamento do governo americano e da Fundação Bill e Melinda Gates. O laboratório Gilead Sciences doou os medicamentos.

Fonte: Estadão.com

terça-feira, 23 de novembro de 2010

EUA lançam alerta sobre os perigos de estimulante sexual

DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS - A FDA, agência que regula os medicamentos nos EUA, advertiu na última sexta-feira sobre os perigos do Vigor-25, estimulante sexual masculino que é comercializado como produto natural.
Segundo o órgão, o risco está no sildenafil, componente da fórmula do estimulante e que pode sofrer interações com medicamentos à base de nitratos, causando queda na pressão arterial.
O sildenafil também está presente no Viagra, que, ao contrário do Vigor-25, só pode ser vendido em farmácias sob prescrição médica.
A FDA classificou o Vigor-25 como um produto "perigoso" e alertou que ele não deve ser comprado ou consumido.

Fonte: Folha de S.Paulo

Abertura econômica x desindustrialização

Para executivo, País está vulnerável. Com a desvalorização do dólar, a sobrevivência de muitos setores da indústria nacional passou a ser a internacionalização da cadeia produtiva


Em 1990, na onda dos novos arranjos da economia mundial, o Brasil iniciou um processo de abertura econômica. Essa nova atitude visava a modernizar a produção, sustentar o crescimento econômico, eliminar a inflação e promover a exportação. Decorridos 20 anos, a avaliação dos resultados indica efeito marginal. Não pela abertura em si, mas pelos equívocos.

Ao adotar política de competição aberta, o objetivo determinante é sustentar o crescimento econômico com produção em escala e padrões internacionais, não marginalizar a produção industrial do país. Assim, seria fundamental promover, junto com a abertura, ampla reforma estrutural interna, com vistas a dar ao sistema produtivo nacional condições de crescer com saltos na produtividade e gerar forte capacitação competitiva em relação aos similares importados e na exportação. Isso implica reformas fundamentais, como adaptar a política tributária às necessidades da produção; não tributar investimentos; modernizar a infraestrutura; estimular inovações e incorporação de novas tecnologias; melhorar o sistema de financiamento produtivo; juros decrescentes; racionalização do serviço público; ampla e irrestrita desburocratização; dogmatizar a exportação; etc.

Nesses 20 anos, os governos não adotaram a lição básica. E o País está vulnerável. Os custos internos aumentam, enquanto se amplia a vantagem na importação, pela conjugação da tributação decrescente na importação com a desvalorização do dólar e facilidades nas compras externas, com subsídios e financiamento a juros baixos. A sobrevivência de muitos setores da indústria nacional passou a ser a internacionalização da cadeia produtiva e, em alguns casos, simples montadores de máquinas pelo sistema CKD, usual dos anos 50 aos 70.

A política de exportação, determinante e hegemônica no processo de abertura econômica para evitar problemas no balanço de pagamentos, está fragilizada. A desindustrialização agrava a exportação, que depende cada vez mais de commodities e produtos assemelhados, de reduzida incorporação tecnológica e preços externos comandados de fora para dentro. A receita cambial passa a depender do humor externo, e não basta para cobrir a crescente demanda por importações e os déficits nas contas de serviços comerciais e rendas.

Com a desindustrialização, o País perde capacidade de aumentar a oferta de empregos; receita cambial; tecnologia; poder de diálogo nas negociações externas; imagem, poder e respeitabilidade no cenário internacional; aumenta a vulnerabilidade na defesa nacional; etc. Enfim, o País aceita a condição de eterno emergente, fornecedor de alimentos e matérias-primas para transformação, e fortalece as indústrias e o emprego nos países mais desenvolvidos e na China.



Sair dessa armadilha exigirá bom senso e visão para entender que país emergente, em regime de abertura econômica com inserção internacional, tem de assimilar três verdades principais: a taxa de câmbio é importante, mas não é mais o fator determinante na formação da capacitação competitiva na exportação e para a produção nacional vis-à-vis à importação; no cenário de inserção internacional, a prioridade na competitividade é a reorganização modernizadora das políticas de apoio à produção de bens e serviços; e o poder real e único está no somatório da absorção e estocagem de conhecimentos e tecnologias com a maximização da eficiência e da eficácia, indutora de custos de produção decrescentes. Essa linha de ação é, talvez, a única possível para evitar o crescimento excessivo dos déficits em transações correntes e reverter o atual processo de desindustrialização. A internacionalização das cadeias produtivas é processo inerente à abertura, mas há de ser qualitativa, na busca de tecnologia, e não só quantitativa, baseada em preços.

O soerguimento industrial brasileiro poderia ainda ser alavancado com base em dois outros pilares: programa de apoio ao aumento do grau de industrialização dos produtos agropecuários e minerais, abundantes no País; e a transformação do Nordeste em polo de produção industrial e de exportação.

Benedicto F. Moreira é presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB)



(Fonte: O Estado de S. Paulo - 20/11/2010)

domingo, 21 de novembro de 2010

Colesterol baixo pode ser marcador de câncer não diagnosticado

Há décadas, pesquisadores têm observado uma aparente associação entre baixos níveis de colesterol e maior incidência e mortalidade gerais de câncer. No entanto, 2 novos artigos publicados na Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention parecem ter colocado de lado esta preocupação e forneceu novas suposições sobre o papel que o colesterol desempenha no câncer.

Alguns especialistas atribuem a associação entre níveis baixos de colesterol e o risco e mortalidade de câncer aumentado para reverter fatores de causalidade – câncer não diagnosticado que provoca uma redução nos níveis de colesterol.
O primeiro dos novos estudos acrescenta provas à hipótese de que o nível mais baixo de colesterol sérico pode ser um marcador de malignidade existente, e não um fator causal. Esse estudo também constatou que as concentrações, resultados de lipoproteína de alta densidade (HDL) foram modestas, mas significativamente associadas a um risco geral reduzido de câncer.

Os resultados desta análise devem ajudar a dissipar quaisquer dúvidas de que o baixo colesterol pode causar câncer.

"Os resultados desta análise devem ajudar a dissipar quaisquer dúvidas de que o baixo colesterol pode causar câncer", disse Eric Jacobs, PhD, diretor estratégico de farmacoepidemiologia da American Cancer Society, durante uma conferência de imprensa que foi realizada para discutir os resultados desses 2 estudos.

"Ele também levanta uma questão interessante sobre se os níveis de colesterol HDL podem reduzir o risco de alguns tipos de câncer", acrescentou o Dr. Jacobs, que é co-autor de um editorial em anexo. "Esta é uma pergunta nova e excitante, mas precisamos fazer muito mais pesquisas antes que tenhamos qualquer resposta clara".

O segundo estudo descobriu que homens com baixos níveis de colesterol circulantes têm um risco reduzido de câncer de próstata de alto grau. Os autores observaram que homens com baixos níveis de colesterol total (<200 mg/dL) apresentaram um risco menor de câncer de próstata com um escore de Gleason de 8 a 10 em relação à homens com níveis elevados de colesterol (odds ratio [OR], 0,41; 95% de intervalo de confiança [CI], 0,22 - 0,77). Globalmente, os participantes com os níveis séricos de colesterol abaixo de 200 mg/dL tiveram uma redução de 59% no risco para a doença de alto grau.

O segundo estudo levanta uma outra questão: será que ter colesterol baixo reduzir o risco de câncer de próstata de grau elevado? "Há evidências crescentes de que isso possa ser verdade, mas as evidências de estudos em seres humanos ainda são limitadas," disse o Dr. Jacobs. "Novamente, mais pesquisas são necessárias antes que nós tenhamos uma resposta clara para esta questão."

Dr. Jacobs observa que os resultados dos dois estudos fornecem uma resposta e levantam duas novas questões. Os resultados do primeiro estudo mostram claramente que níveis baixos de colesterol total têm pouca probabilidade de aumentar o risco de câncer e, ao mesmo tempo, levanta uma preocupação sobre o papel potencial do colesterol HDL elevado na redução do risco de câncer.

Os resultados do segundo estudo evidenciaram preocupações sobre a associação entre o colesterol total baixo e um risco reduzido de doenças de alto grau. "Análises para replicar a associação entre baixos níveis de colesterol total e redução do risco de câncer de próstata de alto grau são bem justificados", segundo o editorial, que tem co-autoria de Susan M. Gapstur, PhD, MPH, também da American Cancer Society.

"As análises das associações entre os níveis de colesterol e uso de drogas redutoras de colesterol com a progressão do câncer de próstata em homens com câncer de próstata de baixo grau localizada também poderia esclarecer o papel do colesterol na carcinogênese da próstata."


Estudo ATBC

No primeiro estudo, os pesquisadores do National Cancer Institute (NCI) e do National Institute for Health and Welfare, em Helsínki, Finlândia, examinara a relação entre o colesterol total e o colesterol HDL e do risco global e local para cânceres específicos entre os participantes inscritos no estudo Alpha-Tocopherol, Beta-Carotene Cancer Prevention (ATBC).

A coorte era composta por 29.093 homens fumantes residentes na Finlândia. O período experimental foi concluído em 30 de abril de 1993, mas o acompanhamento continuou até o diagnóstico, a morte, ou 31 de março de 2003.

O colesterol total e HDL de jejum foram dosados no início, e um total de 7.545 cânceres incidentes foram identificados durante o seguimento, que durou 18 anos.

"Vários estudos têm tentado excluir a causalidade reversa, observando as tendências temporais, mas a maioria não era suficientemente grande ou teve duração insuficiente de acompanhamento para fornecer informações mais definitivas sobre este ponto", disse o autor do estudo Dr. Demétrio Albanes, um pesquisador sênior do NCI, durante a coletiva de imprensa. "Ao mesmo tempo, poucos estudos mencionaram o colesterol HDL e qualquer relação entre o colesterol HDL e o risco de câncer em geral".

"Com este cenário em mente, partimos para melhorar a nossa compreensão científica sobre a relação do colesterol com o câncer", acrescentou.


Marcador de câncer em vez de sua causa

Dr. Albanes e seus colegas descobriram que, em um modelo multivariado, o colesterol sérico total mais elevado esteve associado a uma incidência menor de câncer em geral. Os pacientes no quintil mais alto de concentração sérica de colesterol total apresentaram menor risco geral de câncer do que aqueles no menor quintil (>276,7 versus <203,9 mg / dl; risco relativo [RR], 0,85; 95% intervalo de confiança [IC], 0,79 -- 0,91, P <0,001).

"Câncer de pulmão, rim e fígado contribuíram substancialmente para esta constatação", disse Dr. Albanes. "No entanto, essa relação desapareceu quando foram excluídos os casos diagnosticados na primeira metade do período de acompanhamento, ou no prazo de 9 anos, quando sua amostra de sangue foi coletada na linha de base".

"Esta descoberta apóia a ideia de que os baixos níveis séricos de colesterol que temos detectado como um possível fator de risco podem realmente ter sido provocados por cânceres diagnosticados", acrescentou.

"Além disso, observou-se uma maior redução no colesterol sérico total desde o início até 3 anos, especificamente entre os casos que foram diagnosticados na metade inicial da observação, ao contrário da última parcela".

Os pesquisadores também observaram que níveis elevados de colesterol HDL foram associados com um risco menor de câncer (> 55,3 versus <36,2 mg/dL; RR para o quintil mais alto versus o quintil mais baixo, 0,89, 95% CI, 0,83 - 0,97; P = 0,01 ). Este sistema de associação inversa do colesterol HDL foi evidente para os canceres de pulmão, próstata, fígado e hematopoiéticos.

Este é o primeiro estudo a mostrar uma relação significativa entre níveis mais elevados de HDL e menor risco de todos os cânceres combinados.

Este estudo é o "primeiro a mostrar uma relação significativa entre níveis mais elevados de HDL e menor risco de todos os cânceres combinados, com um risco 11% menor para a maior categoria de HDL", afirma Dr. Albanes.

Em contraste com os resultados obtidos para colesterol total, a exclusão dos casos nos primeiros anos de acompanhamento fez que a associação com HDL ficasse mais forte do que fraca, enfatizou. "Assim, o risco 11% menor que observamos há pouco tornou-se 14% a 15% menor na categoria mais alta de colesterol HDL."


Estudo para prevenção de câncer de próstata

No segundo estudo, Elizabeth Platz, ScD, MPH, co-diretora do Cancer Prevention and Control Program no Sidney Kimmel Comprehensive Cancer Center na Johns Hopkins University em Baltimore, Maryland, e colegas avaliaram a associação entre o colesterol baixo e risco de câncer de próstata.

A coorte do estudo prospectivo consistiu de 5.586 homens, 55 anos e mais velhos, que eram participantes do Prostate Prevention Trial e que haviam sido randomizados para o grupo placebo do estudo, entre 1993 e 1996.

Ao contrário de estudos anteriores, observam os autores, o número de casos de alto grau no grupo do placebo deste estudo foi suficientemente grande para permitir a estimativa da associação entre os níveis de colesterol e doença com um escore Gleason de 8 a 10.

Em um estudo anterior, explicou o Dr. Platz, eles observaram que homens que estavam usando drogas com estatina tiveram um menor risco de câncer de próstata avançado, e com acompanhamento a longo prazo, apresentaram menor risco de doença de alto grau, mas houve associação entre uso de estatina e risco geral de câncer de próstata.


Associação ao escore de Gleason de 8 a 10

Um total de 1.251 casos de câncer de próstata foram identificados: 993 casos, com uma pontuação de Gleason de 2 a 6, 199 casos com um escore de Gleason de 7, e 59 casos com um escore de Gleason de 8 a 10. Embora uma associação tenha sido observada entre baixos níveis de colesterol e Gleason de 8 a 10, nenhum foi observado para o risco geral de câncer de próstata (OR, 0,97, 95% CI, 0,85 - 1,11).

Além disso, não foi observada associação da doença com uma pontuação de Gleason de 2 a 6 (OR, 1,03; 95% CI, 0,89-1,18) ou com uma pontuação de Gleason de 7 (OR, 0,93; 95% CI, 0.69-1.24).

"Nossos resultados confirmam o trabalho prévio que fizemos e são compatíveis com os resultados que nós tivemos com a estatina e câncer de próstata," disse o Dr. Platz.

O próximo passo poderia ser a de não estudar apenas o colesterol total, mas também a relação com o HDL alto e colesterol de baixa densidade baixo, disse ela. Um outro passo poderia ser "avaliar se a redução do colesterol, em vez de colesterol baixo como o estado normal, poderia explicar essa relação", acrescentou ela.


Ambos os estudos foram financiados pelo National Institutes of Health. Os autores e editores não revelaram relações financeiras relevantes.


Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2009;18:2805-2806, 2807-2813, 2814-2821.

Abordagem para diagnóstico e tratamento da tosse crônica baseada em evidência

Uma revisão baseada em evidências, publicada no volume de abril do Annals of Allergy, Asthma & Immunology, fornece informação sobre vários diagnósticos e tratamentos da tosse crônica em adultos e crianças.

“A tosse crônica (com duração de mais de oito semanas em adultos e quatro semanas em crianças) é um evento comum (10% a 20% em adultos) e debilitante”, segundo Dr. Matthew A. Rank, da Mayo Clinic, em Rochester, Minnesota. Ele lembra que a tosse possui um importante papel fisiológico no sistema de defesa orgânico devido à limpeza do excesso de secreções e dos organismos estranhos às vias aéreas. Em alguns pacientes, contudo, ela pode ser excessiva, desnecessária e deteriorar a qualidade de vida do paciente.

Três organizações publicaram diretrizes para avaliação e tratamento da tosse crônica: American College of Chest Physicians (ACCP), British Thoracic Society (BTS) e European Respiratory Society. Esta revisão cobre os pontos-chave destas diretrizes, enfatizando três principais causas de tosse crônica em adulto (síndrome da tosse da via aérea superior (conhecida também como síndrome do gotejamento pós-nasal), asma e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), além de aspectos do diagnóstico e tratamento da tosse crônica em crianças.

Os autores selecionaram estudos baseados na relevância diagnóstica e terapêutica da tosse crônica. Foram identificados poucos estudos randomizados e por isso os autores selecionaram, também, estudos retrospectivos e não-randomizados após considerarem seu impacto e suas limitações.

Existem vários estudos prospectivos, não-controlados, para adultos com tosse crônica que apresentam alta percentagem de diminuição da tosse com uma abordagem focada no diagnóstico e tratamento das causas mais comuns citadas acima. Estudos preliminares realizados com crianças endossam uma abordagem que diferencie a tosse seca da tosse produtiva e associe uma investigação aprofundada dos sintomas específicos que indiquem doença crônica. Os alergistas, como especialistas em tratamento de vias aéreas, são preparados para tratar a tosse crônica.

Os autores recomendam uma abordagem de tratamento baseada na anatomia das terminações aferentes vagais. Essa abordagem se mostra bem sucedida com a maioria dos pacientes.

Em pacientes adultos sem causa aparente para a tosse, as três causas mais comuns são: síndrome do gotejamento pós-nasal, asma e doença do refluxo gastroesofágico. Tais condições requerem um tratamento meticuloso.

Para adultos que apresentam radiografias de tórax normais e nenhuma história de tabagismo, são recomendados os seguintes testes e abordagens terapêuticas:

■Síndrome do gotejamento pós-nasal – trate a causa específica, caso seja encontrada; outra opção é usar tratamento empírico com esteróide intranasal ou anti-histamínico de primeira geração ou descongestionante.

■Doença do refluxo gastroesofágico – trate empiricamente com terapia farmacológica anti-refluxo; se não houver melhora, considere esofagograma, phmetria ou manometria.

■Asma – realize barometria e broncoestimulação, se necessário; caso contrário, tratamento empírico com corticosteróides inalatórios e modificadores de leucotrienos e esteróides sistêmicos.

■Bronquite eosinofílica não-asmática - teste eosinofilia no escarro se disponível; trate com corticosteróides inalatórios.

■Tosse por uso de inibidor da enzima conversora da angiotensina – interrompa a droga e acompanhe por três meses.

■Tosse ocupacional – elimine, reduza ou modifique a exposição aos fatores desencadeantes.

■Doença supurativa das vias aéreas – realize diagnóstico com broncoscopia e trate com antibioticoterapia de longo prazo.

■Tumores de pulmão – se houver suspeita, mesmo com radiografia e tomografia computadorizada do tórax normais, realize broncoscopia.

■Aspiração – realize uma avaliação da deglutição e trate com base nos achados.

■Tosse por tique nervoso – encaminhe o paciente a um psiquiatra.

■Nervo de Arnold – remova o fator irritante da membrana timpânica.

■Tosse inexplicada – trate empiricamente com medicações antitussígenas.


Em crianças com tosse crônica, achados específicos podem representar dicas para um diagnóstico específico. Sibilos podem indicar asma ou traqueomalácia; roncos podem indicar doença parenquimatosa, tosse purulenta pode indicar bronquiectasia ou fibrose cística, baqueteamento digital pode indicar doença supurativa pulmonar; atraso no desenvolvimento pode estar relacionado à aspiração e falha no crescimento pode indicar grave alteração sistêmica.

A tosse crônica é uma das causas principais de consultas médicas e de frustrações para os pacientes, os quais muitas vezes já foram submetidos a um tratamento sem os resultados esperados. A tosse crônica em crianças deve ser abordada de maneira diferente, para isso o alergista deve estar no papel principal de diagnosticar e tratar essa condição.

FONTE: Ann Allergy Asthma Immunol. 2007;98:305-313.

Informação sobre a autora: A Dra. Laurie Barclay é revisora e escritora freelancer para o Medscape. Declaração de conflito de interesses: A autora declara não possuir conflito de interesses.

sábado, 20 de novembro de 2010

Dieta saudável na gravidez: conheça os alimentos que devem ser consumidos e os que devem ser evitados durante a gravidez

O March of Dimes é uma instituição que trabalha para que toda gravidez seja bem planejada e bem- sucedida evitando o nascimento prematuro de bebês. Com o objetivo de orientar as futuras mães sobre uma gravidez saudável e os cuidados que devem ser tomados desde o planejamento da gravidez até o nascimento do bebê, o March of Dimes publicou conselhos nutricionais baseados em evidências científicas.

Orientações sobre ganho de peso durante a gestação

O ganho excessivo de peso na gravidez não só torna mais difícil perder o excedente após o nascimento, como também aumenta os riscos da mãe desenvolver diabetes gestacional3, ter aumentos da pressão sangüínea (o que pode levar à pré-eclampsia), precisar fazer uma cesariana e sofrer infecção5 pós-parto. Para o bebê, o excesso de ganho de peso da mãe aumenta o risco de defeitos de tubo neural, trauma ao nascimento e morte fetal.

Mulheres com peso normal devem ganhar entre 11 e 16 kg durante os 9 meses de gravidez1; mulheres acima do peso, de 7 a 11 kg; mulheres abaixo do peso, entre 12 e 18 kg. Uma grávida de gêmeos pode ganhar um pouco mais de peso, sempre com orientação médica.

Como deve ser uma dieta saudável para as grávidas?

A dieta saudável de uma grávida segue os mesmos princípios básicos da dieta de um adulto normal. Ela necessita de apenas mais 300 calorias por dia para nutrir adequadamente o bebê que está carregando, desde que venham de alimentos nutritivos. Então o cardápio deve ter:

Grãos integrais - arroz integral, pão integral, macarrão integral, granola ou aveia integral: 6 a 11 porções por dia.

Derivados do leite - leite desnatado, iogurte ou queijo: 3 a 4 porções por dia.

Proteínas – carne vermelha, frango, peixe, feijão, soja, nozes ou ovos: 3 porções por dia.

Vegetais - brócolis, cenoura, vagem, tomate, couve-flor ou beterraba: 3 a 5 porções por dia.

Frutas - laranja, banana, pêra, mamão, melão, melancia, uva, manga ou maçã: 2 a 4 porções por dia.

Exemplos do que é uma porção: uma fatia de pão, meia xícara de arroz ou macarrão, uma xícara de cereais, uma xícara de leite ou iogurte, dois cubos de 3 cm de queijo, 55g de carne cozida, frango ou peixe, meia xícara de feijão seco, duas colheres de sopa de manteiga de amendoim, meia xícara de vegetais cozidos ou picados, uma xícara de salada verde, três quartos de xícara de suco de vegetal; uma maçã, banana ou laranja, meia xícara de frutas picadas, três quartos de xícara de suco de fruta.

Alimentos que devem ser evitados durante a gravidez:

Peixe cru e moluscos, possível fonte do parasita Toxoplasma que pode causar cegueira e dano cerebral fetal.

Peixes predatórios grandes, como peixe-espada, tubarão, cavala e atum branco (fresco ou enlatado), que pode conter níveis arriscados de mercúrio. O Departamento de Alimentos e Drogas diz para limitar o atum (branco) para 200g por semana, mas é aceitável comer até 400g de atum light, camarão, salmão, badejo e bagre.

Carne, frango e frutos do mar crus ou mal passados: o ideal é usar um termômetro de carne e cozinhar o porco e a carne moída a 160 graus; bife, vitela e carneiro a 145; frango inteiro a 180 graus e peito de frango a 170 graus.

Leite não pasteurizado e queijos pastosos - feta, brie, Camembert, Roquefort, queijo branco e queijo fresco, a não ser que o rótulo diga "feito com leite pasteurizado". Eles podem estar contaminados com a bactéria9 Listeria, que pode provocar aborto, parto prematuro, bebê natimorto ou doença fatal ao recém-nascido.

Salsichas e frios, a não ser que sejam cozidos antes da ingestão, pois podem ter sido contaminados por Listeria depois do processamento.

Patês, pastinhas de carne e frutos do mar defumados (a não ser cozidos antes da ingestão). Versões enlatadas são seguras.

Ovos mexidos moles e alimentos como molhos feitos de ovos crus ou pouco cozidos. Cozinhe os ovos até que a clara e a gema estejam firmes, para evitar contaminação por Salmonella.

Brotos crus, inclusive alfafa, trevo, rabanete e feijão-mungo.

Chás de ervas e suplementos, pois sua segurança na gravidez1 não foi estudada. Alguns, como o remidamim ou grandes quantidades de camomila, podem aumentar o risco de aborto ou de parto prematuro.

O álcool pode causar dano fetal, inclusive retardo mental e comportamento anormal. Apesar de um drinque ocasional não impor risco, nenhuma quantidade segura foi estabelecida.

Evitar a ingestão de mais de 2 xícaras de café por dia.



O uso de vitaminas antes e durante a gravidez1



Mulheres que estejam planejando engravidar e as que já estão grávidas devem fazer uso diário de polivitamínicos que contenham:

Entre 0,4 a 0,6 miligramas de ácido fólico, para ajudar a prevenir defeitos de tubo neural no bebê.

18 a 27 miligramas de ferro para prevenir a anemia, que está associada a nascimentos prematuros de bebês2 e baixo peso ao nascer.

Os suplementos vitamínicos usados no pré-natal não contêm cálcio suficiente - 1.000 miligramas por dia são necessários para proteger os ossos da mulher grávida e dar ossos e dentes fortes ao bebê. Por isso as grávidas devem ingerir quantidade suficiente de alimentos ricos em cálcio como leite, queijo e folhas verdes ou tomar um suplemento diário de cálcio.

Quantidade de água e atividade física durante a gravidez

Beber bastante água – cerca de 2 litros por dia - e exercitar-se regularmente também é muito importante para uma gravidez1 saudável e para o bem-estar da mãe e do bebê.
Mulheres grávidas podem caminhar, dançar, nadar e fazer ioga, desde que não haja nenhuma contra-indicação médica para a prática de exercícios físicos.
Atividades de alto risco como mergulho e esqui devem ser evitadas. O ideal é que toda atividade física seja orientada por um profissional de saúde responsável e com prática em acompanhar mulheres gestantes.


Fonte: March of Dimes

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fiocruz discute políticas de inovação para a área da Saúde

O Ministério da Saúde (MS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) promovem nos dias 29 e 30 de novembro o seminário "A Saúde Pública e os desafios para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde". Na ocasião, acontecerá o relançamento do Projeto Inovação, que vai contar com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para inovações que atendam às necessidades de saúde da população brasileira.

O seminário vai abordar ações recentes e estratégias para o futuro do Complexo Industrial da Saúde, além de trazer ao debate a experiência das agências de financiamento e subvenção econômica. O objetivo é refletir sobre o caráter estratégico da saúde, e como as demandas da saúde pública devem servir como diretrizes norteadoras das políticas de inovação.

O encontro vai contar com a presença dos ministros José Gomes Temporão (Saúde), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Sergio Resende (Ciência e Tecnologia), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), e Samuel Pinheiro Guimarães (Assuntos Estratégicos), além dos presidentes da Fiocruz, Paulo Gadelha; da Finep, Luiz Fernandes; da ABDI, Reginaldo Arcuri; do Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; e do Governador do Estado, Ségio Cabral.

Veja O LINK ABAIXO a programação completa do evento.

http://www.abifina.org.br/download/Projeto%20Inovaçao_Seminario%20Programação%2029%20e%2030%2011%202010.pdf


Serviço

A Saúde Pública e os desafios para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde

Data: 29 e 30 de novembro
Local: Auditório da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP)
Endereço: Rua Leopoldo Bulhões, 1480 - Campus de Manguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro.

Outras informações pelo e-mail seminarioinovaçaofiocruz@ambep.com.br, ou telefone/fax (21) 2113-1000 ou celular (21) 9190-8158.

Papa critica consumismo de remédios, eutanásia e destruição de embriões

Em mensagem, Bento XVI enfatizou que a 'justiça sanitária' deve ser prioridade dos governos

CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI denunciou nesta quinta-feira, 18, o "consumismo farmacológico" no mundo ocidental, enquanto milhões de pessoas continuam sem acesso a remédios indispensáveis. O pontífice também criticou a eutanásia e programas de saúde reprodutiva "que defendem o aborto e a destruição de embriões".

O papa fez essas declarações na mensagem enviada aos participantes da 25ª Conferência Internacional do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde, que começou nesta quinta no Vaticano.


No texto, Bento XVI enfatizou que a "justiça sanitária" deve estar entre as prioridades das agendas dos governos e das instituições internacionais. Ele ressaltou ainda que "a tutela da vida, desde sua concepção até seu fim natural, e o respeito à dignidade de cada ser humano" devem ser preservados.

fONTE: ESTADÃO.COM.BR




NEUROLOGIA RECRUTA PACIENTES EM ESTUDO SOBRE ENXAQUECA

O Ambulatório de Cefaléias da Faculdade de Medicina do ABC (SP) está com vagas abertas em estudo sobre tratamento preventivo da enxaqueca. Interessados devem ser maiores de 18 anos e ter dores de cabeça há mais de três meses, com pelo menos dois episódios ao mês. O objetivo é comparar a eficácia de duas medicações no tratamento preventivo da enxaqueca – uma à venda no mercado nacional e outra disponível somente fora do país. Todos os candidatos passarão por triagem, serão avaliados e receberão diagnóstico do tipo de cefaléia. A partir da seleção inicial, os pacientes que se enquadrarem nos perfis do estudo serão incluídos em grupos de tratamento gratuito. A pesquisa terá duração de três meses e o acompanhamento será por meio de consultas mensais.
Alta prevalência: A enxaqueca é uma condição comum na população geral. Considerada problema de saúde pública, promove elevado impacto na vida dos pacientes, bem como custos diretos e indiretos. O problema é prevalente em mais de 15% da população. “A enxaqueca é uma doença neurológica crônica, de extremo impacto na sociedade e no indivíduo afetado. Caracteriza-se por crises de cefaléia recorrentes que duram entre 4 e 72 horas. A dor é do tipo pulsátil, por vezes unilateral, acompanhada de sensibilidade a luz e ao barulho (fotofobia e fonofobia), náuseas e vômitos”, explica Dr. André Leite Gonçalves, médico associado do Ambulatório de Cefaléias da Medicina ABC.
Classificada como cefaléia primária, a enxaqueca é determinada geneticamente e tem entre as principais causas alterações hormonais, fatores dietéticos, mudanças ambientais, estímulos sensoriais e estresse. “Pouco ou muito sono, jejum prolongado, menstruação, álcool, aditivos alimentares, luz, claridade e odores também são reportados como provocadores de crises de enxaqueca em indivíduos suscetíveis”, acrescenta Dr. André Gonçalves.
Existem hoje tratamentos preventivos com medicações específicas associadas a intervenções comportamentais, que incluem exercícios físicos, alimentação regular, manutenção adequada do sono e da rotina diária. “O tratamento da enxaqueca deve ser realizado em duas frentes simultaneamente: tratamento agudo para analgesia das crises e tratamento preventivo ou profilático”, explica o coordenador do Ambulatório de Cefaléias da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, Dr. Mário Peres. A profilaxia da enxaqueca é o conceito de tratamento mais importante. É indicada com intuito de evitar que as crises apareçam e para diminuir a intensidade, duração e frequência – eventualmente até aboli-las. “Várias opções podem ser utilizadas, divididas em medidas medicamentosas e não medicamentosas. Muitas são as drogas disponíveis, entre as quais betabloqueadores, antidepressivos, bloqueadores de canal de cálcio e, mais recentemente, as drogas antiepilépticas, também chamadas de neuromoduladores”, completa o coordenador.

Serviço: Interessados em participar do estudo sobre tratamento preventivo da enxaqueca devem comparecer ao Ambulatório de Cefaléias da Faculdade de Medicina do ABC, localizado no Anexo 2 do campus em Santo André (Av. Príncipe de Gales, 821), para agendar avaliação. A marcação ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, e é necessária apresentação de RG, CPF e cartão do SUS. Outras informações nos telefones 11 6448-2184 e 4993-5458 ou pelo e-mail cefaleia@fmabc.br

Fonte: SNIF.COM.BR

EUROFARMA E GRUPO PÃO DE AÇÚCAR PROMOVEM DESCARTE CORRETO DE MEDICAMENTOS

Parceria conta com o apoio do Limpurb e põe em prática o conceito de responsabilidade compartilhada unindo indústria, varejo e consumidor em favor do consumo e descarte consciente
Em uma iniciativa pioneira, a Eurofarma Laboratórios e o Grupo Pão de Açúcar lançaram o projeto “Descarte Correto de Medicamentos”, que visa despertar o consumidor para importância do destino adequado para medicamentos vencidos ou fora de uso, embalagens e cortantes como agulhas, ampolas, vidros de xarope, blisters, frascos, bisnagas entre outros.
Inicialmente, o projeto será implantado em duas lojas do Pão de Açúcar (Real Parque e Jabaquara) e três lojas do Hipermercado Extra (Itaim, Penha e João Dias) que servirão como postos de arrecadação destes resíduos. A expectativa das empresas é estender o projeto no ano que vem para todas as drogarias do Grupo na cidade de São Paulo.
A mecânica do programa envolve todas as etapas de descarte. O consumidor deposita todos os tipos de embalagens primárias, medicamentos e cortantes nas urnas coletoras dispostas nas drogarias das lojas Extra e Pão de Açúcar participantes. Para garantir a segurança dos clientes e dos funcionários, as urnas são confeccionadas em recipiente específico, revestido internamente por uma película plástica, que elimina o risco de acidentes, além do sistema de lacre que impossibilita a coleta dos resíduos por pessoas não-autorizadas. A Eurofarma e o Grupo Pão de Açúcar também treinarão todos os funcionários das drogarias para que estejam aptos a ajudar o cliente na hora do descarte, assim como tirar duvidas e incentivá-lo quanto ao descarte consciente. O treinamento também capacitará os funcionários a fazerem a retirada correta dos resíduos e armazenamento, garantindo, assim, que nenhum cliente tenha contato com qualquer um dos materiais descartados. O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) é parceiro no projeto e será o responsável pela coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos armazenados nos estabelecimentos participantes. O projeto “Descarte Correto de Medicamentos” conta também com o apoio e aprovação da COVISA (Consultoria Técnica em Vigilância Sanitária).
A diretora de Sustentabilidade & Novos Negócios da Eurofarma, Maria Del Pilar Muñoz, destaca que a coleta não é restrita aos medicamentos da farmacêutica . “Queremos proporcionar aos consumidores meios para reduzir o impacto ambiental causado pelo descarte incorreto dos medicamentos. A parceria com o Grupo Pão de Açúcar reflete nosso compromisso ambiental dando o destino final adequado dos resíduos de produtos que disponibilizamos ao mercado”, explica. No caso dos medicamentos, as embalagens primárias – aquelas que têm contato direto com o produto – são consideradas um resíduo perigoso e constituem risco ambiental, uma vez que a maioria das pessoas descarta esses produtos no lixo doméstico ou no vaso sanitário, podendo ocasionar contaminação do solo e a água.
Para o Grupo Pão de Açúcar, esse projeto faz parte do compromisso de ampliar a conscientização e engajamento dos clientes para o consumo consciente e descarte correto de produtos, incluindo fármacos. Hugo Bethlem, Vice Presidente da empresa, destaca a relevância do varejo em relação à informação e formação dos consumidores. “Milhões de pessoas passam todos os anos pelas nossas lojas e buscam alternativas para viabilizarem suas práticas de consumo consciente. Colocamos nossas unidades a esse serviço com várias iniciativas”. O Grupo trabalha em muitos projetos com o conceito de responsabilidade compartilhada, “são com parcerias como essa que atingimos a cadeia completa, o que faz com que todos (indústria, varejo e consumidor) ajudem na construção de um mundo melhor.”
Como descartar medicamentos e embalagens de produtos farmacêuticos:
· Todos os medicamentos devem ser descartados em sua embalagem original, por exemplo: cartela de comprimidos, vidro de xarope, bisnaga com pomadas e cremes etc; tomando o cuidado de deixar as embalagens sempre fechadas. Não é necessário destacar os comprimidos.
· Seringas e agulhas também podem ser descartadas. O ideal é a utilização de um recipiente rígido para armazenagem como, por exemplo, latas de achocolatados, eliminando o risco de acidentes.
· Caixas de medicamentos e bulas (papel) devem ser entregues nas Estações de Reciclagem, uma vez que as mesmas não tiveram contato direto com o medicamento.
Dados de mercado
Com o aumento da população e do consumo, o lixo tornou-se um dos maiores problemas no mundo. Somente no Brasil, são geradas diariamente 241.000 toneladas de lixo, sendo 90.000 produzidas nos domicílios. Na cidade de São Paulo, o volume chega a cerca de 12.000 toneladas por dia. O Grupo Pão de Açúcar é o responsável pela coleta de 20% dos resíduos recicláveis recolhidos na capital paulista.
Para alguns produtos e embalagens, como a latinha de alumínio e o papelão, a participação da população na coleta e reciclagem é fundamental. Em 2009, pela oitava vez consecutiva, o Brasil foi campeão mundial na reciclagem de latinhas – do total de latas de alumínio para bebidas comercializadas no mercado interno em 2008, 91,5% foram recicladas.
Há, no entanto, uma série de produtos que ainda precisa de solução para o descarte correto, como programas de coleta específicos e conscientização da população. No caso dos medicamentos, as embalagens primárias – aquelas que têm contato direto com o produto, como comprimidos em blisteres ou em cartelas, xarope nos vidros e até ampolas de injeção e seringas, por exemplo – são consideradas um resíduo perigoso e constituem risco ambiental, uma vez que a maioria das pessoas descarta esses produtos no lixo doméstico ou no vaso sanitário, contaminando o solo e a água.
Somente no varejo são vendidas, aproximadamente, 170 milhões de unidades de medicamentos e/ou produtos farmacêuticos por mês.

Fonte: SNIF.COM.BR

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Moralização nas Farmácias e Drogarias

Cada vez mais estamos tendo a oportunidade de podermos tornar nosso comércio único e a Rdc 44/2010 deu mais uma passo para esse momento, pois ao tornar os antibióticos controláveis nos tornamos cada vez mais intermediários da saúde e o setor - mais "profissional".

Não apenas a RDC, mais a rastreabilidade, o selo nos medicamentos, a nota fiscal eletrônica, o PAF, o SNGPC, o cruzamento dos dados na receita, e todas as ações que visam controlar o setor.
Cada vez mais nosso setor está se formalizando e junto com essas ações as práticas irregulares na venda vão se tornando mais fiscalizadas e por conseqüência mais difíceis de realizar.
Relembro as práticas de venda de medicamentos roubados, venda de amostras grátis, contrabandos e psicotrópicos sem receita médica.
Andando pelo Brasil, percebo a quantidade de farmácias sendo lacradas por práticas irregulares.
Para alguns, essas notícias são vistas como prejudiciais ao ramo, mas uma breve análise notamos que quanto mais regular for nosso mercado, mais oportunidades justas encontraremos. Concorrer com empresários éticos e que se diferenciam por sua competência nos faz ser e buscar a melhoria. O difícil é concorrer com "pseudo empresários" que justificam seus méritos em ações inescusas.

Que venham as regras, as fiscalizações , pois não quero ser um cumpridor de regras sozinho.

*Lima é Consultor da Desenvolva Consultoria em projetos por todo o Brasil em toda Cadeia farmacêutica (Distribuição, Indústria e Varejo)., Empresário do Setor Farmacêutico há mais de 30 anos, Contabilista e proprietário de Farmácias em SP, foi presidente da Rede Farmáxima (65 lojas) e foi diretor da FEBRAFAR. Pós Graduando em Gestão Comercial pela FGV, Especialista em Varejo Farmacêutico.

As atribuições e responsabilidade individual dos farmacêuticos

Abaixo a entrevista para o Guia da Farmácia que o Consultor Desenvolva Cassio Berteli deu para a jornalista Egle Leonardi.



1) As atribuições e responsabilidade individual dos farmacêuticos devem estar descritas no Manual de Boas Práticas Farmacêuticas do estabelecimento e ser compreensíveis a todos os funcionários. Como a farmácia deve fazer esse relatório? Há algum modelo a seguir?

AS ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILIDADES INDIVIDUAIS DO FARMACÊUTICO DEVEM CONSTAR NO MANUAL, DEVE FICAR EXPOSTO EM LOCAL VISÍVEL (JUNTO COM OUTROS DOCUMENTOS EXIGIDOS PELA LEGISLAÇÃO) AO PÚBLICO.

ATRIBUIÇÕES DE FORMA GERAL – RESPEITAR AS DETERMINAÇÕES ESTABELECIDAS PELOS CONSELHOS FEDERAL E REGIONAL DE FARMÁCIA.

COMO:

RESPONSABILIDADE TÉCNICA DA DROGARIA, TREINAMENTO INTERNO AOS COLABORADORES, MANUTENÇÃO E TRANSMISSÃO DE MEDICAMENTOS CONTROLADOS AO “SNGPC”, ASSEGURAR AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS Á PROMOÇÃO DO USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS NO ESTABELECIMENTO, CUMPRIR AS NORMAS SANITÁRIAS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS VIGENTES E APLICAVÉIS ÀS FARMÁCIAS E DROGARIAS.

2) Que tipo de treinamento os funcionários devem receber?

TREINAMENTO APLICADO AOS COLABORADORES através do Farmacêutico:
ATUALIZAÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NA FORMA INJETÁVEL (IM-EV-SC-ID). NA IM INCLUSIVE A TÉCNICA EM “Z”
ATUALIZAÇÃO NA ADMINSTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS PARA USO EM INALOTERAPIA;
IDENTIFICAÇÃO DE RECEITAS EM GERAL;
PREENCHIMENTO E REGRAS EM GERAL DE RECEITAS NA VENDA DE MEDICAMENTOS CONTROLADOS (PORTARIA 344/98);
ATUALIZAÇÃO DE CLASSES TERAPÊUTICAS;
ATUALIZAÇÃO DE PRODUTOS ALHEIOS AO RAMO FARMACÊUTICO;
PATOLOGIAS MAIS COMUNS.



- Há necessidade de registrar os cursos e treinamentos? Como isso deve ser feito?

SIM, DEVE SER REGISTRADOS.

Registro em Formulário específico!
ARQUIVAR A LISTA DE PRESENÇA NA LOJA PARA POSTERIORES AVERIGUAÇÕES.
APÓS TREINAMENTO FAZER AVALIAÇÃO DOS PARTICIPANTES.

DESTACANDO PARA OS DEMAIS COLABORADORES E CLIENTES QUE SÃO DE SUA INTEIRA RESPONSABILIDADE (FARMACÊUTICO) A PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS:

PERFURAÇÃO DO LÓBULO AURICULAR PARA COLOCAÇÃO DE BRINCOS
SERVIÇOS FARMACÊUTICOS (PARÂMETROS FISIOLÓGICOS):
AFERIÇÃO DE PRESSÃO ARTERIAL E TEMPERATURA CORPORAL. TODOS DESCRITOS PASSO A PASSO EM SEU RESPECTIVO POP.
E POSTERIORMENTE AO ATENDIMENTO REGISTRADO NA DECLARAÇÃO DE SERVIÇO FARMACÊUTICO. (DESENVOLVIDO PELO FARMACÊUTICO OBEDECENDO AS NORMAS DA RDC 44).
SERVIÇOS FARMACÊUTICOS (PARÂMETROS BIOQUÍMICOS):

AFERIÇÃO DE GLICEMIA CAPILAR. DESCRITO PASSO A PASSO EM SEU RESPECTIVO POP.
POSTERIORMENTE AO ATENDIMENTO REGISTRADO NA DECLARAÇÃO DE SERVIÇO FARMACÊUTICO. (DESENVOLVIDO PELO FARMACÊUTICO OBEDECENDO AS NORMAS DA RDC 44).
ADMINSTRAÇÃO DE MEDICAÇÃO INJETÁVEL PODE SER DELEGADO A OUTROS COLABORADORES DA EMPRESA SUPERVISIONADOS PELO FARMACêUTICO RESPONSÁVEL E QUE TENHAM REALIAZADO TREINAMENTO. O NOME DOS APLICADORES DEVE CONSTAR EM LOCAL VISÍVEL AO PÚBLICO NA SALA DE APLICAÇÃO.
- Como capacitá-los para o cumprimento da legislação sanitária?

COM TREINAMENTOS PERIÓDICOS REALIZADOS PELO FARMACÊUTICO.

- O que fazer em caso de acidente e episódio envolvendo riscos à saúde?

DE ACORDO COM O PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO) LEI Nº 6514 DE 22 DE DEZEMBRO DE 1977, E APROVADO PELA PORTARIA 3214 DE 08 DE JUNHO DE 1978, E ESTA CONTIDA EM SUA NORMA REGULADORA Nº 07, QUE ESTABELECE A OBRIGATORIEDADE DA ELABORAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DO PCMSO.

O SUPERVISOR ( ENCARREGADO, LIDER) DA LOJA É RESPONSÁVEL PôR INVESTIGAR TODO ACIDENTE QUE OCORRER EM SUA LOJA, MESMO QUE O ACIDENTE NÃO RESULTAR EM LESÃO PESSOAL OU DANOS EM PROPRIEDADES. A RAZÃO DISTO É ENCONTRAR O QUE CAUSOU O ACIDENTE E O QUE PODE SER PREVINIDO, BEM COMO ENCAMINHAR OS DADOS DO ACIDENTE E RELATÓRIO DE INVESTIGAÇÃO PARA O SETOR DE SEGURANÇA E COMUNICAR O MÉDICO DO TRABALHO QUANDO DA EXISTêNCIA DE DANOS A SAÚDE E OU INTEGRIDADE FÍSICA DO FUNCIONÁRIO.

O ACIDENTE DEVE SER ATENDIDO EM HOSPITAL DA REDE PÚBLICA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, ACOMPANHADO PELA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO (CAT) OBS: O CAT PODE SER ENTREGUE ATÉ 24HORAS APÓS O ACIDENTE, SERÁ EMITIDO PELO DEPARTAMENTO PESSOAL DA EMPRESA OU POR UM MEMBRO DO SESMT, OU QUANDO DA AUSêNCIA DE AMBOS POR UM FUNCIONÁRIO TREINADO PARA TANTO, QUANDO DA ALTA DO ACIDENTE ELE DEVERÁ TRAZER Á EMPRESA A COMUNICAÇÃO DE ALTA MÉDICA (CAM) QUE DEVERÁ SER ENTREGUE AO DEPARTAMENTO PESSOAL OU SESMT DA EMPRESA, E ARQUIVADA PARA AVALIAÇÃO DO MÉDICO DO TRABALHO.

ESTADO PESSOAL

INSTRUIR O FUNCIONÁRIO QUE SEMPRE QUE ELE SE SENTIR DOENTE OU SE NOTAR EM SEU COMPANHEIRO QUAISQUER SINAIS DE DOENÇA, RELATAR O CASO A SEU SUPERVISOR/LIDER IMEDIATAMENTE, PARA QUE ELE POSSA ENCAMINHÁ-LO AO MÉDICO DA EMPRESA E OU MÉDICO DO TRABALHO.

AFASTAMENTO POR DOENÇA

QUANDO O FUNCIONÁRIO SE AFASTAR PÔR MOTIVO DE DOENÇA, DEVERÁ TRAZER UM ATESTADO MÉDICO PARA PODER RETORNAR AO TRABALHO, QUE É FORNECIDO PELO MÉDICO JUNTAMENTE COM OS DIAS QUE ELE FICOU AUSENTE. ESTE DOCUMENTO DEVE SER ENTREGUE AO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA DO TRABALHO, CUJO QUAL DEVERÁ SER ARQUIVADO EM PRONTUÁRIO PRÓPRIO PARA ANÁLISE DO MÉDICO DO TRABALHO.


EPISÓDIOS ENVOLVENDO RISCOS Á SAÚDE?

-RISCOS ERGONÔMICOS (EXIGÊNCIA DE POSTURAINADEQUADA).

-ACIDENTES (NATUREZA E LOCAL DE TRABALHO);

-BIOLÓGICOS (VÍRUS, FUNGOS E BACTÉRIAS).

VISÍTA PERIÓDICA DO PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL (PCMSO) NA TENTATIVA DE MINIMIZAR OS RÍSCOS.

Fonte: http://www.treinamentosparafarmacia.com/

Pesquisa mostra influência da propaganda de medicamentos

O objetivo do projeto foi fazer um diagnóstico situacional da promoção de medicamentos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) do SUS. Para isso, foram identificados nas UBS os recursos utilizados para a promoção e propaganda de medicamentos, as fontes de informação sobre medicamentos dos prescritores e os fatores que exercem influência na padronização, aquisição e prescrição de medicamentos. As equipes acadêmicas envolvidas no estudo aplicaram um conjunto de três questionários nas unidades de saúde visitadas, estendendo o diagnóstico da influência a prescritores (médicos e dentistas), dispensadores (farmacêutico ou técnico responsável) e gestores do SUS.

RESULTADOS

- Prescritores: Dos prescritores abordados, 41,3% afirmaram receber visitas de representantes de medicamentos em seu local de trabalho. Essas visitas ocorrem em94,1% dos casos nos consultórios. A forma preferida de divulgação dos medicamentos é a distribuição de folders e amostras grátis e, em segunda opção, a oferta de monografias ou artigos científicos. Em relação à influência da propaganda na prescrição de medicamentos, 77,9% afirmaram que não sofrem interferência das propagandas, porém, 37,7% destes alegam que podem ser influenciados.
- Gestores: A pesquisa demonstrou que ocorre pressão da indústria farmacêutica nas decisões dos gestores em relação à compra de medicamentos, uma vez que 75% dos entrevistados recebem representantes da indústria que ofertam brindes e impressos sobre os medicamentos. A frequência destas visitas é, na maioria das vezes, mensal. Os gestores informaram que em 46,2% dos casos recebem solicitação de compras de medicamentos não padronizados ou que não constam das listagens oficiais, por motivos como decisões judiciais, compras de medicamentos excepcionais ou por exclusividade de fabricante. Perguntados se há influência da indústria farmacêutica nestas solicitações, 23% responderam que sim.
- Dispensadores: A pesquisa constatou que 70,4% dos profissionais responsáveis pelas farmácias das UBS não são farmacêuticos. Desses, 57,9% são da área da enfermagem (enfermeiro, técnico de enfermagem e auxiliar de enfermagem), o que caracteriza violação à legislação em vigor, constituindo exercício ilegal da profissão farmacêutica.
Portanto, na maioria das unidades estudadas não existe dispensação de medicamentos, mas simplesmente entrega do produto ao usuário, uma vez que o farmacêutico é o único profissional devidamente capacitado para a dispensação. Até mesmo o armazenamento de medicamentos fica prejudicado, se o profissional encarregado não detiver os conhecimentos necessários para sua aplicação.
Outra questão empregada na entrevista versou sobre a emissão de prescrições com o nome comercial do medicamento: 83,3% dos respondentes informaram que as prescrições médicas usam o nome comercial dos medicamentos em vez do nome genérico, o que contraria a legislação em vigor. Perguntados se recebiam visitas de representantes de medicamentos, 21,2% dos dispensadores afirmaram que sim.

Fonte: Anvisa

Diabete mata mais em países pobres e em desenvolvimento, segundo a OMS


Em 2005, 1,1 milhão de pessoas morreram pela doença; número deve dobrar na próxima década

BRASÍLIA - Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que quase 80% das mortes por diabete no mundo ocorrem em países pobres e em esenvolvimento. Em 2005, 1,1 milhão de pessoas morreram em decorrência da doença. A estimativa é de que o número de mortes dobre na próxima década.
A quantidade de diabéticos no mundo já passa de 250 milhões, segundo a Federação Internacional de Diabete. A entidade, ligada à OMS, alerta: se não forem implantadas políticas de prevenção eficientes, em 2025 o número de portadores pode a chegar a 380 milhões. Na edição deste ano da campanha do Dia Mundial da Diabete, lembrada no último domingo, organizações médicas internacionais garantem que é possível prevenir a doença.
No Brasil, estima-se em 10 milhões o total de pacientes - 7,6 milhões deles acometidos pelo tipo 2 da doença, o mais comum e o único que pode ser evitado. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas com esse tipo de diabete equivale a 5,8% da população com mais de 18 anos. A maioria está concentrada na Região Sudeste, com cerca de 3,5 milhões (2,06 milhões só no Estado de São Paulo).

O tipo 2 consiste no aumento anormal de glicose (açúcar) no sangue. Os principais sintomas são sede e fome excessivas, vontade constante de urinar, perda de peso, cansaço, infecções regulares, visão embaçada, dificuldade de cicatrização de feridas e formigamento nos pés. O principal alvo são pessoas na faixa etária acima de 40 anos, obesas e com histórico familiar.
No entanto, a maioria das pessoas não reconhece esses sintomas como relacionados à diabete e procuram atendimento médico tardio, o que levou a OMS a considerar a doença uma epidemia silenciosa. “Quase metade dos diabéticos não sabe da sua condição, porque a doença não incomoda. Só descobrem quando fazem o exame de sangue”, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Diabete, na seccional do Rio de Janeiro, Lenita Zadjdenverg.
Para a prevenção, Lenita recomenda uma alimentação saudável - com mais verduras e frutas e menor consumo de sal e de alimentos gordurosos - e a prática de exercícios físicos. “A população deve entender que é possível prevenir a doença e conviver com ela", destaca.
Não há cura para a diabete, mas tratamentos podem aliviar as consequências. O avanço do problema eleva o risco de doenças cardíacas, amputação das pernas, cegueira e partos prematuros. Segundo o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de diagnóstico e remédios para a doença.
A diabete tipo 1, de menor incidência, consiste na destruição das células produtoras de insulina, pois o organismo as identifica como corpos estranhos. Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o tipo 1, mas algumas nascem com genes de predisposição. No entanto, outras têm os genes e não desenvolvem a doença. O tipo 1 é mais frequente em quem tem menos de 35 anos, embora a doença possa surgir em qualquer idade.
Os sintomas mais comuns são fome frequente, vontade de urinar várias vezes, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.
O tratamento contra a diabete pode ser feito gratuitamente na rede pública de saúde. Em comemoração ao dia mundial, 80 monumentos brasileiros foram iluminados no último domingo - entre eles, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro.

Fonte: Estadão.com

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

NOVA AÇÃO DE ANADOR TEM COMO PRINCÍPIO ATIVO A COMBINAÇÃO DE ALTA TECNOLOGIA E CROSS MÍDIA

Objetivo é utilizar as mídias sociais e convencionais de alto impacto para aproximar a marca do público jovem
Um mês após o lançamento da campanha de novo posicionamento, ANADOR retorna à mídia com mais novidades para o consumidor. Com ações para se aproximar do público jovem, a marca trabalhará com cross mídia, migrando e mesclando meios de veiculação on e offline, em mais uma campanha criada pela Grïngo. Utilizando o mote da campanha que promoveu o capacete Blockpain, concorrente fictício que se dizia muito melhor que ANADOR, a agência inseriu uma nova ferramenta de alta tecnologia dentro do hotsite (www.blockpain.com.br).
De forma lúdica, o internauta pode utilizar sua foto para colocar virtualmente um dos sete modelos do capacete Blockpain (Churras Expert, Futlove, Vamos a La Playa, Executive 3000, Bienvenido, Lar doce Lar e Hora do Rush). Um software digitaliza a foto em 3D e insere movimentos precisos como piscar de olhos, sorriso, movimentos da cabeça e outros argumentos que deixam a imagem similar a um filme. O resultado final pode ser compartilhado com amigos por meio das redes sociais.
“Optamos pelas ações de cross mídia e requintes de alta tecnologia, pois a campanha já incorpora a nova identidade de ANADOR, mais jovem e inserido na realidade atual, exatamente o que os jovens buscam na Internet. A campanha resgata de maneira divertida a força desta marca que é tão brasileira, tão popular”, diz Rodrigo Kurata, gerente de produto da marca.
Além de poder brincar com a própria foto, ou dos amigos, quem ficar satisfeito com a montagem e quiser ter um momento de fama, poderá aparecer na TV Minuto, que veicula informações dentro dos trens do metrô de São Paulo e atinge três milhões de pessoas por dia, na promoção “Você em 3D na TV”. Para isso, o internauta deve clicar no link Quero aparecer na TV Minuto e autorizar o uso da imagem. As fotos autorizadas irão para um banco de imagens e as selecionadas participarão de um filme com 15 segundos veiculado na TV Minuto nas linhas azul e vermelha do metro de São Paulo. Ao todo serão apresentadas dez peças, duas a cada semana até o final do mês de novembro, com a participação dos internautas.

Mortes por diabete podem dobrar na próxima década, alerta a OMS

Organização destaca efeitos da doença nos países menos desenvolvidos; dia mundial é domingo

Efe
GENEBRA - Mais de 200 milhões de pessoas no mundo têm diabete e cerca de um milhão morre a cada ano por causa da doença, número que pode dobrar na próxima década se não forem adotadas medidas urgentes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Os números foram divulgados por ocasião do Dia Mundial da Diabete, lembrado neste domingo, 14. Em comunicado, a OMS ressalta as consequências da doença, sobretudo na população dos países menos desenvolvidos.
"A maioria das pessoas com diabete vive em países de renda baixa ou média e tem entre 45 e 64 anos", destaca a organização. Nesses locais, os meios para controlar e detectar a doença a tempo são insuficientes por causa da elevada despesa que representa para o sistema de saúde. Cerca de 80% das mortes por diabete no mundo são registradas nessas regiões, em decorrência de condições precárias.
O efeito do não controle do problema é a hiperglicemia (aumento das taxas de açúcar no sangue), que com o tempo afeta gravemente vários órgãos e sistemas. Segundo a OMS, manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e não fumar são algumas das medidas que ajudam a prevenir a diabete.
A Assembleia Geral da ONU pediu aos chefes de Estado que realizem uma cúpula para tratar sobre a prevenção e o controle dessa e de outras doenças.

Estudo rejeita ligação entre droga contra acne e suicídio

Pesquisa do Instituto Karolinska, da Suécia, avaliou 5,7 mil pessoas que usaram isotretinoína (Roacutan).

Pesquisa analisou 128 usuários de isotretinoína que tentaram suicídio


As pessoas tratadas por acne severa devem ter sua saúde mental monitorada de perto, segundo um estudo do Instituto Karolinska, da Suécia.
No entanto, a pesquisa revelou que a isotretinoína, droga popular que combate a acne e que no Brasil é vendida principalmente com o nome Roacutan, não aumenta os riscos de suicídio, apesar de indícios anteriores.
O estudo, feito com 5.700 pessoas entre 1980 e 2001, foi publicado no Jornal Médico Britânico.
A isotretinoína (também conhecida como Roacutan, Accutan, Amnesteem, Claravis, Clarus e Decutan) tem sido prescrita desde 1980 nos casos em que o uso de antibiótico não se mostra efetivo no combate à acne severa.
Mas há relatos que ligam o uso da droga à depressão e ao comportamento suicida.
Por isso o pesquisador Anders Sundstrom e a sua equipe estudaram tentativas de suicídio antes, durante e depois do tratamento com essa droga.
Eles descobriram que 128 dos 5.700 pacientes investigados que estavam ingerindo a droga foram internados por tentativa de suicídio.
O risco de suicídio era maior entre os que haviam terminado o tratamento em até seis meses. Segundo os pesquisadores, isso se devia ao fato de que os pacientes cuja acne melhorara com o tratamento se sentiam frustrados por não notarem avanços em suas vidas sociais, e não a efeitos do tratamento.
Ainda assim, eles relatam que a tentativa de suicídio era um evento raro - os dados mostram que apenas uma em cada 2.300 pessoas que ingeriram a droga tentaram se matar pela primeira vez após iniciarem o tratamento.
Segundo Sundstrom, os efeitos da acne são um fator mais importante para tentativas de suicídio que o uso da isotretinoína. "Não estamos certos de que a droga acrescente algum risco", disse. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

domingo, 7 de novembro de 2010

Promessas e atos

Poder público brasileiro permanece atado a uma herança que hoje mais compromete do que estimula o desenvolvimento econômico e social

Nelson Brasil de Oliveira, Vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina (Abifina)

Foi preciso que se evidenciasse, de maneira incontestável, a perda da capacidade inovadora e da competitividade internacional da indústria brasileira para o governo federal dar um importante passo à frente na implantação da sua política de desenvolvimento industrial e tecnológico, que tem sido extremamente lenta. Mas, antes tarde do que nunca. As medidas provisórias (MPs) 495 e 497, assinadas pelo presidente Lula no fim de julho, estabeleceram em lei que o poder de compra do Estado deve ser usado como instrumento de política industrial por meio de uma margem de preferência nas compras públicas aos produtos fabricados no país, e que incentivos fiscais à inovação tecnológica atinjam as micro e pequenas empresas. A Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), lançada em 2004 e transformada, em 2008, na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), rendeu ao longo de 2009 alguns avanços pontuais, a exemplo da concepção do Complexo Industrial da Saúde. A implantação desse complexo industrial foi regulada por meio de portarias normativas que permitiram, entre outras coisas, a formação de parcerias público-privadas (PPPs) objetivando a inovação tecnológica e a fabricação doméstica de insumos e produtos para a saúde pública que se encaixam, perfeitamente bem, no âmbito do marco regulatório criado pela MP 495.

Contudo, esse avanço ainda é muito pequeno diante do desequilíbrio econômico que se avoluma. As MPs autorizam a realização de ações pelos órgãos operacionais, mas, se não forem implantadas de imediato portarias ou atos normativos que regulem e determinem sua aplicação, não ocorrerão mudanças apreciáveis no perfil da produção e do comércio exterior brasileiro em direção ao aumento da participação relativa de mercadorias de mais alto valor agregado na pauta exportadora. O sucesso de uma política industrial voltada para o desenvolvimento econômico demanda um elevado grau de convergência e articulação nas ações administrativas de diferentes instâncias do Poder Executivo, e até mesmo o envolvimento dos poderes Legislativo e Judiciário, o que não vem ocorrendo de modo algum no Brasil, por falta de um projeto estratégico nacional responsável pela ação coordenada do sistema.
O poder público brasileiro permanece atado a uma herança que hoje mais compromete do que estimula o desenvolvimento econômico e social: o “assembleísmo” e a descentralização exacerbada promovidos pela Constituição de 1988, explicáveis como reação ao período de exceção anteriormente vigente, bem como pela excessiva partidarização da máquina pública, porém, contraproducentes sob o ponto de vista da gestão.

Uma administração pública que mereça este nome requer coordenação central forte, consistente nas decisões e eficaz no monitoramento da implantação das políticas públicas. Entre as promessas e os atos, como também entre os projetos e sua implementação prática, há uma distância que o governo precisa encurtar, sob pena de ver malogradas as políticas sobre as quais construiu sua identidade eleitoral. A tendência crescente de déficit na balança comercial brasileira, decorrente da perda de valor agregado das exportações e do processo inverso nas importações, está longe de ser revertida, a despeito da PITCE e da PDP. Isto porque, apesar do reforço do poder de compra do Estado em favor da indústria nacional pelas recém-editadas MPs, providências fundamentais junto aos órgãos operacionais para a execução dessas políticas continuam faltando.

Na área da química fina, na qual se destacam as indústrias farmacêutica e de defensivos agrícolas, um meio simples de incentivar a inovação e a produção nacional seria os órgãos reguladores diretamente envolvidos, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), adotarem uma “fila verde-amarela” para analisar com prioridade pedidos de registro sanitário e de patentes relativos a produtos desenvolvidos no país. Outra medida seria a reativação do Grupo Interministerial da Propriedade Intelectual (Gipi), ou a criação de outro órgão com efetivo poder de articulação e decisão, para deliberar sobre diretrizes de exame de patentes em sintonia com os objetivos da política industrial e de desenvolvimento tecnológico e dirimir conflitos de interpretação entre os órgãos de diferentes ministérios.

A edição das MPs 495 e 497 mostrou que o governo mantém seu compromisso com a PDP. Mas como no Brasil as leis têm que “pegar”, para deixar de ser meros instrumentos de ficção, é indispensável uma rápida edição de regulamentos e instruções claras determinando às instâncias operacionais os procedimentos e critérios de aplicação. Neste momento, carecemos, apenas, de uma forte liderança legitimada pelas urnas para exercer com autoridade o poder central, articulando os agentes econômicos de forma a torná-los tão produtivos quanto o país precisa para atingir um crescimento sustentável.

Matéria no site original

http://www.clipex.com.br/noticias/n_mostra_noticia.php?c=00400&t=1&n=21782&v=Estado%20de%20Minas

Medicamentos exigem cuidados no armazenamento

Cortar comprimidos, abrir cápsulas e não armazenar corretamente os medicamentos, além de descartá-los de maneira inadequada, podem trazer sérios danos à saúde e ao meio ambiente. , não se deve partir comprimidos ou abrir cápsulas, não só porque o usuário nunca poderá ter certeza na quantidade de medicamento que será ingerido, mas também porque existem muitos produtos de "liberação sustentada", ou seja, que liberam aos poucos as substâncias no organismo, às vezes até durante um dia inteiro. "Esses tipos de produtos jamais devem ser partidos, abertos e muito menos triturados ou mastigados, pois a absorção de maneira inadequada pode acabar prejudicando o tratamento do paciente. No caso de comprimidos sulcados, esta prática deve ser feita somente com o aval do médico". Um outro alerta é em relação ao reaproveitamento de medicamentos já abertos ou por outro membro da família ou em ocasião de recorrência da doença no mesmo paciente. "Os antibióticos, por exemplo, jamais devem ser reutilizados, mesmo que haja sobra nos vidros e frascos. Eles são eficazes sempre para um certo tipo de bactéria e é errado supor que o antibiótico de outra pessoa irá funcionar. Eles devem ser tomados até o fim, exceto quando o médico der instruções para parar". Já as embalagens, devem ser bem lavadas antes de ir para o lixo e, no caso dos vidros, devem ser reciclados. Também não se deve jogar seringas e agulhas no lixo. Eles devem ser entregues na farmácia mais próxima, que possui um lixo especial para resíduos, feito de papelão". A última orientação fica por conta do local adequado para armazenar medicamentos em cada. "Muita gente guarda remédios no banheiro. É o pior lugar da casa, pois os medicamentos devem ser guardados em local arejado, longe da umidade".

Este pó é para o resfriado. As gotas são para a dor de barriga provocada pelo pó e . ...

e a pomada é para a coceira provocada pelas gotas... Um jovem ficou com dor de garganta. Foi ao médico, que receitou penicilina para a inflamação. A dor de garganta desapareceu. Três dias depois, no entanto, ficou com coceira e vergões vermelhos em todo o corpo. Um médico diagnosticou corretamente uma alergia à penicilina e receitou anti-histamínicos. A alergia desapareceu. Os anti-histamínicos fizeram o jovem ficar sonolento e ele cortou a mão no trabalho. A enfermeira da empresa colocou pomada antibacteriana no ferimento. A pomada tinha penicilina e a alergia voltou. Achando que havia a possibilidade de uma grave reação anafilática, já que a alergia acontecia pela segunda vez, o médico receitou cortisona. A alergia desapareceu de novo. Infelizmente, o paciente ficou com dores abdominais e reparou que suas fezes continham sangue. O diagnóstico foi hemorragia por úlcera péptica, causada pela cortisona. Não foi possível controlar a hemorragia por métodos normais e o próximo passo foi uma gastrectomia parcial (retirada cirúrgica de parte do estômago). A operação foi um sucesso. As dores desapareceram e a hemorragia acabou. O paciente perdeu tanto sangue com as hemorragias e a cirurgia, que foi indicada uma transfusão. Tomou um litro de sangue e logo contraiu hepatite, em decorrência da transfusão. Jovem e cheio de energia, recuperou-se da hepatite. No entanto, no local da transfusão, apareceu um inchaço vermelho e doloroso, indicando uma provável infecção. Como já havia o problema anterior com a penicilina, o medicamento usado foi a tetraciclina. A infecção melhorou imediatamente. A flora intestinal foi afetada pela tetraciclina e apareceram espasmos abdominais dolorosos e uma diarréia muito forte. O paciente recebeu um antiespasmódico e, tanto a diarréia quanto os espasmos, desapareceram. Infelizmente, esse medicamento era da fórmula da beladona, um sedativo que contém atropina, que alivia espasmos e dilata a pupila. Esse efeito prejudicou a visão do rapaz, que bateu com o carro numa árvore e morreu instantaneamente. Esta é uma história verdadeira Fonte: Artigo do Dr. Leonard Tishkin, em The Myth of Modern Medicine ( O Mito da Medicina Moderna ).

Possíveis Interações Medicamentosas em residências de um bairro do município de Marília-SP.

Resumo A terapêutica atual pode envolver muitos medicamentos e é comum a prescrição de dois ou mais fármacos para um mesmo indivíduo. Durante ou após o tratamento estes medicamentos acabam se acumulando nas residências, aliado a esse fator está a facilidade na aquisição de novos medicamentos de venda livre, que acabam se tornando verdadeiros arsenais, podendo incorrer em interações medicamentosas se utilizados concomitantemente ou se associados ao álcool. Assim, nosso objetivo é demonstrar as possíveis interações medicamentosas em residências de um bairro do município de Marília. Para tal, foram aplicados questionários semi estruturados com informações relacionadas ao objetivo do estudo em 150 residências, no período de março a julho de 2006 . Como resultado, 98% das residências possuíam algum tipo de medicamento, que se utilizados simultaneamente poderiam resultar em 98 possíveis interações, mais de 50% destas IM ocorreram nos domicílios com mais de 6 fármacos. Das interações envolvendo medicamento x medicamento 65,71% foram frutos de prescrição médica, já as possíveis interações envolvendo álcool, 54,3% proveniente da automedicação. . Concluímos que a falta de informação da população pode provocar varias interações medicamentosas e considerando que muitos medicamentos são considerados um bem para muitos pacientes e que muitas vezes estes não se desfazem dos mesmos, a grande quantidade destes medicamentos nas residências, favorecem potencialmente as interações medicamentosas. CONCLUSÃO Os hábitos de vida da população, aliado à falta de informação sobre a farmacoterapia e sobre o medicamento em si, bem como o acúmulo destes nas residências, são apontados por este trabalho como variáveis significativas na ocorrência de possíveis IM, podendo resultar na alteração da ação terapêutica da terapia proposta, tornando-se um risco permanente para a saúde dos usuários. Orientar o usuário e desenvolver ações educativas sobre medicamentos, é um desafio para os novos profissionais de saúde. Fonte: Elias Fernando Daniel, submetida a publicação,Rev. Bras. Farm., 90(1), 2009 Confira o artigo na integra, disponivel em: http://www.abf.org.br/pdf/2009/RBF_R1_2009/pag_54a58_193_ocorrencia_interacoes.pdf

Histórias que inspiram Homens e mulheres que marcaram a sua geração e até hoje são inspiração

Martin Luther King nasceu em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta na Georgia, filho primogênito de uma família de negros norte-americanos de classe média. Seu pai era pastor batista e sua mãe era professora.Com 19 anos de idade Luther King se tornou pastor batista e mais tarde se formou teólogo no Seminário de Crozer. Também fez pós-graduação na universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott, uma estudante de música com quem se casou. Em seus estudos se dedicou aos temas de filosofia de protesto não violento, inspirando-se nas idéias do indu Mohandas K. Gandhi. Em 1954 tornou-se pastor da igreja batista de Montgomery, Alabama. Em 1955, houve um boicote ao transporte da cidade como forma de protesto a um ato discriminatório a uma passageira negra, Luther King como presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, organizou o movimento, que durou um ano, King teve sua casa bombardeada. Foi assim que ele iniciou a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Em 1957 Luther King ajuda a fundar a Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), uma organização de igrejas e sacerdotes negros. King tornou-se o líder da organização, que tinha como objetivo acabar com as leis de segregação por meio de manifestações e boicotes pacíficos. Vai a Índia em 1959 estudar mais sobre as formas de protesto pacífico de Gandhi. No início da década de 1960, King liderou uma série de protestos em diversas idades norte-americanas. Ele organizou manifestações para protestar contra a segregação racial em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Durante uma manifestação, King foi preso tendo sido acusado de causar desordem pública. Em 1963 liderou um movimento massivo, "A Marcha para Washington", pelos direitos civis no Alabama, organizando campanhas por eleitores negros, foi um protesto que contou com a participação de mais de 200.000 pessoas que se manifestaram em prol dos direitos civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos. A não-violência tornou-se sua maneira de demonstrar resistência. Foi novamente preso diversas vezes. Neste mesmo ano liderou a histórica passeata em Washington onde proferiu seu famoso discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"). Em 1964 foi premiado com o Nobel da Paz. Os movimentos continuaram, em 1965 ele liderou uma nova marcha. Uma das conseqüências dessa marcha foi a aprovação da Lei dos Direitos de Voto de 1965 que abolia o uso de exames que visavam impedir a população negra de votar. Em 1967 King uniu-se ao Movimento pela Paz no Vietnam, o que causou um impacto negativo entre os negros. Outros líderes negros não concordaram com esta mudança de prioridades dos direitos civis para o movimento pela paz. Em 4 de abril de 1968 King foi baleado e morto em Memphis, Tenessee, por um branco que foi preso e condenado a 99 anos de prisão.Em 1983, a terceira segunda-feira do mês de janeiro foi decretada feriado nacional em homenagem ao aniversário de Martin Luther King Jr.'s. Alguns de seus ensinamentos: "Eu tenho um sonho que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: 'Nós acreditamos que esta verdade seja evidente, que todos os homens são criados iguais. ’ ... Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter." "Temos de enfrentar dificuldades, mas isso não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não importa. Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor”. “Todos os homens são iguais” "O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons." "Um dia meus filhos viverão numa nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter”. "Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor.”Foram as últimas palavras de Martin Luther King."Ele lutou com todas as forças para salvar a sociedade de si mesma". -D. Coretta, esposa de Martin Luther King jr

A união faz a força

Fico agradecido pela sua presença no meu blog. Espero que gostem dos informativos e textos. Semanalmente estarei apresentando temas diferentes a respeito da prática profissional farmacêutica. Se quiserem algum material ou outras informações, basta entrar em contato comigo pelo meu e-mail.

Em breve também abrirei espaço para discussão de casos sobre o mercado Farmacêutico e também questões de interesse publico

Grato pela atenção, e por favor, ajude-nos a divulgar este blog.

Elias Fernando Daniel

Farmacêutico CRF-SP

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Farmacêutico Industrial, Atua na logistica de Medicamentos e como farmacêutico Voluntário no Abrigo a Idosos Reverendo Guilherme Rodrigues

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