quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FURP lança sistema de bulas em áudio para pessoas com deficiências visuais

A Fundação para o Remédio Popular - FURP, vinculada à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, acaba de lançar um sistema inédito no setor público, de bulas em áudio, que serão disponibilizadas para a população com dificuldades de leitura e que necessita receber as informações dos medicamentos.
Esse sistema, além de atender pessoas com deficiência visual, será disponibilizado para idosos com dificuldade de leitura, pessoas com baixa visão, com problemas motores e também analfabetos.
O diretor industrial da FURP, dr. Victor Hugo Travassos, explica que para a elaboração das bulas foram utilizadas linguagem simples para tirar as dúvidas dos pacientes e destaca a importância dessa medida. “Ter acesso claro a essas informações da bula é importante para que o paciente saiba conservar o medicamento e saiba também tomá-lo de maneira segura”, explica o diretor.
A medida atende uma determinação da Anvisa (RDC 47/09) de setembro de 2009, que entre outras regras determina a disponibilização de bulas de medicamentos em formatos especiais para atender pessoas portadoras de deficiência visual. Segundo dados da OMS, estima-se que no Brasil aproximadamente 5 milhões de pessoas sejam portadoras de alguma deficiência visual.
A FURP ampliou esse atendimento a outros usuários e está iniciando esse projeto em parceria com a Fundação Dorina Nowill, organização filantrópica que há 63 anos desenvolve um grande trabalho dedicado às pessoas cegas e de baixa visão. Possui o reconhecimento público nacional e internacional pelo seu valor social e pelo alto padrão técnico-científico de seus serviços especializados.
O processo é realizado da seguinte forma: As bulas passam por um processo eletrônico de gravação e são disponibilizadas para os usuários através de arquivos digitais mp3 que serão encaminhados via e-mail, através de CD (enviados pelos Correios). Os usuários podem ainda copiar o arquivo para o celular. Num próximo passo, a previsão é que as bulas em áudio estejam disponíveis através do site da FURP, por meio de uma leitura eletrônica desse material.
Serão disponibilizadas à população cerca de 80 bulas, gravadas inicialmente em lotes de aproximadamente nove bulas. Os primeiros lotes estarão disponíveis ao público a partir da próxima semana.
Nesse primeiro momento estão sendo disponibilizadas para gravação em áudio, bulas de medicamentos utilizados para hipertensão, antibióticos, ansiolíticos, antiepiléticos, antidiabéticos e para doenças asmáticas.
Os pedidos das bulas em áudio podem ser feitos pelo SAC da FURP pelo 0800-0551530, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas.

Informações: Fundação para o Remédio Popular

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Carlos Chagas, o detetive

Indicado quatro vezes ao Nobel de Medicina, o médico brasileiro foi o único na história a revelar toda uma doença, do agente causador à profilaxia. Era o mal de Chagas, transmitido pelo barbeiro e ainda tristemente comum

O ano era 1907. Uma epidemia de malária assolava os trabalhadores que construíam uma ferrovia na pequena Lassance, no norte de Minas Gerais. O então jovem médico Carlos Chagas, recém-ingresso no renomado Instituto Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, foi enviado à região para pesquisar as possíveis causas do surto e combatê-lo. Em seu consultório improvisado, em um vagão de trem, o pesquisador agia como uma espécie de detetive: percebeu que vários trabalhadores desenvolviam uma síndrome estranha, transmitida por um pequeno inseto que vivia dentro das casas, conhecido na região como ?barbeiro?.
O médico não sabia, mas as pesquisas que começavam ali, em 1909, resultariam em uma descoberta que mudaria a sua vida ? e a de milhões de pessoas. A doença misteriosa transmitida pelo barbeiro e que ainda hoje atinge cerca de 18 milhões de pessoas (matando pelo menos um terço), principalmente na América Latina, ficou conhecida como mal de Chagas, em sua homenagem. Para batizar o protozoário causador da doença, Carlos Chagas deu o nome de seu grande amigo e mestre Oswaldo Cruz, chamando-o de Trypanosoma cruzi.
Durante décadas, Carlos Chagas estudou profundamente a doença, que preferia chamar de tripanossomíase americana. A descoberta da doença foi a principal razão das quatro indicações que o brasileiro recebeu ao Prêmio Nobel de Medicina, que não chegou a vencer. ?Trata-se da única vez em toda a história da medicina e da ciência na qual uma única pessoa foi responsável pela descoberta de toda uma doença, desde o agente causador, passando pelo vetor, os aspectos clínicos e a profilaxia. Nunca antes ou depois um único pesquisador conseguiu tal feito?, conta o pesquisador Antônio Teixeira, coordenador do Laboratório Multidiciplinar de Doença de Chagas da Universidade de Brasília (UnB), que há 40 anos estuda a doença.
Boemia
A medicina chegou tarde para Carlos Justiniano Ribeiro Chagas. Nascido em 1879 no município mineiro de Oliveira, no oeste do estado, perdeu o pai logo cedo, aos 4 anos. Depois de passar por diversos internatos, sua mãe decidiu que deveria ser engenheiro. Durante os estudos preparatórios para a Escola de Minas de Ouro Preto, o futuro médico se envolveu com a boemia, que fez com que desenvolvesse problemas sérios de saúde, tendo que retornar para a casa da mãe, em Oliveira, para se tratar.
Lá, o contato com um dos tios, que era médico, foi preponderante para desenvolver o interesse pela profissão. Com a ajuda dele, convenceu a mãe de que deveria seguir a carreira médica. Barreira vencida, Carlos Chagas pode embarcar para o Rio de Janeiro para seguir seus estudos em uma das duas únicas faculdades de medicina que o Brasil possuía na época.
Ainda na faculdade, conseguiu um estágio no centro de pesquisas de Manguinhos, capitaneado pelo pesquisador Oswaldo Cruz, onde desenvolveu estudos sobre microbiologia e doenças tropicais. No futuro, Carlos Chagas se tornaria diretor do instituto. ?Ele era, ao mesmo tempo, um grande pesquisador e um excelente médico clínico, e foi isso que possibilitou que ele se destacasse?, explica o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz ? e membro da Academia Mineira de Medicina ? João Carlos Pinto Dias.
Apesar de a doença de Chagas ter sido sua principal descoberta, ela não foi a única contribuição que o mineiro deixou para a saúde pública brasileira. Ele também trabalhou em diversas frentes contra várias outras doenças. Logo após contornar o surto de malária que assolava Lassance, Chagas criou uma expedição à Amazônia para pesquisar doenças que estavam contribuindo para o colapso da economia da borracha na região.
Saneamento
Em 1912, embarcou com outros médicos com destino a comunidades ribeirinhas ao longo dos rios Purus, Negro e Solimões no norte do país. Após capturar peixes, analisar as águas da região e as condições de vida e moradia, Carlos Chagas elaborou um relatório que foi apresentado ao Congresso Nacional, sobre a total ausência de políticas de saneamento na região, e sobre a necessidade de se promover o saneamento rural no Brasil. ?Ele foi sempre muito voltado para as grandes políticas de saúde. Acreditava que a solução das doenças que atingiam os brasileiros passava por uma melhora das condições de vida?, conta João Carlos Pinto Dias.
Seis anos depois, uma das maiores epidemias da era moderna desembarcou no porto do Rio de Janeiro. Em 1918, a gripe espanhola atingiu dois terços dos quase 600 mil cariocas. O então presidente da República, Wenceslau Braz, convidou Chagas para coordenar os esforços governamentais contra a epidemia e para evitar que ela se espalhasse pelo restante do país. Para dificultar ainda mais a situação, o próprio Carlos Chagas, com toda a sua família, contraiu a doença.
Com o intuito de controlar a epidemia, o médico assumiu uma postura moderna para a época, e que se tornou modelo para o enfrentamento de epidemias posteriores. Descentralizou o atendimento, criando 27 postos especializados espalhados pelo Rio de Janeiro, criou cinco hospitais de emergência para atender os casos mais graves e atuou, principalmente, na educação da população, espalhando cartazes por toda a cidade com informações sobre as formas de contágio e tratamento da gripe. O resultado foi o controle da doença em tempo recorde e, em novembro do mesmo ano, o fim da epidemia.
Enfermagem
Por causa do sucesso no controle da gripe espanhola, além da descoberta da doença de Chagas e do controle da Malária, o médico foi nomeado diretor-geral de Saúde Pública, cargo equivalente ao de ministro da Saúde. Durante sua gestão, procurou investir na melhora do atendimento direto à população. Entre as medidas, patrocinou a organização do ensino de enfermagem no país, com a criação da Escola de Enfermagem Anna Nery e o desenvolvimento de um Serviço de Enfermagem Sanitária. ?Ele foi o responsável pela fundação da enfermagem no Brasil, o que melhorou em muito o tratamento dos pacientes?, conta João Carlos Pinto Dias.
Apesar de todas as suas realizações, o cientista e sanitarista Carlos Chagas faleceu cedo, com apenas 55 anos, vítima de um infarto, no Rio de Janeiro, em 1934. ?Ele não recebeu o devido reconhecimento pelo incrível legado que deixou. Mesmo assim, durante toda a sua vida, ele manteve seu lema: ?Não esmorecer, para não desmerecer??, lembra o pesquisador da UnB Antônio Teixeira. ?Apesar de não ter sido reconhecido ainda em vida, Carlos Chagas foi um dos grandes responsáveis pelas melhorias das condições de vida da população, que permitiram a vinda de imigrantes estrangeiros e a interiorização do país? completa João Carlos Pinto Dias, da Fiocruz.

Para saber mais
Mal sem cura

A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, descoberto por Carlos Chagas. Quando o barbeiro pica o ser humano, acaba deixando fezes no local da picada. Essas fezes infectadas entram na corrente sanguínea, levando o protozoário para todo o corpo. O Trypanosoma se aloja principalmente no trato digestivo e no coração, causando insuficiência cardíaca, mal funcionamento do sistema digestivo e dificuldade de alimentação, o que deixa o paciente ainda mais debilitado, e explica o alto índice de morte ? de um terço de todos os infectados.
A doença ainda não tem cura, mas, com o uso de antibióticos, é possível controlar a sua evolução e levar uma vida relativamente saudável. Por estar relacionada às más condições de vida e à pobreza, a doença de Chagas está entre as chamadas ?doenças negligenciadas?, que não recebem investimentos no desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos, já que os pacientes, na maioria extremamente pobres, estão fora do mercado consumidor da indústria farmacêutica.

Fonte: Correio Braziliense

Entenda como funciona a comercialização do remédio fracionado

O que é o fracionamento de medicamentos?

É a subdivisão da embalagem de um medicamento em partes individualizadas para viabilizar a compra pelo usuário na quantidade prescrita pelo médico. Quem poderá realizar o fracionamento e a venda desses medicamentos? O fracionamento é responsabilidade do farmacêutico e deve ser realizado de acordo com as resoluções da Anvisa (RDC 135/2005, com as alterações da RDC 260/2005). Quais os benefícios do fracionamento? A promoção do uso racional de medicamentos, pois permite oferecer o produto em quantidade e dosagens suficientes para o tratamento. Isso evita a existência de sobras de produtos em casa, diminuindo a possibilidade de intoxicações por automedicação. Além disso, permite a aquisição da exata quantidade prescrita, pelo preço praticado para cada unidade do medicamento, barateando o tratamento. A Anvisa avalia ainda que será um passo para aproximar o farmacêutico do cidadão. Que informações conterá a unidade fracionada? Os dados de identificação (nome do produto, concentração do princípio ativo, número de registro, lote, prazo de validade etc.) deverão constar na unidade individualizada do medicamento. Que medicamentos que podem ser fracionados? Aqueles nas apresentações de frasco-ampola, ampola, seringa preenchida, flaconete, sachê, envelope, blister e strip. Também são passíveis de fracionamento os que se apresentam nas formas farmacêuticas de comprimidos, cápsulas, óvulos vaginais, drágeas, adesivos transdérmicos e supositórios. Os medicamentos sujeitos ao controle especial de que trata a portaria 344, de 12 de maio de 1998, e suas atualizações não podem ser fracionados. Como são as embalagens desenvolvidas pelo fabricante e registradas pela Anvisa para fins de fracionamento? A embalagem primária fracionada é a menor unidade da embalagem obtida a partir da embalagem original. Os dados e informações contidos em cada embalagem primária fracionada são essenciais para o uso adequado do medicamento e para a rastreabilidade do produto, como número do lote, nome da substância e do fabricante. Como devem ser as embalagens utilizadas pelas farmácias para vender esses medicamentos? As embalagens secundárias para fracionados (utilizadas pelas farmácias para acondicionar os medicamentos a serem vendidos de forma fracionada) devem assegurar a manutenção das características originais do produto e conter uma bula do medicamento correspondente. É vedado dispensar medicamentos diferentes em uma mesma embalagem secundária, ainda que com o mesmo princípio ativo e do mesmo fabricante, de modo a não haver mistura de medicamentos de referência com medicamentos genéricos e similares para o mesmo item da prescrição.
O fracionamento é responsabilidade do farmacêutico e deve ser realizado de acordo com as resoluções da Anvisa (RDC 135/2005, com as alterações da RDC 260/2005). A promoção do uso racional de medicamentos, pois permite oferecer o produto em quantidade e dosagens suficientes para o tratamento. Isso evita a existência de sobras de produtos em casa, diminuindo a possibilidade de intoxicações por automedicação. Além disso, permite a aquisição da exata quantidade prescrita, pelo preço praticado para cada unidade do medicamento, barateando o tratamento. A Anvisa avalia ainda que será um passo para aproximar o farmacêutico do cidadão. Os dados de identificação (nome do produto, concentração do princípio ativo, número de registro, lote, prazo de validade etc.) deverão constar na unidade individualizada do medicamento. Aqueles nas apresentações de frasco-ampola, ampola, seringa preenchida, flaconete, sachê, envelope, blister e strip. Também são passíveis de fracionamento os que se apresentam nas formas farmacêuticas de comprimidos, cápsulas, óvulos vaginais, drágeas, adesivos transdérmicos e supositórios. Os medicamentos sujeitos ao controle especial de que trata a portaria 344, de 12 de maio de 1998, e suas atualizações não podem ser fracionados. A embalagem primária fracionada é a menor unidade da embalagem obtida a partir da embalagem original. Os dados e informações contidos em cada embalagem primária fracionada são essenciais para o uso adequado do medicamento e para a rastreabilidade do produto, como número do lote, nome da substância e do fabricante. As embalagens secundárias para fracionados (utilizadas pelas farmácias para acondicionar os medicamentos a serem vendidos de forma fracionada) devem assegurar a manutenção das características originais do produto e conter uma bula do medicamento correspondente. É vedado dispensar medicamentos diferentes em uma mesma embalagem secundária, ainda que com o mesmo princípio ativo e do mesmo fabricante, de modo a não haver mistura de medicamentos de referência com medicamentos genéricos e similares para o mesmo item da prescrição.


Fonte: Anvisa

Laboratório Teuto encerra 2009 com balanço acima da média

Empresa goiana conquista bons resultados na produção de medicamentos, nas vendas e também em sua estrutura interna.

Investimento na qualificação de seus colaboradores e gestores, a ampliação de suas ações de marketing e vendas, e novos produtos foram fatores que proporcionaram ao Laboratório Teuto Brasileiro um saldo positivo neste ano de 2009. "O crescimento do Teuto foi o maior entre as 25 empresas do ranking em unidades de medicamentos, atingindo um índice positivo de 78,84%. Em valores, o crescimento foi o maior entre as 30 primeiras indústrias e chegou a marca de 91,61%", analisa o diretor comercial da empresa, Osvaldo Soares, a partir de dados fornecidos pela Flash IMS Health de novembro. A IMS Health é um instituto de pesquisa e empresa de consultoria mundial que fornece informação global para a inteligência de mercado do setor farmacêutico.
Os números apontam ainda outro fator positivo. "Nos últimos cinco anos ganhamos 15 posições no ranking de laboratórios que atuam no mercado nacional. Dessas, 12 posições conseguimos apenas no último ano", destaca Soares. As ações agressivas do Laboratório Teuto ajudam a explicar esta avaliação.
Em recente pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o estado de Goiás foi o único estado com índice positivo de crescimento industrial. Enquanto todo o país obteve média negativa de 7,2%, Goiás teve crescimento e atingiu a marca de 3,2%. O pólo farmacêutico do Daia, em Anápolis, foi um dos grandes responsáveis por este número e o Laboratório Teuto é a maior indústria neste pólo. O Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) gera, não só ao município, mas em toda a região novas oportunidades de emprego e é considerado um dos mais importantes pólos farmoquímicos do Brasil.
Proposta de valor - Em 2009, o Laboratório Teuto também se preocupou em proporcionar boas condições de trabalho a seus colaboradores e com seus públicos, seja ele cliente ou fornecedor. Prova disso, foi a enquete realizada no portal da empresa. "Fizemos um ranqueamento de valores perguntando ao consumidor como ele vê a marca Teuto atualmente. Através da enquete o resultado foi confiança, qualidade e preço acessível, respectivamente. Ou seja, são os mesmos pontos propostos como prioridade da empresa. Isso nos mostra que as pessoas estão enxergando o Teuto como gostaríamos. Desta forma entregamos produtos de qualidade e com preços acessíveis", a avaliação é do gerente de trade marketing, Ítalo Melo.
A empresa também investiu em novos programas de qualificação de seus colaboradores, como o "Sistema de Produção Enxuta" (Lean), o "Parceiros para a Excelência" (Paex) e o TPM "Programa de Manutenção Total", este último em parceria com a Universidade Mauá. Para isso, firmou parcerias importantes com a Fundação Dom Cabral e a equipe do Professor Borgatti, da USP e Balian Consultoria, além da Universidade Mauá.
Esporte - Fora do ambiente empresarial o Teuto marcou presença em importantes eventos esportivos do calendário nacional. No primeiro semestre, patrocinou o Campeonato Goiano de Futebol e também mais uma edição do Rally Internacional dos Sertões. No segundo semestre, continuou presente no futebol, na Série A do Campeonato Brasileiro além de participar de importantes competições no kartismo, motocross, basquete, futebol amador, etc.
Mídia - O Teuto também esteve presente com mídia nacional em programas de grande audiência como o Super Pop, Jogo Aberto, Programa Todo Seu com Ronnie Von, TV Fama e Record News. Além disso o Laboratório Teuto esteve presente também com mídia regional em Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Nessas mídias regionais, a marca foi divulgada nos principais veículos de comunicação como a Globo, o SBT e Record. Toda esta publicidade foi complementada também através de mídia nas principais rádios do país.
Tudo isso com o apoio de sua assessoria de imprensa que auxiliou no trabalho de integralizar as mídias e potencializar as ações da indústria através de mídia espontânea.
Todas estas ações estão disponíveis também no site da empresa: www.teuto.com.br. Os sites do Teuto obtiveram um grande crescimento neste ano, conseguindo um número de acessos acima de 100 mil pageviews por mês. Complementando a utilização da web como ferramenta, o Teuto disponibilizou este ano dois sites, um específico para farmacêuticos e outro para os médicos: o www.espacofarmaceutico.com.br e o www.drteuto.com.br, respectivamente. Além disso o Teuto também ingressou nas redes sociais e está também no Twitter, FaceBook e Youtube.

Fonte: Portal Fator Brasil

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Bulas do terror

O fim do ano chegou e, com ele, o prazo dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que todo medicamento vendido no Brasil passe a vir com duas bulas. Uma, dentro da caixa, em linguagem acessível ao leigo e em corpo e espaço adequados aos pacientes - os quais, apesar do nome, não têm paciência para ler a dita por causa da vista cansada. A outra, eletrônica, no site da Anvisa, na linguagem mais técnica possível, apenas para os médicos, e esses que se virem.
Pelo visto, a medida ainda não entrou em vigor. Outro dia, ao sair do banho num hotel em cidade estranha, dei uma estúpida topada com a canela na borda do azulejo do box. A perna inchou, ficou vermelha e, pelos dias seguintes, como o dodói não passasse, resolvi tomar providências. Bem à brasileira, uma amiga me examinou por telefone e receitou uma pomada. Comprei-a e apliquei. E só então li a bula.
"Este medicamento (fator de difusão enzimática)", dizia o texto, "é composto de mucopolissacaridases com atividades condroitinásica e hialuronidásica, despolimerizando os mucopolissacarídeos (ácidos condroitino-sulfúrico e hialurônico) da substância fundamental do tecido conjuntivo, especialmente subcutâneo. A despolimerização da substância fundamental das trabéculas conjuntivas do tecido subcutâneo facilita as trocas metabólicas locais".
A transcrição é literal. Pois li e entrei em pânico - imagine se os mucopolissacarídeos, ao despolimerizar as trabéculas conjuntivas, provocassem uma reação das atividades condroitinásica e hialuronidásica? O que seria de mim?
Por sorte, nada disso aconteceu - ou, quem sabe, aconteceu - e o remédio logo começou a fazer efeito. Ótimo. Mas é aconselhável manter uma bula como essa fora do alcance das crianças.


Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

PF investiga furto de remédio

Brasília - O Ministério da Saúde confirmou ontem que foram furtadas 40 caixas do medicamento oncológico Herceptin. O remédio é considerado de alto custo e o prejuízo estimado é de cerca de R$ 240 mil. A Polícia Federal foi acionada e está conduzindo as investigações. O MS se deu conta da falta dos medicamentos ao fazer a checagem do estoque, no último dia 7.

Fonte: Folha de Londrina

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Liminar permite farmácia vender remédio em gôndola A pedido de empresas, Justiça suspendeu os efeitos de três resoluções da Anvisa

Farmácias, laboratórios e outras empresas conseguiram neste ano suspender o efeito de três resoluções polêmicas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por meio de liminares. As decisões derrubam restrições à propaganda de medicamentos e permitem a venda de outros produtos em farmácias, além de autorizar as câmaras de bronzeamento. O principal argumento das empresas é que a Anvisa não pode legislar sobre essas questões e que seria preciso a aprovação de uma lei federal que amparasse essas mudanças. Já a agência entende que as medidas têm amparo legal e que as liminares serão derrubadas. No caso da publicidade de medicamentos, as decisões judiciais apoiam-se no parecer da AGU (Advocacia Geral da União), que defende a revogação da resolução por considerá-la inconstitucional. A competência para legislar sobre a propaganda e a publicidade é privativa do Congresso, diz a AGU. Entre outras determinações, a resolução da Anvisa proíbe que artistas façam sugestões sobre o uso de remédios no rádio e na TV, restringe propagandas de remédios em alguns programas de TV e adota regras mais rígidas na publicidade de produtos -como a colocação de mensagem de advertência sobre as contraindicações. Ao menos duas entidades, a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), que representa 2.000 empresas, e a Abimip (Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição), que reúne 32 grandes laboratórios, conseguiram liminares em seu favor. Segundo Sálvio Di Girólamo, secretário-geral da Abimip, a decisão judicial também garante que as empresas continuem distribuindo brindes, o que estava vetado pela nova resolução. "Questionamos apenas os pontos que entendemos que seriam extremamente danosos para o segmento." As empresas ligadas à Abimip respondem por 85% do faturamento dos produtos isentos de prescrição. Outra norma da Anvisa que entrará em vigor em fevereiro próximo também teve seus efeitos suspensos por meio de uma tutela antecipada obtida pela Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias), que reúne as 28 principais redes brasileiras. A resolução estabelece que os remédios isentos de prescrição saiam das gôndolas das farmácias e passem a ser vendidos no balcão, pelo farmacêutico. As farmácias também seriam proibidas de vender itens que não sejam relacionados à saúde, aos cosméticos e à higiene pessoal. Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma, diz que a tutela antecipada foi necessária porque os estabelecimentos teriam de fazer uma série de mudanças para se adequar à nova resolução. "A Anvisa não pode inovar. A lei que criou a agência diz que ela deve respeitar as legislações existentes." Além disso, ele lembra que vários Estados brasileiros já têm leis que determinam o que as farmácias e drogarias podem ou não podem vender. Anvisa O presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Mello, afirma que a agência está recorrendo de todas as decisões judiciais. "Essa judicialização é só para tentar protelar o cumprimento da resolução. Mais cedo ou mais tarde, o Judiciário nos dará razão", diz. Segundo Mello, o Legislativo está promulgando leis para beneficiar diretamente as farmácias. "Faz parte do jogo. O que me causa estranheza é saber que neste país há casas legislativas que se submetem à pressão comercial."

Fonte: Folha de S. Paulo (19/12/09)

Farmacêutica: EMS faz parceria de US$ 100 mi com Heber Biotec

O grupo EMS vai anunciar um acordo de US$ 100 milhões com a Heber Biotec, de Cuba, para constituir uma empresa mista com o objetivo de transformar o Brasil em uma plataforma de desenvolvimento de produtos inovadores

O grupo EMS vai anunciar, segundo o jornal Valor Econômico, um acordo de US$ 100 milhões com a Heber Biotec, de Cuba, para constituir uma empresa mista com o objetivo de transformar o Brasil em uma plataforma de desenvolvimento de produtos inovadores. A Heber Biotec fornecerá produtos, tecnologias e patentes desenvolvidas pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba. A EMS agregará sua tecnologia de processo produtivo, capacidade de criação de infraestrutura, logística e distribuição global dos medicamentos. A parceria também prevê aportes do laboratório brasileiro em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos inovadores e de alta eficácia.
O objetivo é oferecer novos medicamentos, trazendo para o Brasil tecnologias de produção e, paralelamente, apoio às pesquisas já realizadas em Cuba e ao crescimento do setor naquele país.
A assinatura do acordo será mediada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que acompanhou e apoiou o processo de negociação entre Heber Biotec e EMS, realizando contatos entre as duas empresas por meio do Centro de Negócios da agência, localizado em Havana.
O processo de aprovação da empresa mista pelos governos brasileiro e cubano deve começar em abril. A previsão é que os primeiros medicamentos da parceria estejam disponíveis ao mercado entre 2 e 5 anos.
Nos dois últimos meses, a EMS fechou parcerias com uma empresa chinesa e outra cubana. No dia 9 de dezembro, a empresa assinou acordo técnico-científico com o laboratório Shanghai Biomabs para desenvolvimento e produção de anticorpos monoclonais, marcando a entrada no segmento de biofármacos. Em novembro, a parceira anunciada foi a Quimefa. Neste acordo, foi fechada a transferência de tecnologia para fabricação de medicamentos no Brasil e venda de remédios brasileiros para Cuba.

Fonte: Valor Econômico (21/12/09)

Menos desperdício, mais economia: venda fracionada de remédios é aprovada

A indústria farmacêutica poderá ser obrigada a vender medicamentos fracionados. O projeto foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados

A indústria farmacêutica poderá ser obrigada a vender medicamentos fracionados. O projeto foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados.
O objetivo é permitir que os consumidores possam comprar apenas o que precisam, evitando sobras e desperdício de dinheiro.
Decreto de 2005, A medida seria válida a produtos que não contenham substância entorpecente ou causem dependência física ou química. Se aprovada, as fábricas de remédios terão um ano para se adaptar à nova determinação, a partir da publicação da lei.
O fracionamento será permitido apenas em embalagens especialmente desenvolvidas para essa finalidade, após aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A proposta segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Além da redução do desperdício, a venda fracionada diminuirá os riscos de intoxicações causadas pelo mal armazenamento dos remédios que sobram na casa dos consumidores. A medida já foi autorizada, por decreto, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005.

As informações são do Guia da Farmácia.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A corrida pelo Viagra genérico

Poucos medicamentos tornaram-se tão populares quanto o Viagra. Mais de 40 milhões de homens em 120 países consumiram quase 100 milhões de pílulas azuladas desde o lançamento do remédio em 1998. Símbolo de uma revolução sexual em escala global, ele agora ressurge como protagonista de uma reviravolta no mercado farmacêutico brasileiro.
A patente do Viagra é uma das 26 que vencem entre 2010 e 2013 e vão injetar na indústria mais de R$ 700 milhões em receitas com uma nova geração de medicamentos genéricos.
O Viagra representa para o mercado de medicamentos o mesmo que um filme de ação para Hollywood. Por sua capacidade de arrecadar quantias milionárias, é chamando pelos executivos do setor farmacêutico de remédio blockbuster – em português, remédio arrasa-quarteirão.
No Brasil, o Viagra sozinho movimenta R$ 170 milhões por ano, pouco mais de um terço do total das vendas de medicamento contra a impotência, avaliadas em R$ 500 milhões.
Por lei, a versão genérica de qualquer medicamento deve custar no mínimo 35% a menos que o medicamento original. Na prática, porém, o desconto pode chegar a 60%, multiplicando as vendas de uma forma nunca vista enquanto o medicamento tinha marca. "Quando as versões genéricas do Viagra chegarem ao mercado, o preço vai cair e consumo, aumentar", diz Ogari de Castro Pacheco, presidente e co-fundador do Cristália, laboratório fabricante do Helleva, um dos concorrentes do Viagra.
Uma demonstração do que pode ocorrer com o Viagra vem de uma dupla de remédios para emagrecer, o Reductil, da americana Abbott, e o Plenty, licenciado para a Medley. Os dois entraram no mercado brasileiro no fim dos anos 1990 com um preço proibitivo para boa parte dos consumidores. Uma caixa chegou a custar quase R$ 200 reais. Em 2006, pouco antes de a patente expirar, a Medley lançou a versão genérica com um preço que variava de R$ 70 a R$ 90. A partir daí, as vendas multiplicaram por seis.

Briga na Justiça

A indústria farmacêutica que cria um novo tipo de remédio tem direito exclusivo sobre sua fórmula por 20 anos, a contar da data em que fez o registro da primeira patente. A Pfizer lançou o Viagra em 1998, mas o registro foi feito quase uma década antes. Para o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), instituição responsável pelo registro de patentes no Brasil, a exclusividade da Pfizer sobre o Viagra caduca em junho de 2010.
A Pfizer, no entanto, alega que a data do registro é outra e entrou na Justiça para alterar o prazo. "A data estipulada no Brasil para o vencimento difere da contagem que a Pfizer entende como correta", diz Adilson Montaneira, diretor da Pfizer. "Entramos com uma ação judicial para corrigir a data de 2010 para 2011." A Pfizer já tem uma decisão judicial favorável em primeira instância, mas o INPI recorreu e o desfecho ainda é uma incógnita.

Linha de chegada

A data final da patente do Viagra, no entanto, tornou-se um detalhe para a indústria de genéricos no Brasil. Há mais de dois anos, a maioria dos fabricantes do país prepara-se para lançar versões com o princípio ativo do Viagra, o citrato de sildenafila. Para não correr o risco de perder uma oportunidade única, os laboratórios miram na data defendida pelo INPI, junho de 2010.
"Estamos numa corrida contra o tempo", diz Maria Del Pilar Muñoz, diretora de novos negócios do laboratório brasileiro Eurofarma. "O genérico do Viagra é um dos mais importantes medicamentos de uma nova leva que vai chegar ao mercado nos próximos anos e todos trabalhamos para ter o produto pronto no dia seguinte que a patente vencer, não importa se em 2010 ou 2011."

A pressa tem razões comerciais. No mercado de genéricos, historicamente, dispara nas vendas quem chega primeiro ao balcão. É assim porque as redes de farmácia costumam escolher duas ou três versões de um medicamento genérico, e os clientes adotam as primeiras que chegarem às prateleiras. Retardatários correm o risco de cair no esquecimento.

Fonte: Ultimo Segundo

GlaxoSmithKline fecha acordo com a Intercell

Farmacêutica vai desenvolver vacinas aplicados por meio de emplastros

A GlaxoSmithKline, farmacêutica britânica, fechou acordo com uma firma austríaca, a Intercell, para desenvolver vacinas aplicadas por meio de emplastros. A Glaxo afirmou que fará pagamento inicial de US$ 49 milhões e, com o tempo, comprará 5% das ações da Intercell por US$ 122,8 milhões.


As informações são do Valor Econômico

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Empresas ainda são pouco empreendedoras

Apesar de cada vez mais valorizada, a habilidade de transformar ideias em novos produtos, modelos de negócios ou processos ainda é pouco praticada dentro das empresas latino-americanas. Uma pesquisa inédita feita pelo Fundo Multilateral de Investimentos (MIF), entidade vinculada ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostrou que os níveis de empreendedorismo corporativo, também conhecido como intraempreendedorismo, ainda são baixos em sete países da América Latina. No Brasil, 70% dos entrevistados consideram médio, baixo ou muito baixo o estágio do desenvolvimento do empreendedorismo dentro das companhias, de acordo com a pesquisa.
''Entre os principais fatores que impedem esse avanço estão a cultura de aversão ao risco e a própria estrutura e hierarquia das grandes corporações'', explica Hugo Kantis, da Universidad Nacional General Sarmiento, da Argentina, e um dos coordenadores da pesquisa, apresentada ontem em um seminário em São Paulo.
O conceito de empreendedorismo corporativo foi cunhado na década de 70 nos Estados Unidos, e ganhou força nos últimos anos com a experiência de empresas inovadoras como o Google, Apple e General Electric. "Elas se reinventam e sobrevivem graças a métodos como a experimentação, a multidisciplinaridade e ambiente colaborativo", diz o professor da Babson College, Jay Rao, especialista no tema.
De acordo com a pesquisa, a percepção do nível do empreendedorismo corporativo no Brasil é melhor que de outros países pesquisados. No México, por exemplo, 83% dos entrevistados consideraram que essa prática ainda ocorre em níveis médio, baixo ou muito baixo. No Uruguai, o porcentual é de 97%.
Falta de confiança no ambiente macroeconômico local, funcionários com comportamento pouco empreendedor e ausência de apoio da diretoria da companhia são alguns dos motivos apontados para a imaturidade do tema nos países avaliados.
Apesar disso, segundo o estudo, dois terços dos entrevistados afirmaram que conhecem ou presenciaram pelo menos quatro experiências de intraempreendedorismo nos últimos três anos. A maioria das iniciativas ocorreu em empresas de porte médio (46% dos casos) ou nas pequenas corporações (42%). Em grandes empreendimentos, o índice cai para 30%, e nas multinacionais, para 15%.
As grandes empresas nacionais e os conglomerados globais, segundo especialistas, têm, de fato, mais dificuldade em promover o empreendedorismo corporativo. Para Rao, essas companhias temem que os novos produtos e/ou negócios que surgem dentro de sua própria estrutura possam ''canibalizar'' os existentes. No entanto, essa filosofia tem mudado. "Lentamente, elas começam a perceber que estimular e incubar ideias dentro de suas estruturas é também uma forma de crescer organicamente", afirma. Direcionar seus processos e funcionários para essa missão, porém, é uma tarefa difícil e de longo prazo, avalia.
Segundo Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper (ex-Ibmec), as companhias brasileiras de grande porte estão engatinhando no tema. "Elas ainda confundem cultura empreendedora com práticas como a ''caixa de sugestões''", comenta.
Poucas mantêm um programa contínuo de estímulo a novas ideias e soluções entre os funcionários. ''Em uma escala de um a quatro, sendo quatro o grau máximo de intraempreendedorismo, diria que as companhias brasileiras estão no nível 2. Ainda há muito chão pela frente.'' Já as empresas menores tem tido algum destaque, afirma o diretor do Insper. ''As micro e pequenas empresas são naturalmente mais livres e ágeis, o que propicia as iniciativas empreendedoras.''

Asinformações são do Jornal O Estado de S. Paulo

Hypermarcas mira novas aquisições

Depois de compra a Neo Química por R$ 1,3 bilhão, empresa tem possibilidade de investir em companhias farmacêuticas ou de higiene pessoal
Com a aquisição da Neo Química, a Hypermarcas se torna a quarta maior fabricante de medicamentos do Brasil e entra de vez no disputado mercado de genéricos, que cresce em ritmo acelerado no País. "Agora podemos afirmar que temos um portfólio completo", comemora o CEO do grupo Hypermarcas, Cláudio Bergamo.
O destino dos futuros investimentos? Bergamo despista. "Estamos interessados em tudo o que está alinhado à estratégia da empresa." Especialistas do mercado afirmam que não haverá surpresas nos próximos passos da corporação. "Muito provavelmente a Hypermarcas vai investir em companhias farmacêuticas ou de higiene pessoal", afirma, analista do Banco Fator, Iago Whately. "Certamente já existem empresas sendo avaliadas".


As informações são da ISTOÉ Dinheiro.

Cristália antecipa estratégia contra genérico do Viagra

O registro do Helleva só vence em 2027, mas o laboratório já reduziu o preço do medicamento

No começo de 2009 o Cristália reduziu o preço do seu Helleva, medicamento 100% brasileiro contra a impotência. O registro só vence em 2027, mas o presidente do laboratório, Ogari de Castro Pacheco tem convicção de que a concorrência mudará para toda a indústria quando a patente do Viagra vencer e a versão em genérico chegar às farmácias.
Na lista dos medicamentos contra impotência, o Helleva ocupa hoje a terceira posição, com cerca de 14% das vendas de medicamentos. Desde o começo do ano, cada comprimido dele sai por cerca de R$ 10, 00. "Quando a patente do Viagra vencer, os preços vão cair e a perda do mercado para os genéricos será inexorável", diz Pacheco.
O empresário espera de uma decisão da justiça sobre a data de validade da patente do Viagra. Pacheco esperar ter a favor do Cristália certas particularidades do produto. Apesar de terem a mesma função, o Helleva não chega a ser a um irmão gêmeo do Viagra. É uma espécie de primo - e suas diferenças são consideradas vantajosas por seu fabricante no momento de disputar a atenção dos consumidores. Nos testes, o Helleva ofereceu menos alterações cardíacas e mais resistência a bebidas alcoólicas, o que, em tese, acredita Pacheco, poderá lhe dar alguma vantagem sobre as futuras versões de genéricos do concorrente.

As informações são do IG.

sábado, 12 de dezembro de 2009

EMS ESTÁ ENTRE AS DEZ EMPRESAS COM MELHOR AMBIENTE DE TRABALHO DO PAÍS

No prêmio da Gestão & RH, a líder do mercado farmacêutico também foi destaque na categoria Significado e Propósito
A EMS está entre as dez empresas com melhor ambiente de trabalho do País, de acordo com pesquisa realizada pela revista Gestão & RH. No Prêmio EPS 2009 - Empresas Psicologicamente Saudáveis 2009 - a maior multinacional farmacêutica brasileira foi também destaque na categoria Significado e Propósito. A classificação reconheceu os métodos utilizados pelas companhias para buscar no mercado profissionais alinhados com o seu modelo de organização. O evento de premiação aconteceu no dia 1º de dezembro, na APAE – Associação de pais e amigos dos excepcionais de São Paulo.
“Estar entre as brasileiras com os melhores índices de bem-estar no dia-a-dia corporativo ratifica o nosso compromisso em manter a saúde dos colaboradores e um ambiente de trabalho seguro. O desenvolvimento do público interno é fundamental para a EMS, afinal, são as pessoas que trazem o diferencial competitivo para o alcance das metas empresariais”, explica Marta Misina, diretora de RH Corporativo da EMS.
As classificadas, em função dos resultados obtidos pela pesquisa, foram agrupadas de acordo com o seu estágio de qualidade de vida no trabalho. Estes dados foram decorrentes da análise das organizações em seis dimensões: Envolvimento dos Colaboradores, Equilíbrio Vida-Trabalho, Crescimento do Colaborador, Saúde e Segurança, Reconhecimento do Colaborador e Significado e Propósito.
Nessa edição, as participantes foram oriundas do universo das 1.000 Maiores e Melhores Empresas listadas pela revista Exame, das Melhores Empresas para se Trabalhar e das 150 Melhores Empresas em Práticas de Gestão de Pessoas – PGPs. A EPS - Empresas Psicologicamente Saudáveis - foi inspirada no estudo que a Associação Americana de Psicologia realiza anualmente nos Estados Unidos e Canadá, reconhecendo as práticas que levam ao desenvolvimento de ambientes de trabalho psicologicamente saudáveis.

Fonte: SNIF BRASIL

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Impurezas em Fármacos e Medicamentos I

A avaliação de substâncias estranhas à formulação e que por qualquer mecanismo possam trazer prejuízos à saúde têm sido alvo de investigações em indústrias farmoquímicas e farmacêuticas,1 e motivo de regulamentações sanitárias que contemplam procedimentos capazes de monitorar a presença destas substâncias.
Pode-se destacar guias específicos para este tema, como por exemplo, os disponibilizados pela International Conference on Harmonization – ICH, Q3A(R2): Impurities in New Drug Substances (Revised Guideline),2 Q3B(R2): Impurities in New Drug Products (Revised Guideline)3 e Q3C(R4): Impurities: Guideline for Residual Solvents,4 e as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa, resolução RDC n° 349 de setembro de 2005 que regulamenta os procedimentos para as Boas Práticas de Fabricação de empresas produtoras de Insumos Farmacêuticos Ativos – IFAs e a recém publicada resolução RDC n° 57 de novembro de 2009 que trata do registro destes IFAs.5,6
Apesar da riqueza de informações contidas nestes documentos, alguns conceitos básicos que não estão presentes até por não ser este o objetivo primário destas normas, necessitam resgate para melhor interpretação e aplicação precisa, e sem margem para equívocos.
Neste sentido, ao se observar o trabalho de Krstulovic,7 encontra-se que, segundo o autor, "pureza" trata-se de conceito metafísico, pureza absoluta não existe e o grau de pureza de um produto é reflexo da técnica analítica utilizada para sua avaliação. E ainda, substâncias farmacêuticas inevitavelmente contêm impurezas, o importante seria definir o perfil aceitável para o uso pretendido sem comprometer sua segurança e eficácia terapêutica.
Portanto, uma das importantes estratégias para evitar ou monitorar a presença destas impurezas, seja em fármacos ou em medicamentos, trata-se justamente de conhecer ou especular suas possíveis origens e desta forma buscar as melhores condições analíticas para seu monitoramento e controle.
Nos IFAs, as principais impurezas são derivadas do processo de síntese, sendo assim, de origens intrínsecas às rotas sintéticas propostas por cada fabricante de forma que um determinado IFA poderá apresentar perfil de impurezas completamente distinto para diferentes fornecedores, e que em tese, demandaria abordagens e metodologias analíticas também distintas para que seja possível sua avaliação.
Nageswara Rao e Nagaraju também afirmaram que a qualidade e a segurança de uma droga é assegurada geralmente pelo monitoramento e pelo controle das impurezas de forma eficaz,8
Em um de seus trabalhos, estes autores apresentaram metodologias cromatográficas para avaliação de impurezas em fármacos, e revelaram que em uma das rotas sintética para a obtenção da Ciplofoxacina – CIP utilizando a Clorofluoranilina - CFA como material de partida, são detectados no produto final resíduos do próprio material de partida, a CFA; acompanhada dos intermediários sintéticos diclorofluroacetofenona - DCFA; ciclopropil acrilato - CPA; ácido quinolônico; e dos reagentes piperazina e ciclopropilamina.

Ao se observar agora o trabalho de Couri e col.,9 em que entre outras informações, são apresentados alguns métodos sintéticos para a preparação de fluorquinolonas, verifica-se que as rotas propostas apresentam além intermediários distintos, também diferentes reagentes, e portanto, diferentes resíduos podem ser detectados tanto no IFA quanto no medicamento formulado com este insumo, e mais uma vez também podem ser necessárias metodologias analíticas desenvolvidas e validadas especificamente para o monitoramento destas diferentes substâncias.

É importante ressaltar que além destas impurezas, as oriundas dos processos de síntese dos IFAs, outro importante processo de transformação também é fonte de contaminação de fármacos e de medicamentos, que trata-se das impurezas geradas durante o prazo de validade.

Estes processos relacionados à estabilidade das substâncias e formulações serão temas de outras colunas a serem apresentadas neste portal disponibilizado pelo ICTQ. Antes porém, serão discutidos algumas limitações dos principais métodos analíticos para determinação de impurezas e algumas particularidades que os tornam métodos analíticos indicadores de estabilidade.

Referências bibliográficas

1. The use of LC/MS, GC/MS, and LC/NMR hyphenated techniques to identify a drug degradation product in pharmaceutical developmentC. Pan et al., Journal of Pharmaceutical and Biomedical Analysis 40 (2006) 581–59.
2. International Conference on Harmonisation. Impurities in new drug substances Q3A(R2). Disponível em < http://www.ich.org/LOB/media/MEDIA422.pdf >. Acessado em 20 de out 2009.
3. International Conference on Harmonisation. Impurities in new drug Products Q3B(R2). Disponível em < http://www.ich.org/LOB/media/MEDIA421.pdf > Acessado em 20 de out 2009.
4. International Conference on Harmonisation. Impurities: guideline for residual solvents Q3C(R4). Disponível em < http://www.ich.org/LOB/media/MEDIA5254.pdf > Acessado em 20 de out 2009.
5. ANVISA. Resolução RDC nº 249, de 13 de setembro de 2005. Regulamento Técnico Das Boas Práticas De Fabricação De Produtos Intermediários e Insumos Farmacêuticos Ativos. Disponível em < http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?id=18892&word= > Acessado em 17 de set 2009.
6. ANVISA. Resolução RDC nº 57, de 17 de novembro de 2009. Dispõe sobre o registro de insumos farmacêuticos ativos (IFA) e dá outras providências. Diário Oficial da União - DOU de 18 de novembro de 2009. p. 39.
7. A.M. Krstulovic, C.R. Lee. Defining drug purity through chromatographic and related methods: current status and perspectives. J. Chromatogr. B 689 (1997) 137-153.
8. R. Nageswara Rao, V. Nagaraju. An overview of the recent trends in development of HPLC methods for determination of impurities in drugs. J. Pharm. Biomed. Anal. 33 (2003) 335/377.
9. Marcus V.N. de Souza, Mauro V. de Almeida, Adilson D. da Silva & Mara R.C. Couri.. Ciprofloxacina, uma importante fluorquinolona no combate ao antraz. Rev. Bras. Farm., 85(1), 2004.

Fonte: www.ictq.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

EMS firma parceria com farmacêutica chinesa Shanghai Biomabs

Laboratório produzirá biofármacos inéditos no Brasil

A EMS assinou um acordo técnico-científico para desenvolvimento e produção de produtos biotecnológicos com o laboratório chinês Shanghai Biomabs. O acordo, que marca a entrada da EMS no segmento de biofármacos, prevê a transferência de tecnologia para produção de produtos biotecnológicos de última geração, dentre eles os chamados anticorpos monoclonais, cujo portfólio contempla em sua maioria produtos para doenças graves e de alto custo em seus tratamentos, especialmente, cânceres, artrite reumatoide e osteoporose.
O primeiro produto alvo dessa parceria é o Etanercept, cuja indicação principal é a artrite reumatoide e que tem um mercado estimado em R$ 160 milhões.

Fonte: Guia da Farmacia

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Venda de medicamentos cresce 22%

As vendas no setor farmacêutico no atacado e varejo deverão alcançar R$ 28 bilhões este ano. Se confirmadas as estimativas, será um crescimento de 22% sobre o ano passado, de acordo com as associações brasileiras do Atacado Farmacêutico (Abafarma) e de Redes de Farmácia e Drogarias (Abrafarma).
De janeiro a outubro, as vendas das farmácias somaram R$ 10,8 bilhões, ante R$ 8,6 bilhões sobre igual período do ano passado, um crescimento de 26%, de acordo com a Abrafarma. Já no atacado, a comercialização atingiu R$ 13,43 bilhões, houve um recuo de 4%, segundo a Abafarma. As vendas incluem medicamentos, inclusive genérico, e não medicamentos.
Para 2010, o desempenho no varejo e no atacado também deverá ser positivo, com um incremento de 20%, acredita Sérgio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma.
Para Luiz Fernando Buainain, presidente da Abafarma, esse mercado acompanhando o aumento de renda e a necessidade de consumo. "A decisão de compra de um medicamento é diferente de outros produtos."
Segundo Mena Barreto, a resolução nº 44 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que restringe as vendas de medicamentos sem prescrição fora do balcão, deverá afetar o desempenho de vendas do setor. Em outubro, a Abrafarma conseguiu suspender na 5ª Vara da Justiça Federal parte da resolução 44 e as Instruções Normativas 9 e 10 da Anvisa, liberando a venda de não medicamentos no varejo farmacêutico de todo o país. Essa decisão, contudo, está restrita a 3 mil estabelecimentos associados à entidade, de um total de 60 mil no país. "Com a ida dos medicamentos para trás do balcão o consumidor terá menos opção", disse. (MS)

Fonte: ABCFarma

Com a Neo Química, Hypermarcas vira a 4ª maior farmacêutica do País

A Hypermarcas, que vem empreendendo uma impressionante escalada de aquisições nos últimos anos, anunciou ontem um de seus maiores negócios. Por R$ 1,3 bilhão, ela desbancou a multinacional Pfizer e levou a Neo Química, fabricante de genéricos e similares de Anápolis (GO). Com a aquisição, a Hypermarcas se torna a quarta maior empresa do setor farmacêutico no Brasil, e faz sua estreia no disputado mercado brasileiro de medicamentos genéricos, que cresce em ritmo duas vezes maior que o mercado tradicional. No ranking, fica atrás da Sanofi-Aventis, francesa que comprou a brasileira Medley este ano, e das brasileiras EMS e Aché.
Para o presidente da Hypermarcas, Claudio Bergamo, a compra da Neo Química foi estratégica, por representar a entrada no segmento de genéricos, que cresce a uma média de 20% ao ano. "A partir de agora, teremos um portfólio completo", diz. Em sua trajetória de aquisições dos últimos anos, a companhia entrou na área de medicamentos sem e com prescrição médica, com a DM Farmacêutica e a Farmasa, respectivamente. Com a Neo Química, essa unidade de negócios passa a responder por 40% da receita do grupo, que deve atingir R$ 3 bilhões este ano. Antes, esse porcentual era de 30%. O setor de beleza e higiene pessoal representará outros 40%, e o de limpeza e alimentos, 20%. "Vamos ampliar nosso potencial de crescimento orgânico na área de medicamentos." Segundo ele, a fabricante de genéricos deve lançar 150 produtos nos próximos três anos.
A Hypermarcas pagará R$ 678 milhões, em dinheiro, pela empresa. A atual controladora, a família Limírio Gonçalves, receberá ainda 17,5 milhões de ações ordinárias da companhia de bens consumo, o que lhe dará uma fatia de 7,3% de seu capital total. Os fundadores da Neo Química terão duas das nove cadeiras do conselho de administração da Hypermarcas. Em entrevista coletiva ontem, Bergamo afirmou que eles atuarão de "forma direta" nas decisões da unidade de medicamentos da empresa. "São pessoas com 50 anos de experiência na indústria, é importante tê-los no bloco de controle", sem detalhar quais cargos os membros da família poderão assumir.
Fundada em 2001, a Hypermarcas tornou-se uma máquina de fazer compras: foram mais de 20 em sete anos. Para concretizá-las, a companhia fez sua abertura de capital em abril do ano passado, e uma emissão de ações primárias e secundárias, captando cerca de R$ 1,5 bilhão no total. Segundo seus executivos, porém, o valor gasto nas aquisições desde a oferta pública inicial de ações (IPO) já supera essa quantia, somando R$ 3,5 bilhões. Por trás da estratégia, está a ambição do empresário e fundador da companhia João Alves de Queiroz Filho, o Júnior, de criar uma gigante brasileira de bens de consumo. O modelo de inspiração é a anglo-holandesa Unilever.
Pelo menos no primeiro quesito, a empresa parece estar chegando próximo de seu objetivo. Em menos de 10 anos, passou de fabricante de lãs de aço a um grupo que administra 160 marcas em sua "cesta" - que incluem de fraldas a lâminas de barbear, passando por adoçantes e remédios. O número de funcionário saltou de 250 para 6,5 mil, com a compra anunciada ontem. Os investimentos agressivos em marketing também a colocaram no ranking das maiores anunciantes do País. Ela pulou da 32ª posição em 2007 para a 7ª no ano passado no ranking da publicação anual Agências & Anunciantes, do grupo Meio & Mensagem. De acordo com Bergamo, a empresa investe 20% de seu faturamento em propaganda.

NOVAS COMPRAS

A Hypermarcas diz ter fôlego para mais negócios. Segundo seu presidente, a companhia ainda tem R$ 500 milhões em caixa e uma relação de dívida líquida sobre o Ebitda (potencial de geração de caixa) controlada. "Com a Neo Química, essa relação foi para 2,5. Podemos chegar até 3", diz Bergamo. A diversificação continuará dando a tônica das aquisições da empresa. Hoje, nenhuma das linhas de produto responde por mais de 5% do faturamento da companhia. Segundo o executivo, é uma forma de evitar dependência de certos mercados. O foco, porém, continua sendo as classes C, D e E.

ROTA DE AQUISIÇÕES

2002: Inicia operações com aquisição da Prátika Industrial, fabricante da Assolan

2006: Aquisição das marcas Etti e Salsaretti, de alimentos

2007: Empresa muda nome para Hypermarcas

2007: Em junho, compra a DM Farmacêutica, dona de marcas como Cenoura & Bronze e Monange, e de medicamentos sem prescrição, como Doril e Engov

2007: Compra marca de adoçantes Finn

2008: Em março, compra a Eh, de xampus e condicionadores

2008: Em abril, estreia na Bolsa

2008: Em junho, incorpora a Farmasa, detentora de marcas como Rinosoro e Tamarine

2008: Em julho, compra a Ceil Distribuidora, controlada da Revlon e dona das marcas Bozzano e Aquamarine, entre outras

2008: Compra a Niasi, dos esmaltes Risqué e tintura Biocolor

2009: Em julho, capta R$ 793 mihões em oferta de ações

2009: Em setembro, adquire Hydrogen, de cosméticos infantis

2009: Compra fraldas Pom Pom e preservativos Jontex e Olla

2009: Compra laboratório de genéricos Neo Química

Fonte: O Estado de S.Paulo
Notícia publicada em: 08/12/2009

Primeiro medicamento contra ejaculação precoce chegará em breve no Brasil

Priligy, da Janssen-Cilag é uma alternativa para substituir os tratamentos tradicionais com antidepressivos

Em fase de aprovação no Brasil pela Anvisa e aprovado na Suécia, Finlândia, Áustria, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, México, Coreia do Sul e Nova Zelândia chega ao Brasil em breve o primeiro remédio para a ejaculação precoce. Trata-se do Priligy, da Janssen-Cilag, à base de dapoxetina.
O medicamento poderá ser tomado algumas horas antes do ato e é uma alternativa para substituir os tratamentos tradicionais com antidepressivos.
A dapoxetina teve ser administrada algumas horas antes da relação sexual. Isso diminui o risco de efeitos indesejáveis causados pelo uso prolongado. Além disso, a retirada dos medicamentos mais antigos tinha de ser lenta e gradual, num processo que poderia durar de três a quatro semanas, o que não acontece com a nova droga.

As informações são do Portal Correio da Paraíba.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

EMS quer reduzir dependência dos genéricos

Objetivo da companhia é ser líder em vendas também nos medicamentos com prescrição médica

Em busca de uma grande escala na produção de medicamentos, a EMS investiu, entre 2005 e 2007, R$ 100 milhões na construção de sua nova unidade de medicamentos sólidos. A produtividade das linhas automatizadas da fábrica, que este ano bateu o recorde de 29 milhões de caixas produzidas num único mês, é o que garante a redução de custos para a estratégia de preço e distribuição da EMS.
Entre janeiro e outubro, a produção cresceu 30% em relação ao ano passado e deve fechar o ano próxima da capacidade de 360 milhões de unidades. E a fábrica tem espaço e equipamentos para, em pouco tempo, ampliar a escala para 600 milhões/ano. Primeira empresa a apostar nos genéricos, a EMS tira deles pouco mais da metade de seu faturamento. Agora, quer mudar a imagem de produtora de cópias baratas de medicamentos e firmar sua marca. Abandonou as polêmicas embalagens que imitavam as dos medicamentos de referência e passou a investir na identidade do genérico da caixa azul.
Para apagar as dúvidas sobre a qualidade da produção, a empresa já levou quase mil médicos este ano para visitas à fábrica, de olho no mercado hospitalar e de medicamentos vendidos sob prescrição. "Queremos ser líderes na área de prescrição em três anos. Não queremos mais a imagem de um grande produtor de genéricos. Vamos continuar nesse mercado, há muito espaço para crescer, mas queremos ser vistos como um grande produtor de medicamentos de alta tecnologia", diz Eschberger.

As informações são do O Estado de São Paulo.

BNDES estimula fusões na indústria farmacêutica

Banco quer entrar como sócio em companhias e incentivar abertura de capital para criar grupos maiores

Preocupado com o risco de desnacionalização do parque farmacêutico brasileiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai mudar sua estratégia para estimular fusões no setor. Por meio da BNDESPar, o banco quer entrar como sócio em companhias que se disponham a abrir capital, um atalho para criar grandes farmacêuticas nacionais. Nas contas do BNDES, empresas mais robustas, com faturamento anual acima de R$ 3 bilhões, teriam melhores condições de resistir ao assédio das multinacionais, cada vez mais atraídas pelos bons resultados dos laboratórios nacionais.
Experimentando um novo patamar depois da explosão do mercado de genéricos, as farmacêuticas brasileiras não viram a crise. No ranking do IMS Health, que faz consultoria e auditoria para o setor, o laboratório brasileiro EMS assumiu a liderança do mercado brasileiro este ano, ultrapassando a multinacional francesa Sanofi-Aventis. Outros dois laboratórios nacionais, Aché e Eurofarma, também figuram entre os cinco primeiros colocados, juntamente com a Medley, que agora pertence à Sanofi.
A venda da empresa para o grupo francês, em abril, que acendeu o sinal amarelo no BNDES. O negócio de R$ 1,5 bilhão impôs nova redução da fatia das empresas brasileiras no mercado, que havia saltado de 28,2%, em 2000, para 43% no ano passado. Desde então, multinacionais rondam as brasileiras.

As informações são do O Estado de São Paulo.

Hypermarcas adquiri R$ 1,3 bi por Neo Química

As negociações duraram dez dias e fizeram a Hypermarcas passar à frente da Pfizer

Segundo a Folha de São Paulo, a Hypermarcas anuncia nesta segunda-feira (07) a aquisição da Neo Química, um dos maiores fabricantes de medicamentos genéricos do país. O valor será de R$ 1,3 bilhão, sendo a metade em ações da Hypermarcas, e o restante em dinheiro.
Nos últimos anos, a Hypermarcas se notabilizou por uma série de aquisições, como a farmacêutica DM (dos remédios Doril e Engov), a Bozzano, a Niasi e os preservativos Jontex e Olla, entre outras marcas. Tornou-se uma das maiores empresas em bens de consumo do país.
As negociações duraram dez dias e fizeram a Hypermarcas passar à frente do laboratório americano Pfizer, que discutiu a compra por meses. A Hypermarcas pagará R$ 250 milhões à vista, o que deve lhe deixar com caixa para novas aquisições.

Fonte: Guia da Farmacia

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

PRATI-DONADUZZI: 16 ANOS DE TRABALHO

A indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, instalada em Toledo desde 1993, completou dia 3 de dezembro, 16 anos de trabalho. Muito mais do que produzir medicamentos com qualidade, a indústria preocupa-se em oferecer postos de trabalho que proporcionem o crescimento de seus 2.700 colaboradores. Muitas são as iniciativas, pois além de aperfeiçoamentos, a Prati-Donaduzzi também incentiva seus colaboradores a estudar, fazer cursos, economizar em casa, cuidar da saúde, entre outros. “Nosso sucesso é resultado do envolvimento de todos. Conhecimento e capacidade, em todos os segmentos da empresa, são fundamentais. É isso que buscamos junto com as pessoas que trabalham conosco”, declara o diretor-presidente Luiz Donaduzzi. O farmacêutico enfatiza ainda que o objetivo do grupo Prati-Donaduzzi não é simplesmente crescer e ganhar dinheiro. “Nós precisamos melhorar a vida das pessoas que estão a nossa volta, isso sim vale a pena”, ressalta. A indústria de Toledo está entre as nove empresas que mais geram empregos na região Oeste do Paraná, segundo IBGE/Junta Comercial Paraná, pesquisa divulgada em setembro deste ano. Em dezembro de 2008, a Prati-Donaduzzi recebeu o Prêmio FINEP de Inovação, na categoria Grande Empresa. Em julho de 2009, foi premiada entre as “25 Empresas mais Inovadoras do Brasil 2009”, disputa promovida pela revista Época Negócios. Trabalhar com inovação é o grande objetivo, Donaduzzi comenta que os desafios são diários e são muitos. “Por isso precisamos reinventar nosso negócio todos os dias, e só conseguimos com profissionais capacitados e comprometidos com o trabalho”.

Fonte: pratidonaduzzi.com.br

Brasil quer estreitar relações com a China na área de saúde

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, viaja nesta sexta (4) à China com a missão de estreitar as relações entre o Brasil e aquele país nas áreas de saúde e negócios. Temporão lidera uma comitiva formada por representantes de órgãos públicos e por representantes da indústria farmacêutica e de equipamentos para a articulação.
O ministro manterá encontro com autoridades chinesas para firmar possíveis cooperações e parcerias, especialmente no setor de medicamentos e equipamentos médicos. Estarão na comitiva representantes do Banco Nacional de Dese nvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Fundação Oswaldo Cruz e a Anvisa.
O viés comercial do encontro faz parte de uma política inédita que vem sendo desenvolvida pela atual gestão do Ministério da Saúde para fortalecer a capacidade nacional de produção do Complexo Industrial da Saúde. O objetivo é reduzir a dependência do conhecimento estrangeiro, promover desenvolvimento econômico, garantir atendimento à população e gerar economia à rede pública.
Também estão programadas visitas à agência sanitária chinesa, para troca de conhecimentos e experiências relativas à regulação sanitária, além de estreitar o diálogo em relação à inspeção de fábricas e equipamentos médicos e controle de qualidade e inspeção sanitária de insumos farmacêuticos.
A Anvisa promove freqüentes inspeções em fábricas chinesas produtoras de medicamentos e de equipamentos médicos, e iniciará também inspeções em laboratórios produtores de insumos. A China é o quinto país com o maior número de indústrias com registro na Anvisa e que devem ser inspecionadas.
Balança comercial
O mercado de fármacos e equipamentos hospitalares está em franco crescimento na China. Em 2008, o Brasil importou, neste segmento, o equivalente a R$ 617 milhões daquele país — um aumento de 83% em relação ao ano anterior. Por outro lado, as exportações brasileiras à China somaram R$ 7,8 milhões em 2008, uma queda de 22% em relação a 2007. Os negócios com a China representam 10% do déficit comercial brasileiro em saúde.
“A China, assim como a Índia, está conseguindo consolidar sua estratégia de desenvolvimento. Esses países hoje são parceiros tecnológicos que podem contribuir para alavancar a competitividade brasileira”, afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
“Queremos mais do que o mero intercâmbio de produtos ou relação estritamente comercial. Almejamos a cooperação em áreas tecnológicas estratégicas”, afirmou. Entre essas áreas, destacam-se biofármacos, reagentes para diagnóstico e parcerias público-privadas na área de medicamentos e equipamentos.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde

Farmoquímica lança primeiro silicone em Spray no Brasil

Nova versão do Kelo-Cote é eficaz após procedimentos estéticos e no tratamento de cicatrizes extensas


Responsável por marcar a estreia da atuação da Farmoquímica na linha de dermatocosméticos, em 2007, o gel de silicone Kelo-Cote, que age na prevenção e tratamento de cicatrizes hipertróficas e quelóides, chega agora ao mercado em versão spray. Com a mesma fórmula do Kelo-Cote gel, o spray é indicado, principalmente, para grandes cicatrizes, cicatrizes sensíveis e no pós-procedimento estético (laser e peeling).
O lançamento coloca no mercado nacional o primeiro silicone em spray. O produto é capaz de atenuar as cicatrizes e as colorações avermelhadas das regiões afetadas, além de aliviar o desconforto relacionado ao processo cicatricial e também facilita a aplicação em áreas mais extensas e de difícil acesso. No caso dos procedimentos estéticos, o spray forma uma película protetora contra agentes externos, favorece a hidratação e elasticidade da pele, diminui eritema, descamação, crostas e o desconforto que se observa normalmente no pós-laser e pós-peeling. A rápida secagem também permite o uso de maquiagem, filtro solar e cosméticos.

As informações são da Snif Brasil.

EMS deve investir R$ 600 milhões em 2010

A ideia do laboratório é que cerca de R$ 150 milhões do montante anunciado sejam destinados a inovação

O laboratório farmacêutico EMS anunciou previsão de investimento de R$ 600 milhões em 2010. Os recursos devem ser aplicados na expansão da companhia em todo país e, sobretudo, em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, a área de Marketing também deve ser contemplada.

A ideia do laboratório é que cerca de R$ 150 milhões do montante anunciado sejam destinados a inovação.

Para este ano, a empresa projeta um crescimento de vendas de 25%, podendo atingir R$ 2,5 bilhões em receita.

As informações são da Saúde Business Web,

Farmácias de cara nova

Medidas impostas pela RDC 44 fazem com que farmácias tenham de ganhar espaço atrás do balcão, para abrigar os Mips, que devem deixar o autosserviço
Uma solução encontrada pela Metalfarma para acomodar os MIPs de acordo com a RDC 44/09 é utilizar balcões envidraçados

Até 18 de fevereiro de 2010, as farmácias terão de realizar algumas mudanças importantes no ponto de venda para se adaptarem à resolução RDC 44/09. Uma delas, de maior impacto, sem dúvida, diz respeito à exposição dos medicamentos isentos de prescrição (MIPs), que agora devem ficar atrás do balcão e não mais no autosserviço, ao alcance do consumidor. A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) ganhou uma liminar que garante aos seus associados o não cumprimento de dois itens da RDC 44/09 (leia mais na página 30). A Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar) também entrará com recurso na justiça. A Anvisa irá recorrer da decisão. Enquanto isso, novas regras valem para as farmácias independentes.

Com as novas normas, a partir de agora, o usuário que quiser alguns desses itens terá de fazer a solicitação ao farmacêutico e receber o medicamento com a devida orientação. "Os MIPs compõem uma categoria complexa, pela quantidade de oferta entre segmentos, subsegmentos e marcas, fazendo com que a compra nem sempre seja fácil de ser realizada. Agora, atrás do balcão, certamente as marcas mais privilegiadas serão aquelas que chamamos de top of mind, ou seja, as que estão mais enraizadas na mente do shopper", avalia a diretora-geral da Mind Shopper, Alessandra Lima. A especialista considera, ainda, que a promoção desses produtos ficou tão ou mais restrita do que sua exposição, considerando a proibição de propaganda de marcas. "Pela nova RDC, fica permitida somente a divulgação institucional das empresas. Acredito que a indústria terá de recorrer a campanhas educativas, que abordem temas atuais, como doenças de inverno, formas de prevenção e outros, com o patrocínio de suas marcas, para chegar ao consumidor de forma legal e subliminar", avalia.

Fonte: GuiadaFarmacia.com.br

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

SUS FINANCIA SEIS NOVOS FITOTERÁPICOS

Oferta passa de dois para oito produtos à base de plantas medicinais. Eles são indicados para o tratamento de problemas como prisão de ventre, inflamações e sintomas do climatério

O Sistema Único de Saúde (SUS) financiará seis novos medicamentos fitoterápicos. A partir do próximo ano, os postos de saúde poderão oferecer fármacos produzidos à base de alcachofra, aroeira, cáscara sagrada, garra do diabo, isoflavona da soja e unha de gato. Com isso, o número de fitoterápicos financiados pelo SUS passa de dois para oito. Os novos produtos – preparados a partir de plantas medicinais – são indicados para o tratamento de problemas como prisão de ventre, inflamações, artrite reumatóide e sintomas do climatério. Esses medicamentos serão financiados com os mesmos recursos utilizados para a compra dos medicamentos da atenção básica.
O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior, explica que a escolha desses fitoterápicos considerou as evidências científicas de segurança e eficácia a respeito deles. “Vamos ampliar as opções terapêuticas para a população. Ao oferecer esses fitoterápicos no SUS, aliamos a sabedoria e a prática popular às evidências científicas desses medicamentos”, afirma Nascimento.
Ele observa que os medicamentos são extraídos de espécies da flora brasileira não ameaçadas de extinção. Dessa forma, o financiamento segue a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que os países usem os recursos naturais disponíveis no próprio território para promover a atenção primária à saúde. “Além de ampliar a oferta de opções terapêuticas para a produção, vamos contribuir para o uso sustentável da biodiversidade nacional e para o desenvolvimento da agricultura e da indústria, além de incentivar a criação de empregos” ressalta o diretor.
Desde 2007, o SUS financia medicamentos fitoterápicos feitos à base de espinheira santa (para gastrites e úlceras) e guaco (para tosses e gripes), em apresentações como cápsula, comprimido e xarope, entre outras. Os produtos integram as listas de distribuição de medicamentos em 13 estados.
A inclusão dos seis novos fitoterápicos faz parte das ações do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que busca oferecer mais opções terapêuticas à base de plantas medicinais para a população. Os estados não são obrigados a oferecer todos os medicamentos. Assim como ocorre com a lista de fármacos da atenção básica, as secretarias estaduais e municipais de saúde deverão definir os medicamentos que serão distribuídos na rede pública de saúde, de acordo com a necessidade de cada região.
José Miguel do Nascimento Júnior destaca que a oferta dos fitoterápicos não interfere na política de distribuição de medicamentos alopáticos sintéticos, os mais conhecidos entre a população brasileira. A prescrição dos fitoterápicos será realizada pelos médicos e, com a receita médica em mãos, os pacientes terão acesso a eles nos postos de saúde gratuitamente.

Fonte: SnifBrasil

Uso indevido da Cruz Vermelha é crime

Um ofício, encaminhado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) aos Conselhos Regionais de Farmácia de todo país, destaca que as farmácias e drogarias não devem usar o símbolo e o nome da Cruz Vermelha, organização humanitária com sede em Genebra, na Suíça que se esforça em proporcionar proteção e assistência às vítimas da guerra e de outras situações de violência.
A imagem é um símbolo internacional e de uso restrito às entidades integrantes do Movimento Internacional de Cruz Vermelha. A utilização do nome e símbolo indevidamente configura crime.
Atendendo ao pedido do vice-presidente da Cruz Vermelha do Brasil, Elington Canela, filial do Rio de Janeiro, o CFF solicita, com máxima urgência, a retirada do símbolo de todas as lojas, home-pages, logotipos, cartazes, cartões-propagandas, painéis, fachadas e busca apoio para divulgação do teor das leis para que as violações dos dispositivos legais não ocorram mais.

Confira abaixo trecho da carta enviada pelo CFF em que a lei é citada:

“A CRUZ VERMELHA é um símbolo internacional reconhecido, de uso restrito às entidades integrantes do Movimento Internacional de Cruz Vermelha e aos serviços de saúde das Forças Armadas, em obediência às convocações de Genebra e, no Brasil, ao que dispõem as leis nº 2.380, de 31 de dezembro de 1910 e nº3.860 de 20 de setembro de 1961, e o Decreto nº 966, de 7 de maio de 1962.
A legislação citada não somente restringe, como proíbe o uso do Símbolo da Cruz Vermelha, no caso mencionado constituindo crime o uso sem a devida autorização, como também cria o símbolo próprio para as entidades nacionais de saúde pública e privada e membros das profissões médicas e paramédicas que é o ‘Bastão Serpentuário Rubro”, conforme Lei nº 3.960 de 20 de setembro de 1961 e o Decreto nº 966 de 7 de maio de 1962.
Segue abaixo o texto da Lei:

Em resumo, a presença do nome CRUZ VERMELHA e ou do seu SÍMBOLO indica com exclusividade a presença da Instituição, dos serviços de saúde das Forças Armadas, ou do Serviço de Salvamento Marítimo do Corpo de Bombeiros, que solicitou e obteve permissão para usar nosso símbolo.
Talvez por desconhecimento dos dispositivos legais, algumas redes de drogarias e farmácias, vêm ostentando o símbolo da CRUZ VERMELHA, comprometendo a credibilidade do símbolo da instituição.
O uso indevido desse símbolo, além de falsear seu sentido, conduz à nulidade de seu significado profundo, em prejuízo de todos aqueles que necessitam abrigar-se sob sua proteção.”

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Brasil ainda é dependente da importação de medicamentos

Do déficit de US$ 95 bilhões da balança, US$ 25 bilhões são da importação de produtos químicos e medicamentos A dependência brasileira da importação de fármacos e medicamentos foi o destaque da palestra do professor João Batista Calixto, do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), durante a III Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada nos dias 26 e 27 de novembro, em Joaçaba, Santa Catarina. Segundo ele, o setor farmacêutico é "altamente deficitário" no Brasil, que é dependente da indústria estrangeira e não domina a cadeia produtiva de medicamentos.

"O país depende 100% da importação nesta área, porque as patentes são concentradas em praticamente cinco países do mundo. Investir alto é prioritário nos países desenvolvidos, porque o mercado de medicamentos movimenta US$ 800 bilhões por ano". Só o mercado brasileiro projeta um faturamento de US$ 12 bilhões em 2009.

O monopólio das patentes de medicamentos não é apenas uma estratégia econômica, mas também política, dos países desenvolvidos, lembra o professor. "Dez empresas concentram praticamente todo o mercado mundial do setor". Por aqui, há 250 empresas trabalhando na área, mas elas vêm sendo incorporadas pelas multinacionais de remédios. Outra distorção é que 15% da população brasileira responde pela metade dos R$ 12 bilhões que movimenta o mercado brasileiro. "Por isso, a tendência é o aumento no preço dos medicamentos consumidos por portadores de doenças crônicas", alertou o professor Calixto.

O déficit de US$ 95 bilhões da balança comercial brasileira, US$ 25 bilhões devem-se à importação de produtos químicos e medicamentos.


As informações são do Protec.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Custo operacional do setor farmacêutico atinge 8%, diz Abrafarma

Para o presidente da entidade, Luiz Fernando Buainan, este percentual justifica a preocupação em melhorar a margem operacional

De acordo com o Infomoney, o setor farmacêutico atuou em 2009 com custo operacional de 8%, índice superior ao desconto concedido pela indústria, segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico (Abrafarma).

Para o presidente da entidade, Luiz Fernando Buainan, este percentual justifica a preocupação em melhorar a margem operacional.

"A distribuição não sobreviverá, se for remunerada abaixo deste custo. Um setor tão importante para a sociedade, como o atacado farmacêutico, não pode ter sua atividade comprometida por uma margem insuficiente", explicou.

O levantamento apontou que as principais despesas das distribuidoras são com logística no carregamento, armazenagem e transporte dos medicamentos.

De acordo com a Abrafarma, a carga farmacêutica é a quarta mais visada em assaltos e tem alto valor agregado, por isso, o risco eleva em 15% os gastos com logísticas e com investimento desde mão-de-obra qualificada até procedimentos de segurança. Além da logística, as empresas apontaram que existem mais gastos, como as despesas fixas e as variáveis. Entre as primeiras, estão custos comerciais, administrativos e de depreciação, enquanto as variáveis são os descontos concedidos, fretes, comissões, encargos sociais e tributações.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Anvisa abre porta para cópias de medicamentos biológicos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve colocar em consulta pública até o fim do ano a nova regulamentação para medicamentos biológicos, um tema regulatório sensível às multinacionais farmacêuticas que atuam no Brasil.

A intenção da agência é estabelecer uma regra que facilite a produção de cópias das drogas produzidas pela indústria farmacêutica mundial, abrindo espaço para o avanço dos laboratórios fabricantes de genéricos. Hoje, essas drogas são as mais cobiçadas pelas empresas e as mais lucrativas da indústria multinacional.

Numa reunião na quinta-feira com representantes da Interfarma, a entidade que reúne as multinacionais, o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, rebateu a proposta de endurecer as regras para restringir a produção dos biosimilares.

Barbano deixou claro aos representantes que a nova legislação buscará oferecer segurança e eficácia às cópias e, ao mesmo tempo, permitir a presença das empresas nacionais. O Ministério da Saúde apóia a posição da Anvisa.

De forma geral, a indústria multinacional vê como uma ameaça aos seus negócios a possibilidade de produção de cópias dos medicamentos biológicos sem limitações de regras.

Ao contrário dos remédios sintetizados quimicamente, as drogas biológicas são obtidas a partir de substâncias vivas, como tecidos ou proteínas. Normalmente, suas estruturas são complexas, o que dificulta a cópia, dizem os representantes das multinacionais.

Na União Europeia, essas drogas são chamadas de biosimilares. Nos Estados Unidos, esses medicamentos são conhecidos como “follow-on”.

As vendas globais de medicamentos de biotecnologia cresceram 12% em 2008, somando US$ 89,7 bilhões, segundo levantamento da Ernst & Young.

As empresas defendem a obrigatoriedade de estudos rigorosos para atestar eficácia e segurança das cópias dos medicamentos biológicos.

Fonte: Ultimo Segundo

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

OS BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA A SAÚDE CARDIOVASCULAR

Exercícios devem ser realizados com moderação e orientação de especialista

A atividade física promove uma série de benefícios à saúde, desde que realizada com moderação e com a devida orientação médica. Os exercícios físicos reduzem os níveis de insulina no sangue e de triglicérides, aumentam o HDL (bom colesterol), melhoram a circulação sanguínea nas pernas, além de ser coadjuvantes no tratamento da insuficiência cardíaca.
“Antes de iniciar a prática de exercício, é importante passar por uma avaliação física completa com exames bioquímicos que verificam a presença de risco cardiovascular. Dependendo do quadro clínico, idade e a existência de agentes desencadeantes para a doença arterial coronariana, o próximo passo é a realização de ecodoppler de estresse ou teste ergométrico”, explica Dr. Paulo Moreira, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo Regional Marília.
Não existe limite de idade para iniciar a prática de exercícios regulares, de intensidade leve a moderada. Para calcular a intensidade do exercício aeróbio é necessário o uso de fórmulas ou se nortear pelo teste ergométrico. A associação de programa aeróbio leve-moderado com programa de exercícios resistidos com baixa carga, duas ou três vezes por semana, se mostra mais eficaz no controle de fatores de risco metabólico e não são danosos à saúde cardiovascular.
“O indivíduo deve realizar atividades que sejam prazerosas a ponto de manter a prática regular. A caminhada, por exemplo, é uma atividade aeróbia fácil de seguir, dependendo apenas de roupas adequadas e de um bom tênis, mas outras atividades também são bem-vindas”, comenta o prof. Dr. Paulo Henrique Waib, responsável pelo Centro de Pesquisas em Hipertensão e Metabolismo da Faculdade de Medicina de Marília.
Adultos jovens que praticam exercícios de alto nível ou até profissional; aqueles partir dos 35 anos, especialmente se não havia prática prévia de atividade, com atenção especial após os 60 anos, fazem parte do grupo que precisa de orientação médica prévia.
Portadores de doença coronariana ou cardíaca ou com suspeita destas patologias devem procurar um cardiologista. Em casos que existe histórico de risco cardiovascular, o indivíduo deve fazer uma avaliação clínica anual, no mínimo. Em casos comprovados, além da avaliação inicial pré-atividade, a cada três ou quatro meses podem ser solicitados exames complementares.

Pfizer desiste de comprar Neo Química

A negociação pelo controle da empresa, que poderia chegar a R$ 1 bilhão, não avançou

Segundo informações do IG, a Pfizer não conseguiu comprar o laboratório Neo Química, de Goiás. A negociação pelo controle da empresa, que poderia chegar a R$ 1 bilhão, não avançou.

A intenção da Pfizer era utilizar a Neo Química, um dos grandes produtores de medicamentos similares e de genéricos do País, como uma plataforma para o lançamento de seus medicamentos que perderão patente nos próximos anos.

A droga contra colesterol, Lipitor e a pílula contra impotência sexual Viagra perderão sua proteção de patente em 2010 e 2011, respectivamente (ambos representam cerca de R$ 300 milhões em receita à empresa).

Agora, a Pfizer tentará encontrar outro parceiro no Brasil para o lançamento das versões genéricas de suas drogas.

sábado, 21 de novembro de 2009

Consumidor

A maior parte dos brasileiros (71%) tem conhecimento de ações socioambientais realizadas por grandes empresas. As companhias são valorizadas por 59% dos consumidores brasileiros, segundo estudo da LatinPanel em 9.000 domicílios de 16 cidades da América Latina. A preocupação com o tema está ligada à classe social. No Brasil, 68% dos que valorizam essas empresas são das classes A e B.

Fonte: Folha de S. Paulo

SUPLEMENTO É LIGADO A CÂNCER DE PULMÃO

VITAMINAS

Um estudo na Noruega com mais de 6.800 pessoas mostrou que a suplementação de ácido fólico e vitamina B12 aumenta em 25% o risco de câncer de pulmão, além de aumentar a mortalidade.

Fonte: Folha de S.Paulo

Insumos farmacêuticos terão registro na Anvisa

Com validade de até cinco anos, o registro poderá ser revalidado por períodos iguais
Os insumos farmacêuticos ativos utilizados para a fabricação de medicamentos no Brasil terão que ser registrados. A Anvisa publicou, nesta quarta-feira (18), a resolução RDC 57/2009 que torna obrigatório o registro desses produtos que são a matéria-prima para o princípio ativo do medicamento. O registro terá validade de cinco anos e poderá ser revalidado por períodos iguais. A Agência publicou, ainda, uma instrução normativa (In 15/2009) que define os prazos, cronogramas e priorizações para o registro.

A partir do dia 01 de fevereiro de 2010, as empresas que fabricam ou importam os insumos dessa lista deverão solicitar inspeção sanitária da Anvisa, para emissão do Certificado de Boas Práticas de Fabricação. Já a solicitação de registro dos insumos terá que ser peticionada entre julho e dezembro de 2010.

As informações são da Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Anvisa quer código farmacêutico único para países-membros

A parceria já existente no setor entre Brasil e Argentina

De acordo com o DCI, a Anvisa discutiu no último dia 17 a possibilidade de integração de farmacopeias - códigos oficiais farmacêuticos - de países-membros do Mercosul. O documento estabeleceria requisitos mínimos para a fabricação e o controle da qualidade de insumos e medicamentos usados na região.

Ao participar do 3º Encontro Anual da Farmacopeia Brasileira, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo, cobrou que os Estados latino-americanos sigam o exemplo europeu e consolidem as farmacopeias nacionais em um único documento. O executivo destacou, ainda, que a parceria já existente no setor entre Brasil e Argentina. A partir de julho deste ano, o país tem permissão para usar substâncias disponíveis não apenas na Farmacopéia Internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas também na da Argentina, caso não haja na farmacopeia brasileira as substâncias químicas de referência certificada.

Rastreamento de medicamentos começa a ser implantado no Brasil

O teste contou com a participação de sete indústrias farmacêuticas e três distribuidores de medicamentos
Quatro redes farmacêuticas associadas à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) estiveram envolvidas em um projeto-piloto de rastreabilidade de medicamentos. Pague Menos, Droga Raia, Drogaria Araújo e Drogasil participaram de um seminário promovido pelo Instituto Etco no dia 22 de outubro e testarão o sistema em cerca de 40 mil medicamentos. O teste contou também com a participação de sete indústrias farmacêuticas e três grandes distribuidores de medicamentos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

90% dos brasileiros querem entrega de medicamentos em domicílio.

Em pesquisa realizada este ano pelo Ibope, com mais de 1.300 brasileiros das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza e Belém, 90% dos entrevistados classificaram a entrega de medicamentos em domicílio como muito importante, 8% como importante e apenas 2% avaliou como sendo um atributo sem importância. O dado impressiona pela comparação com outros itens avaliados, como por exemplo, a recarga de celulares dentro das farmácias que foi classificada como muito importante por 22% dos pesquisados.
“O delivery só perde para o quesito de abertura das lojas 24 horas que foi considerado muito importante para 94% dos brasileiros. Fica claro que quando se trata de medicamentos a questão primeira é a garantia da disponibilidade do serviço em horário integral e, logo em seguida, o conforto e a segurança do recebimento em casa”, analisa Marcos Arede, diretor da Drogaria Onofre.
Segundo Arede, a aceitação dos brasileiros ao serviço de delivery é excelente, basta analisar os números. A Drogaria Onofre foi pioneira na venda por telefone e Internet e hoje concentra 35% de seu faturamento nesse canal, o Onofre em Casa. Ao dia são entregues 8 mil encomendas em lares de todo o Brasil, com estoques locais em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Vitória, no Espírito Santo.


Fonte: Revista Fator

Gastos com a saúde comprometem renda de brasileiros

Estudo da USP aponta que planos de saúde e medicamentos desequilibram o poder de compra

O jornal O Estado de São Paulo noticiou um estudo inédito da Universidade de São Paulo (USP) sobre os principais gastos das famílias brasileiras. Segundo a pesquisa, 7% dos domicílios (que correspondem a aproximadamente 11 milhões de pessoas) gastam cerca de 20% da renda com medicamentos e planos de saúde. Os fatores que resultam no maior risco de as famílias atingirem essas faixas de gastos são presença de idosos, aquisição de um seguro ou plano de saúde e habitar em áreas rurais.

A região com o maior índice de gastos em saúde foi o Centro-Oeste, com 8% dos domicílios. Já a Região Norte registrou a menor porcentagem, 5%. O Sudeste conseguiu ficar na média nacional, com 7%.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Justiça libera venda de não são medicamentos nas farmácias do país


Sentença aconteceu após Abrafarma recorrer da decisão da Anvisa

A Justiça liberou a venda de produtos que não sejam medicamentos nas farmácias e drogarias de todo o país e suspendeu a resolução da Anvisa que proibia a comercialização.

A sentença é do juiz Paulo Ricardo de Souza Cruz, da 5º Vara da Justiça Federal de Brasília, após a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) recorrer da decisão. A norma da Anvisa, publicada em 17 de agosto deste ano, proibia a venda de não-medicamentos a partir de janeiro de 2010. A agência também determinava que apenas os funcionários das farmácias teriam acesso direto aos medicamentos.

O juiz diz que a Anvisa "não tem competência para regulamentar leis ou inovar na ordem jurídica, que a Constituição assegura a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, salvo nos casos previstos na lei."

Apesar da Abrafarma defender a venda de qualquer produto nas farmácias e drogarias, o CRF-SP defende que esses estabelecimentos devem vender saúde e orientação e não picanha, ração para animais e bebida alcoólica. Fiscalização do CRF-SP comprou medicamento e vodca na mesma drogaria em São Paulo.

Picanha, cerveja, brinquedo, bijuteria, inseticida e até produtos agrícolas, apesar de proibidos pela Lei 5991/73, foram encontrados à venda em farmácias e drogarias, estabelecimentos que devem primar estritamente pela proteção e recuperação da saúde da população.

O comércio de produtos que não estão relacionados à saúde foi proibido pela instrução normativa nº 9 da RDC 44/09, publicada em agosto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no entanto uma tentativa de suspender a Resolução está sendo realizada pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). A decisão judicial só se aplica às redes associadas.
Recentemente, como mostra a figura abaixo, a fiscalização do CRF-SP comprou em uma mesma drogaria o anti-inflamatório Benflogin® e uma garrafa de Sminorff Ice, drink à base de vodca. Em altas doses este medicamento pode desencadear efeitos alucinógenos, devido aos efeitos psicoativos de seu princípio ativo, o cloridrato de benzidamina.

Afirmar que a retirada de produtos, alimentos e bebidas acarretará prejuízos aos proprietários de farmácia e drogarias é uma alegação que privilegia interesses comerciais em detrimento do interesse público, ou seja, da promoção e da proteção da saúde da população.
Para o CRF-SP, a venda de produtos em farmácias com objetivo unicamente comercial, além de ser uma infração sanitária, fere os princípios éticos da profissão e não corrobora com a imagem da farmácia como um estabelecimento de promoção e recuperação da saúde, que se devidamente qualificado e fiscalizado pode auxiliar o Estado na implementação de políticas de educação em saúde.
Quanto maior a quantidade de outros produtos comercializados, menor o tempo gasto com o acompanhamento farmacoterapêutico, a atenção farmacêutica e a farmacovigilância. O usuário, por desconhecimento da legislação, nem sempre exige a assistência farmacêutica no momento em que compra um medicamento, o que é um direito, que pode ser sucumbido pelas mil opções de compras que distraem o consumidor em uma farmácia.
O CRF-SP foi o primeiro a lançar gratuitamente um Manual de Orientação sobre Produtos não relacionados à saúde com mais de 60 itens que não devem estar nas gôndolas das farmácias. O Manual já está na terceira edição e está disponível no portal www.crfsp.org.br
Pode parecer um supermercado, mas cerveja, leite, refrigerante, kibe, carne e hambúrguer foram encontrados em estabelecimentos farmacêuticos. Não se pode permitir abusos como esses. Farmácia é um local de promoção e proteção da saúde.
Caso veja esses absurdos, denuncie:
E-mail: denuncia@crfsp.org.br
Disk-denúncia do CRF-SP: 0800 7702273

sábado, 14 de novembro de 2009

Justiça libera venda de não são medicamentos nas farmácias do país

Sentença aconteceu após Abrafarma recorrer da decisão da Anvisa

A Justiça liberou a venda de produtos que não sejam medicamentos nas farmácias e drogarias de todo o país e suspendeu a resolução da Anvisa que proibia a comercialização.

A sentença é do juiz Paulo Ricardo de Souza Cruz, da 5º Vara da Justiça Federal de Brasília, após a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) recorrer da decisão. A norma da Anvisa, publicada em 17 de agosto deste ano, proibia a venda de não-medicamentos a partir de janeiro de 2010. A agência também determinava que apenas os funcionários das farmácias teriam acesso direto aos medicamentos.

O juiz diz que a Anvisa "não tem competência para regulamentar leis ou inovar na ordem jurídica, que a Constituição assegura a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, salvo nos casos previstos na lei."

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Anvisa: Preço e tempo de registro de novos produtos

O presidente da agência, Dirceu Raposo, diz que a demora questionada pelas indústrias é um mito

"A aplicação da farmacoeconomia e da decisão de preços de novos medicamentos é uma medida muito importante e precisa ser acompanhada para melhorar a política de medicamentos genéricos, promoção do uso racional de remédios, mecanismos de fortalecimento das compras públicas e disseminação de informação", afirma o presidente da Anvisa, Dirceu Raposo.
De acordo com o executivo, quando o estado da federação ia às compras o preço do produto tinha o custo máximo para o consumidor, custando até mesmo mais que os medicamentos à venda nas farmácias. Esta ação fez com que se criasse uma negociação direta com os fabricantes - embora não seja o suficiente para garantir a redução de preços.
A partir de estudos, lançou-se um método de cálculo por meio da média da razão entre o índice do PIB per capita do Brasil e os índices da Austrália, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Itália, Nova Zelândia e Portugal. "Conhecido como CAP, esse método pode ser aplicado ao preço dos produtos só em casos de medicamentos de uso excepcional, Aids, sangue e hemoderivados e ação judicial, por exemplo", conta.
Mas, quando o assunto deixa de ser os preços, passa-se a ser o tempo previsto para o registro do novo produto. Com uma média de 420 dias, indústrias têm reclamado da demora. Para Raposo, isto não passa de um mito.
"Nós também fazemos o acompanhamento em agências de outros países e absolutamente nossos tempos são discrepantes com os tempos utilizados para registro em outros países. O FDA, por exemplo, tem em torno de 380 dias para registrar um produto novo, a agência australiana me parece que tem quase 500 dias, então me parece que essa reclamação não procede. Obviamente que tem produtos com informações e estudos ainda não cumpridos e aí exige-se um tempo maior."
O Brasil tem por norma não fornecer registro sem que os estudos de fase três, pesquisas clínicas, estejam concluídos. "Nosso sistema público é universal, então qualquer produto que entra no mercado o paciente passa a ter o direito a utilizá-lo, em tese", argumenta.

Veja intrevista na integra:
http://www.saudebusinessweb.com.br/webcasts/index.asp?video=900

Medicamentos exigem cuidados no armazenamento

Cortar comprimidos, abrir cápsulas e não armazenar corretamente os medicamentos, além de descartá-los de maneira inadequada, podem trazer sérios danos à saúde e ao meio ambiente. , não se deve partir comprimidos ou abrir cápsulas, não só porque o usuário nunca poderá ter certeza na quantidade de medicamento que será ingerido, mas também porque existem muitos produtos de "liberação sustentada", ou seja, que liberam aos poucos as substâncias no organismo, às vezes até durante um dia inteiro. "Esses tipos de produtos jamais devem ser partidos, abertos e muito menos triturados ou mastigados, pois a absorção de maneira inadequada pode acabar prejudicando o tratamento do paciente. No caso de comprimidos sulcados, esta prática deve ser feita somente com o aval do médico". Um outro alerta é em relação ao reaproveitamento de medicamentos já abertos ou por outro membro da família ou em ocasião de recorrência da doença no mesmo paciente. "Os antibióticos, por exemplo, jamais devem ser reutilizados, mesmo que haja sobra nos vidros e frascos. Eles são eficazes sempre para um certo tipo de bactéria e é errado supor que o antibiótico de outra pessoa irá funcionar. Eles devem ser tomados até o fim, exceto quando o médico der instruções para parar". Já as embalagens, devem ser bem lavadas antes de ir para o lixo e, no caso dos vidros, devem ser reciclados. Também não se deve jogar seringas e agulhas no lixo. Eles devem ser entregues na farmácia mais próxima, que possui um lixo especial para resíduos, feito de papelão". A última orientação fica por conta do local adequado para armazenar medicamentos em cada. "Muita gente guarda remédios no banheiro. É o pior lugar da casa, pois os medicamentos devem ser guardados em local arejado, longe da umidade".

Este pó é para o resfriado. As gotas são para a dor de barriga provocada pelo pó e . ...

e a pomada é para a coceira provocada pelas gotas... Um jovem ficou com dor de garganta. Foi ao médico, que receitou penicilina para a inflamação. A dor de garganta desapareceu. Três dias depois, no entanto, ficou com coceira e vergões vermelhos em todo o corpo. Um médico diagnosticou corretamente uma alergia à penicilina e receitou anti-histamínicos. A alergia desapareceu. Os anti-histamínicos fizeram o jovem ficar sonolento e ele cortou a mão no trabalho. A enfermeira da empresa colocou pomada antibacteriana no ferimento. A pomada tinha penicilina e a alergia voltou. Achando que havia a possibilidade de uma grave reação anafilática, já que a alergia acontecia pela segunda vez, o médico receitou cortisona. A alergia desapareceu de novo. Infelizmente, o paciente ficou com dores abdominais e reparou que suas fezes continham sangue. O diagnóstico foi hemorragia por úlcera péptica, causada pela cortisona. Não foi possível controlar a hemorragia por métodos normais e o próximo passo foi uma gastrectomia parcial (retirada cirúrgica de parte do estômago). A operação foi um sucesso. As dores desapareceram e a hemorragia acabou. O paciente perdeu tanto sangue com as hemorragias e a cirurgia, que foi indicada uma transfusão. Tomou um litro de sangue e logo contraiu hepatite, em decorrência da transfusão. Jovem e cheio de energia, recuperou-se da hepatite. No entanto, no local da transfusão, apareceu um inchaço vermelho e doloroso, indicando uma provável infecção. Como já havia o problema anterior com a penicilina, o medicamento usado foi a tetraciclina. A infecção melhorou imediatamente. A flora intestinal foi afetada pela tetraciclina e apareceram espasmos abdominais dolorosos e uma diarréia muito forte. O paciente recebeu um antiespasmódico e, tanto a diarréia quanto os espasmos, desapareceram. Infelizmente, esse medicamento era da fórmula da beladona, um sedativo que contém atropina, que alivia espasmos e dilata a pupila. Esse efeito prejudicou a visão do rapaz, que bateu com o carro numa árvore e morreu instantaneamente. Esta é uma história verdadeira Fonte: Artigo do Dr. Leonard Tishkin, em The Myth of Modern Medicine ( O Mito da Medicina Moderna ).

Possíveis Interações Medicamentosas em residências de um bairro do município de Marília-SP.

Resumo A terapêutica atual pode envolver muitos medicamentos e é comum a prescrição de dois ou mais fármacos para um mesmo indivíduo. Durante ou após o tratamento estes medicamentos acabam se acumulando nas residências, aliado a esse fator está a facilidade na aquisição de novos medicamentos de venda livre, que acabam se tornando verdadeiros arsenais, podendo incorrer em interações medicamentosas se utilizados concomitantemente ou se associados ao álcool. Assim, nosso objetivo é demonstrar as possíveis interações medicamentosas em residências de um bairro do município de Marília. Para tal, foram aplicados questionários semi estruturados com informações relacionadas ao objetivo do estudo em 150 residências, no período de março a julho de 2006 . Como resultado, 98% das residências possuíam algum tipo de medicamento, que se utilizados simultaneamente poderiam resultar em 98 possíveis interações, mais de 50% destas IM ocorreram nos domicílios com mais de 6 fármacos. Das interações envolvendo medicamento x medicamento 65,71% foram frutos de prescrição médica, já as possíveis interações envolvendo álcool, 54,3% proveniente da automedicação. . Concluímos que a falta de informação da população pode provocar varias interações medicamentosas e considerando que muitos medicamentos são considerados um bem para muitos pacientes e que muitas vezes estes não se desfazem dos mesmos, a grande quantidade destes medicamentos nas residências, favorecem potencialmente as interações medicamentosas. CONCLUSÃO Os hábitos de vida da população, aliado à falta de informação sobre a farmacoterapia e sobre o medicamento em si, bem como o acúmulo destes nas residências, são apontados por este trabalho como variáveis significativas na ocorrência de possíveis IM, podendo resultar na alteração da ação terapêutica da terapia proposta, tornando-se um risco permanente para a saúde dos usuários. Orientar o usuário e desenvolver ações educativas sobre medicamentos, é um desafio para os novos profissionais de saúde. Fonte: Elias Fernando Daniel, submetida a publicação,Rev. Bras. Farm., 90(1), 2009 Confira o artigo na integra, disponivel em: http://www.abf.org.br/pdf/2009/RBF_R1_2009/pag_54a58_193_ocorrencia_interacoes.pdf

Histórias que inspiram Homens e mulheres que marcaram a sua geração e até hoje são inspiração

Martin Luther King nasceu em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta na Georgia, filho primogênito de uma família de negros norte-americanos de classe média. Seu pai era pastor batista e sua mãe era professora.Com 19 anos de idade Luther King se tornou pastor batista e mais tarde se formou teólogo no Seminário de Crozer. Também fez pós-graduação na universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott, uma estudante de música com quem se casou. Em seus estudos se dedicou aos temas de filosofia de protesto não violento, inspirando-se nas idéias do indu Mohandas K. Gandhi. Em 1954 tornou-se pastor da igreja batista de Montgomery, Alabama. Em 1955, houve um boicote ao transporte da cidade como forma de protesto a um ato discriminatório a uma passageira negra, Luther King como presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, organizou o movimento, que durou um ano, King teve sua casa bombardeada. Foi assim que ele iniciou a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Em 1957 Luther King ajuda a fundar a Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), uma organização de igrejas e sacerdotes negros. King tornou-se o líder da organização, que tinha como objetivo acabar com as leis de segregação por meio de manifestações e boicotes pacíficos. Vai a Índia em 1959 estudar mais sobre as formas de protesto pacífico de Gandhi. No início da década de 1960, King liderou uma série de protestos em diversas idades norte-americanas. Ele organizou manifestações para protestar contra a segregação racial em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Durante uma manifestação, King foi preso tendo sido acusado de causar desordem pública. Em 1963 liderou um movimento massivo, "A Marcha para Washington", pelos direitos civis no Alabama, organizando campanhas por eleitores negros, foi um protesto que contou com a participação de mais de 200.000 pessoas que se manifestaram em prol dos direitos civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos. A não-violência tornou-se sua maneira de demonstrar resistência. Foi novamente preso diversas vezes. Neste mesmo ano liderou a histórica passeata em Washington onde proferiu seu famoso discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"). Em 1964 foi premiado com o Nobel da Paz. Os movimentos continuaram, em 1965 ele liderou uma nova marcha. Uma das conseqüências dessa marcha foi a aprovação da Lei dos Direitos de Voto de 1965 que abolia o uso de exames que visavam impedir a população negra de votar. Em 1967 King uniu-se ao Movimento pela Paz no Vietnam, o que causou um impacto negativo entre os negros. Outros líderes negros não concordaram com esta mudança de prioridades dos direitos civis para o movimento pela paz. Em 4 de abril de 1968 King foi baleado e morto em Memphis, Tenessee, por um branco que foi preso e condenado a 99 anos de prisão.Em 1983, a terceira segunda-feira do mês de janeiro foi decretada feriado nacional em homenagem ao aniversário de Martin Luther King Jr.'s. Alguns de seus ensinamentos: "Eu tenho um sonho que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: 'Nós acreditamos que esta verdade seja evidente, que todos os homens são criados iguais. ’ ... Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter." "Temos de enfrentar dificuldades, mas isso não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não importa. Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor”. “Todos os homens são iguais” "O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons." "Um dia meus filhos viverão numa nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter”. "Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor.”Foram as últimas palavras de Martin Luther King."Ele lutou com todas as forças para salvar a sociedade de si mesma". -D. Coretta, esposa de Martin Luther King jr

A união faz a força

Fico agradecido pela sua presença no meu blog. Espero que gostem dos informativos e textos. Semanalmente estarei apresentando temas diferentes a respeito da prática profissional farmacêutica. Se quiserem algum material ou outras informações, basta entrar em contato comigo pelo meu e-mail.

Em breve também abrirei espaço para discussão de casos sobre o mercado Farmacêutico e também questões de interesse publico

Grato pela atenção, e por favor, ajude-nos a divulgar este blog.

Elias Fernando Daniel

Farmacêutico CRF-SP

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Farmacêutico Industrial, Atua na logistica de Medicamentos e como farmacêutico Voluntário no Abrigo a Idosos Reverendo Guilherme Rodrigues

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