Poder público brasileiro permanece atado a uma herança que hoje mais compromete do que estimula o desenvolvimento econômico e social
Nelson Brasil de Oliveira, Vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina (Abifina)
Foi preciso que se evidenciasse, de maneira incontestável, a perda da capacidade inovadora e da competitividade internacional da indústria brasileira para o governo federal dar um importante passo à frente na implantação da sua política de desenvolvimento industrial e tecnológico, que tem sido extremamente lenta. Mas, antes tarde do que nunca. As medidas provisórias (MPs) 495 e 497, assinadas pelo presidente Lula no fim de julho, estabeleceram em lei que o poder de compra do Estado deve ser usado como instrumento de política industrial por meio de uma margem de preferência nas compras públicas aos produtos fabricados no país, e que incentivos fiscais à inovação tecnológica atinjam as micro e pequenas empresas. A Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), lançada em 2004 e transformada, em 2008, na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), rendeu ao longo de 2009 alguns avanços pontuais, a exemplo da concepção do Complexo Industrial da Saúde. A implantação desse complexo industrial foi regulada por meio de portarias normativas que permitiram, entre outras coisas, a formação de parcerias público-privadas (PPPs) objetivando a inovação tecnológica e a fabricação doméstica de insumos e produtos para a saúde pública que se encaixam, perfeitamente bem, no âmbito do marco regulatório criado pela MP 495.
Contudo, esse avanço ainda é muito pequeno diante do desequilíbrio econômico que se avoluma. As MPs autorizam a realização de ações pelos órgãos operacionais, mas, se não forem implantadas de imediato portarias ou atos normativos que regulem e determinem sua aplicação, não ocorrerão mudanças apreciáveis no perfil da produção e do comércio exterior brasileiro em direção ao aumento da participação relativa de mercadorias de mais alto valor agregado na pauta exportadora. O sucesso de uma política industrial voltada para o desenvolvimento econômico demanda um elevado grau de convergência e articulação nas ações administrativas de diferentes instâncias do Poder Executivo, e até mesmo o envolvimento dos poderes Legislativo e Judiciário, o que não vem ocorrendo de modo algum no Brasil, por falta de um projeto estratégico nacional responsável pela ação coordenada do sistema.
O poder público brasileiro permanece atado a uma herança que hoje mais compromete do que estimula o desenvolvimento econômico e social: o “assembleísmo” e a descentralização exacerbada promovidos pela Constituição de 1988, explicáveis como reação ao período de exceção anteriormente vigente, bem como pela excessiva partidarização da máquina pública, porém, contraproducentes sob o ponto de vista da gestão.
Uma administração pública que mereça este nome requer coordenação central forte, consistente nas decisões e eficaz no monitoramento da implantação das políticas públicas. Entre as promessas e os atos, como também entre os projetos e sua implementação prática, há uma distância que o governo precisa encurtar, sob pena de ver malogradas as políticas sobre as quais construiu sua identidade eleitoral. A tendência crescente de déficit na balança comercial brasileira, decorrente da perda de valor agregado das exportações e do processo inverso nas importações, está longe de ser revertida, a despeito da PITCE e da PDP. Isto porque, apesar do reforço do poder de compra do Estado em favor da indústria nacional pelas recém-editadas MPs, providências fundamentais junto aos órgãos operacionais para a execução dessas políticas continuam faltando.
Na área da química fina, na qual se destacam as indústrias farmacêutica e de defensivos agrícolas, um meio simples de incentivar a inovação e a produção nacional seria os órgãos reguladores diretamente envolvidos, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), adotarem uma “fila verde-amarela” para analisar com prioridade pedidos de registro sanitário e de patentes relativos a produtos desenvolvidos no país. Outra medida seria a reativação do Grupo Interministerial da Propriedade Intelectual (Gipi), ou a criação de outro órgão com efetivo poder de articulação e decisão, para deliberar sobre diretrizes de exame de patentes em sintonia com os objetivos da política industrial e de desenvolvimento tecnológico e dirimir conflitos de interpretação entre os órgãos de diferentes ministérios.
A edição das MPs 495 e 497 mostrou que o governo mantém seu compromisso com a PDP. Mas como no Brasil as leis têm que “pegar”, para deixar de ser meros instrumentos de ficção, é indispensável uma rápida edição de regulamentos e instruções claras determinando às instâncias operacionais os procedimentos e critérios de aplicação. Neste momento, carecemos, apenas, de uma forte liderança legitimada pelas urnas para exercer com autoridade o poder central, articulando os agentes econômicos de forma a torná-los tão produtivos quanto o país precisa para atingir um crescimento sustentável.
Matéria no site original
http://www.clipex.com.br/noticias/n_mostra_noticia.php?c=00400&t=1&n=21782&v=Estado%20de%20Minas
O Blog visa divulgar informações importantes, assuntos polêmicos, legislações que influenciam o varejo farmacêutico e cuidados referente a utilização de medicamentos.
domingo, 7 de novembro de 2010
Indústria brasileira sente o peso da guerra cambial
Sob ataque de importados, fábricas voltam a amargar, pelo segundo mês seguido, recuo de 0,2% na produção. No terceiro trimestre, em comparação com o anterior, queda foi de 0,5%
A indústria brasileira já sentiu na carne os efeitos da guerra predatória do câmbio. Em setembro, deu sinais claros de que o ingresso de produtos importados, beneficiados com a desvalorização do dólar, derrubou os níveis de atividade em 0,2% em relação a agosto, mostrou a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física, divulgada nesta quinta-feira (04/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No fechamento do terceiro trimestre de 2010, o setor industrial ficou negativo em 0,5% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Entre especialistas, essa performance é encarada desde uma simples estabilidade a até mesmo uma desaceleração, realidade que exigiria a adoção urgente de medidas para proteger as fábricas nacionais.
Confirmado o pior cenário, uma das ações esperadas é o estabelecimento, pelo Governo, de estratégias de valorização da indústria local, como a compra de produtos exclusivamente de fornecedores nacionais para os programas de obras públicas, sugere o analista político do Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais (Ibmec), Creomar Lima Carvalho. "Esse é o desafio que tanto o governo Lula quanto o governo Dilma devem enfrentar, buscando o ponto de equilíbrio entre o uso do câmbio para combater a inflação, com abertura para as importações, e a consequente queda da atividade industrial, com a inevitável desaceleração do emprego."
Analistas de mercado projetavam um recuo na atividade industrial de 0,1% mês a mês, mas a queda manteve-se, pelo segundo mês seguido, em 0,2%. "Temos, agora, um quadro de estabilidade para a indústria como um todo. Todos os segmentos mostram um ritmo menor que no segundo trimestre. Trata-se de um dinamismo menor", definiu, assim, o coordenador da pesquisa, André Macedo. Segundo o IBGE, as importações no terceiro trimestre avançaram 43% ante o mesmo período do ano anterior. Para bens intermediários, o crescimento foi de 40%. O impacto das importações está afetando vários setores da indústria nacional.
Estoques
Na comparação de setembro sobre agosto, 15 setores tiveram queda da produção e 12 apresentaram alta. O segmento de bens de capital, com queda de 2,6% em setembro ante agosto, e os bens de consumo duráveis, com a redução na produção de celulares, também podem estar sofrendo o efeito do câmbio. Entre as cinco atividades que mostraram redução na produção, material eletrônico e equipamentos de comunicações (-16,9%) e outros produtos químicos (-3,2%) foram as que exerceram as influências mais relevantes sobre a média geral. O economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flávio Serrano, estima que a queda nos índices de atividade da indústria resulta do processo de redução de estoques das fábricas.
"Não percebemos sinal de acomodação. A indústria se preparou para uma dinâmica mais forte e conseguiu um nível médio de estoques. O consumo retomou um processo vigoroso e espera-se maior dinamismo da indústria no quarto trimestre, quando a indústria apresentará nível de estoque mais adequado e irá acompanhar o varejo", avaliou Serrano. A expectativa é de que a retomada do nível de atividade da indústria no último semestre do ano decorrerá do crescimento do rendimento médio, da expansão da massa salarial e da situação favorável ao crédito da pessoa física. " Contamos com uma combinação de demanda favorável, que deverá continuar."
Sem incentivos
A produção industrial encontrava-se, em setembro, 2,1% abaixo do recorde observado em março deste ano, quando o segmento ainda usufruía dos incentivos fiscais dados pelo Governo. Naquela ocasião, os segmentos automotivo e de eletrodomésticos, principalmente, desfrutavam da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Mas, como os estoques aumentaram, as fábricas decidiram pisar no freio, à espera de novo aquecimento da demanda.
Faturamento recorde
Embora a indústria nacional venha enfrentando dificuldades decorrentes do ingresso de produtos importados, o setor continua ampliando o parque de produção e vem registrando crescimento moderado no nível de atividades. Esse cenário foi desenhado pelos economistas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no terceiro trimestre do ano, dando conta de um salto moderado, associado a um faturamento real recorde, e a reduções das horas trabalhadas e da utilização da capacidade instalada.
O gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, apontou como uma das causas dessa moderação o fim das desonerações tributárias em setores como automóveis e eletrodomésticos. Para o economista-chefe da CNI, Marcelo de Ávila, o setor industrial vem intercalando movimentos de queda e de crescimento.
"A indústria aumentou o parque industrial de forma rápida, mas compete com a importação e não tem acesso ao mercado da exportação, por causa do câmbio desfavorável", disse.
Para o quarto trimestre, Ávila prevê crescimento. "O crescimento das horas trabalhadas terá influência e num ritmo mais forte da indústria, mas que não será igual ao ritmo do primeiro trimestre do ano."
(Fonte: Correio Braziliense - 05/11/2010)
A indústria brasileira já sentiu na carne os efeitos da guerra predatória do câmbio. Em setembro, deu sinais claros de que o ingresso de produtos importados, beneficiados com a desvalorização do dólar, derrubou os níveis de atividade em 0,2% em relação a agosto, mostrou a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física, divulgada nesta quinta-feira (04/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No fechamento do terceiro trimestre de 2010, o setor industrial ficou negativo em 0,5% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Entre especialistas, essa performance é encarada desde uma simples estabilidade a até mesmo uma desaceleração, realidade que exigiria a adoção urgente de medidas para proteger as fábricas nacionais.
Confirmado o pior cenário, uma das ações esperadas é o estabelecimento, pelo Governo, de estratégias de valorização da indústria local, como a compra de produtos exclusivamente de fornecedores nacionais para os programas de obras públicas, sugere o analista político do Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais (Ibmec), Creomar Lima Carvalho. "Esse é o desafio que tanto o governo Lula quanto o governo Dilma devem enfrentar, buscando o ponto de equilíbrio entre o uso do câmbio para combater a inflação, com abertura para as importações, e a consequente queda da atividade industrial, com a inevitável desaceleração do emprego."
Analistas de mercado projetavam um recuo na atividade industrial de 0,1% mês a mês, mas a queda manteve-se, pelo segundo mês seguido, em 0,2%. "Temos, agora, um quadro de estabilidade para a indústria como um todo. Todos os segmentos mostram um ritmo menor que no segundo trimestre. Trata-se de um dinamismo menor", definiu, assim, o coordenador da pesquisa, André Macedo. Segundo o IBGE, as importações no terceiro trimestre avançaram 43% ante o mesmo período do ano anterior. Para bens intermediários, o crescimento foi de 40%. O impacto das importações está afetando vários setores da indústria nacional.
Estoques
Na comparação de setembro sobre agosto, 15 setores tiveram queda da produção e 12 apresentaram alta. O segmento de bens de capital, com queda de 2,6% em setembro ante agosto, e os bens de consumo duráveis, com a redução na produção de celulares, também podem estar sofrendo o efeito do câmbio. Entre as cinco atividades que mostraram redução na produção, material eletrônico e equipamentos de comunicações (-16,9%) e outros produtos químicos (-3,2%) foram as que exerceram as influências mais relevantes sobre a média geral. O economista-sênior do Espírito Santo Investment Bank, Flávio Serrano, estima que a queda nos índices de atividade da indústria resulta do processo de redução de estoques das fábricas.
"Não percebemos sinal de acomodação. A indústria se preparou para uma dinâmica mais forte e conseguiu um nível médio de estoques. O consumo retomou um processo vigoroso e espera-se maior dinamismo da indústria no quarto trimestre, quando a indústria apresentará nível de estoque mais adequado e irá acompanhar o varejo", avaliou Serrano. A expectativa é de que a retomada do nível de atividade da indústria no último semestre do ano decorrerá do crescimento do rendimento médio, da expansão da massa salarial e da situação favorável ao crédito da pessoa física. " Contamos com uma combinação de demanda favorável, que deverá continuar."
Sem incentivos
A produção industrial encontrava-se, em setembro, 2,1% abaixo do recorde observado em março deste ano, quando o segmento ainda usufruía dos incentivos fiscais dados pelo Governo. Naquela ocasião, os segmentos automotivo e de eletrodomésticos, principalmente, desfrutavam da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Mas, como os estoques aumentaram, as fábricas decidiram pisar no freio, à espera de novo aquecimento da demanda.
Faturamento recorde
Embora a indústria nacional venha enfrentando dificuldades decorrentes do ingresso de produtos importados, o setor continua ampliando o parque de produção e vem registrando crescimento moderado no nível de atividades. Esse cenário foi desenhado pelos economistas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no terceiro trimestre do ano, dando conta de um salto moderado, associado a um faturamento real recorde, e a reduções das horas trabalhadas e da utilização da capacidade instalada.
O gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, apontou como uma das causas dessa moderação o fim das desonerações tributárias em setores como automóveis e eletrodomésticos. Para o economista-chefe da CNI, Marcelo de Ávila, o setor industrial vem intercalando movimentos de queda e de crescimento.
"A indústria aumentou o parque industrial de forma rápida, mas compete com a importação e não tem acesso ao mercado da exportação, por causa do câmbio desfavorável", disse.
Para o quarto trimestre, Ávila prevê crescimento. "O crescimento das horas trabalhadas terá influência e num ritmo mais forte da indústria, mas que não será igual ao ritmo do primeiro trimestre do ano."
(Fonte: Correio Braziliense - 05/11/2010)
Agência pretende coibir possível aumento de antibióticos
Preço elevado seria causado por mudanças exigidas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que pretende coibir o aumento no preço de antibióticos após o início da exigência da receita médica. A partir de 29 de novembro, o consumidor terá de informar o nome, número da Carteira de Identidade, endereço e telefone. A prescrição terá validade de 10 dias: uma via (carimbada) ficará com o paciente e a outra será recolhida pelo estabelecimento comercial. A indústria terá seis meses para pôr na embalagem e na bula do medicamento a frase "Só pode ser vendido com retenção da receita". Segundo reportagem do portal da Febrafar, donos de farmácia alegam que, com as novas normas, os preços dos antibióticos podem chegar a subir, já que a própria indústria vai ter um gasto maior para gerar a demanda desse medicamento. Diante da situação, a Anvisa promete recorrer à Justiça para impedir eventuais abusos nos preços. A farmácia que deixar de exigir a receita para antibióticos a partir do dia 29 de Novembro pode ser multada em até R$ 1,2 milhão, ou até mesmo ser fechada.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que pretende coibir o aumento no preço de antibióticos após o início da exigência da receita médica. A partir de 29 de novembro, o consumidor terá de informar o nome, número da Carteira de Identidade, endereço e telefone. A prescrição terá validade de 10 dias: uma via (carimbada) ficará com o paciente e a outra será recolhida pelo estabelecimento comercial. A indústria terá seis meses para pôr na embalagem e na bula do medicamento a frase "Só pode ser vendido com retenção da receita". Segundo reportagem do portal da Febrafar, donos de farmácia alegam que, com as novas normas, os preços dos antibióticos podem chegar a subir, já que a própria indústria vai ter um gasto maior para gerar a demanda desse medicamento. Diante da situação, a Anvisa promete recorrer à Justiça para impedir eventuais abusos nos preços. A farmácia que deixar de exigir a receita para antibióticos a partir do dia 29 de Novembro pode ser multada em até R$ 1,2 milhão, ou até mesmo ser fechada.
Burocracia faz 90% dos cientistas brasileiros alterarem suas pesquisas
Além do desafio intelectual inerente a seus projetos, os acadêmicos brasileiros têm um obstáculo ainda maior pela frente: a burocracia. A dificuldade para importar materiais já fez 90% dos cientistas mudarem, ao menos parcialmente, o foco de seus estudos, segundo pesquisa coordenada por Stevens Rehen e Daniel Cadilhe, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. A dupla ouviu 165 pesquisadores, distribuídos em 35 instituições e 13 estados. Este é a terceira vez que o instituto avalia os impactos da burocracia na pesquisa científica brasileira. Nos levantamentos anteriores, em 2004 e 2007, os resultados também foram negativos. Diante das críticas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Receita Federal baixaram, em 2007 e 2008, resoluções que facilitariam a liberação do material usado por pesquisadores. Mas, de acordo com os entrevistados por Rehen e Cadilhe, a iniciativa ainda não foi suficiente.
Fonte: http://guiadafarmacia.com.br
Fonte: http://guiadafarmacia.com.br
Risco de enfarte aumenta 4,6 vezes para quem fuma mais de 20 cigarros por dia
Pesquisa mundial Interheart avaliou fatores de risco para ataque cardíaco em 27 mil pessoas

SÃO PAULO - A pesquisa mundial Interheart avaliou fatores de risco para ataque cardíaco em mais de 27 mil pessoas e chegou à conclusão de que as chances aumentam até 4,6 vezes para quem fuma mais de 20 cigarros por dia. Entre os que acendem entre 10 e 19, a probabilidade sobe 2,6 vezes. No caso de quem fuma menos de meio maço diário, o risco é 63% maior.
"As pessoas precisam ter a consciência de que o cigarro deve ser gradativamente extinto, pois fumar causa males à saúde e ao meio ambiente", afirma Silvia Cury Ismael, chefe do Serviço de Psicologia e responsável pelo Programa de Cuidado Integral ao Fumante do Hospital do Coração (Hcor).
"Outro dado importante é que os jovens têm fumado cada vez mais o narguilé, que, por usar fumo perfumado, parece não fazer mal. Mas uma sessão corresponde a cem cigarros em quantidade de nicotina", alerta Silvia.
Fonte: Estadão.com

SÃO PAULO - A pesquisa mundial Interheart avaliou fatores de risco para ataque cardíaco em mais de 27 mil pessoas e chegou à conclusão de que as chances aumentam até 4,6 vezes para quem fuma mais de 20 cigarros por dia. Entre os que acendem entre 10 e 19, a probabilidade sobe 2,6 vezes. No caso de quem fuma menos de meio maço diário, o risco é 63% maior.
"As pessoas precisam ter a consciência de que o cigarro deve ser gradativamente extinto, pois fumar causa males à saúde e ao meio ambiente", afirma Silvia Cury Ismael, chefe do Serviço de Psicologia e responsável pelo Programa de Cuidado Integral ao Fumante do Hospital do Coração (Hcor).
"Outro dado importante é que os jovens têm fumado cada vez mais o narguilé, que, por usar fumo perfumado, parece não fazer mal. Mas uma sessão corresponde a cem cigarros em quantidade de nicotina", alerta Silvia.
Fonte: Estadão.com
domingo, 31 de outubro de 2010
Cinco dicas para viver pelo menos 20 anos mais????
Dois americanos parecem ter encontrado a fórmula para viver até 20 anos mais sem recorrer a tratamentos absurdos. No livro Diminua Sua Idade (editora Best Seller), o médico Frederic J. Vagnini e o jornalista Dave Bunnell apresentam hábitos que aumentam em décadas a longevidade - com justificativas cientificamente comprovadas. As principais recomendações dos americanos são: comer mais fibras, fugir do açúcar, cortar gorduras saturadas, dormir bem, fazer mais sexo e sorrir mais. No Brasil, a expectativa de vida é de 72 anos. No entanto, poucos são os que sonham viver somente até esta idade. Fomos conversar com um time de especialistas para entender como essas simples mudanças são capazes de garantir que você chegue à velhice com uma vida e saúde mais plenas.
Coma mais fibras
As fibras fazem bem para o bom funcionamento do intestino. É verdade, mas elas não servem apenas para isso. "Fibras desempenham uma série de funções importantes, como auxiliar a assimilação de outros nutrientes, reduzir o mau colesterol (LDL), prevenir doenças e até evitar o mau hálito", explica a nutricionista Daniela Jobst.
E para atingir bons níveis de fibras não são necessários grandes esforços, pois elas são encontradas em alimentos que ingerimos comumente. A quantidade ideal de ingestão gira em torno de 25 a 30 gramas por dia e é importante não exagerar, como explica a nutricionista Daniela Jobst. "O estômago se adapta ao 'efeito esponja' das fibras e acaba se dilatando. Se a pessoa ultrapassa essa quantidade, precisará comer mais do que antes para se sentir saciada". Além disso, é importante ingeris as fibras com um pouco de líquido, pois a seco sua ingestão é mais difícil.
Vários alimentos do dia a dia possuem fibras: cereais (farelos), hortaliças, frutas (com cascas), leguminosas, verduras, trigo, cereais integrais (arroz, pão, torrada), aveia, cevada, bagaço de frutas cítricas, maçã, goiaba, castanha, nozes, ervilha e leguminosas em geral.
Uma das frutas com mais fibras na composição é a goiaba com casca, que tem 5 gramas por cada unidade média. Uma porção de 40g de cereal matinal integral tem 12g de fibras, enquanto meia unidade de abacate tem pouco mais de 7g de fibras - mas tome cuidado com a escolha do cereal, pois muitos contêm açúcar e com a grande quantidade de açúcares e gorduras do abacate.
Uma colher de sopa de aveia possui 1,5g de fibra, assim como uma banana média - ótima combinação, não? E quem gosta do feijão, vale saber que ele possui 2g de fibra para cada 40g, enquanto a mesma quantidade de lentilha (que pode ser uma boa substituta) possui um pouco mais de 5g, assim como o mamão papaia, velho e bom companheiro de quem sofre de prisão de ventre.
Fuja do açúcar
De acordo com a dermatologista Marcella Delcourt, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, depois da preocupação com radicais livres e raios UV, o alvo para combater o envelhecimento é diminuir o açúcar. Isso porque ele libera um processo que liga moléculas de glicose maléficas às moléculas de proteína saudáveis.
"A glicação ocorre quando uma molécula de açúcar em excesso, por aumento da ingestão ou por lentidão do metabolismo da glicose, se adere a uma molécula de proteína (colágeno, elastina) formando os AGEs, que alteram a estrutura dessas proteínas, impedindo a eficácia no desempenho de seus papéis mais importantes e, na pele, leva ao aparecimento das rugas", explica a especialista.
Além de alterarem a estrutura da proteína, os AGEs são fábricas de radicais livres que se acumulam ao longo do tempo, piorando seus efeitos no organismo e também deixando a pele com um aspecto opaco e envelhecido. Mesmo com a corrida para tentar combater os AGEs, é possível diminuir seus efeitos com hábitos alimentares saudáveis:
- Amêndoas e quinua são uma boa pedida para as refeições, da mesma forma que o consumo de maçã também é recomendado (rica em antioxidantes e flavonoides)
- As fibras também são importantíssimas: feijão, lentilha, ervilha. Agem como estabilizadores do açúcar e ajudam a queimar a gordura;
- Beba seis a oito copos de água por dia e prefira alimentos orgânicos;
- Evite comidas industrializadas, como flocos de milho, salgadinhos, bolachas, ketchup, refrigerantes e alimentos que contêm corante caramelo na sua composição, dentre outros.
- Tome chá verde ou suplementos à base dessa bebida com probióticos, antioxidantes e substâncias anti-AGEs de ultima geração na composição (prescritos pelo médico).
Dormir bem
Um estudo realizado pela American Academy of Sleep Medicine mostrou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade. Alguns problemas de saúde foram associados com pior qualidade de sono. Entre os avaliados, 46% dos participantes que tiveram a autoavaliação de saúde insatisfatória também relataram não dormir bem. As chances de um bom sono foram também menores em pessoas que muitas vezes se sentiam ansiosas, que tinham pelo menos uma doença crônica e dificuldades com as tarefas diárias.
De acordo com o neurologista Renato Lima Ferraz, a quantidade ideal de horas de sono varia de pessoa para pessoa. "Mas o mínimo recomendado é de seis horas ao dia, sendo importante não ultrapassar nove para adultos, porque quem dorme mais que isso acaba ficando, na verdade, menos descansado", explica o especialista.
A importância do sono, também se estende ao aprendizado. "A fase REM, quando acontecem os sonhos, tudo que aprendemos durante o dia é processado e armazenado. Quando dormimos menos que o necessário, a memória de curto prazo não é processada e não conseguimos transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido", explica o neurologista.
Não se sature de gordura
Viver com gordura pode ser ruim, mas viver sem ela é péssimo para seu paladar e inviável para seu organismo. As gorduras servem de base para a formação de diversos hormônios, inclusive os hormônios sexuais. Entretanto, as gorduras saturadas são as mais nocivas para a saúde do organismo. Para identificá-las, basta lembrar da banha de porco que sua avó tinha guardada na cozinha ou a capa da picanha que causa arrepios no seu cardiologista. As gorduras saturadas contêm o número máximo possível de átomos de hidrogênio (daí o termo saturadas), e ingeri-las em excesso é um passaporte garantido para um infarto no miocárdio.
Derrames e alguns tipos de câncer, como o de próstata e o de mama, também têm a origem associada aos excessos dessas gorduras no organismo - sem contar que a gordura saturada é inimiga número um do emagrecimento. Para prevenir tudo isso, restrinja o consumo diário desse nutriente a, no máximo, 7% das calorias totais da sua dieta.
Fazer mais sexo
Aqui cabe uma ressalva: priorize a qualidade, em vez da quantidade. O sexo, quando em uma frequência que atrapalha a rotina da pessoa, pode ser um sintoma da compulsão por sexo. Mas, nos dias atuais, o que vem acontecendo com muita gente é deixar o sexo de lado, por conta da falta de tempo e do estresse do dia a dia, que detonam a libido. Segundo o ginecologista Neucenir Gallani, o sexo é importante para a saúde física e emocional, pois o orgasmo libera substâncias como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. "Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor", afirma.
Estabelecer uma quantidade normal de desejo sexual não é algo satisfatório, pois cada um lida com a própria libido de forma diferente - e ao longo da vida ela costuma oscilar e até se modificar por completo. "No entanto, quando há insatisfação pessoal, há algo de errado provavelmente", de acordo com o sexólogo Paulo Bonança.
Sorrir mais
Manter uma fisionomia pacífica é essencial para a boa convivência, afinal a expressão "cara de poucos amigos" não surgiu à toa: quem vive de cara feia, afasta todos ao redor.
E sorrir vale até para ajudar a manter aquela linda história de amor. Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, identificou que pessoas que sorriem de forma sincera e verdadeira têm mais chances de manter o casamento. Isso porque a sinceridade do sorriso revela a atitude da pessoa diante da vida. "Sabemos também que a falta de senso de humor, ou uma vida acompanhada de impaciência, raiva e atitudes hostis, estão associados a um maior risco de desenvolver pressão alta, piorar o controle dos níveis de glicose e ainda aumentar o risco de doença isquêmica do coração e de morte", de acordo com o neurologista de Unifesp Ricardo Teixeira.
Coma mais fibras
As fibras fazem bem para o bom funcionamento do intestino. É verdade, mas elas não servem apenas para isso. "Fibras desempenham uma série de funções importantes, como auxiliar a assimilação de outros nutrientes, reduzir o mau colesterol (LDL), prevenir doenças e até evitar o mau hálito", explica a nutricionista Daniela Jobst.
E para atingir bons níveis de fibras não são necessários grandes esforços, pois elas são encontradas em alimentos que ingerimos comumente. A quantidade ideal de ingestão gira em torno de 25 a 30 gramas por dia e é importante não exagerar, como explica a nutricionista Daniela Jobst. "O estômago se adapta ao 'efeito esponja' das fibras e acaba se dilatando. Se a pessoa ultrapassa essa quantidade, precisará comer mais do que antes para se sentir saciada". Além disso, é importante ingeris as fibras com um pouco de líquido, pois a seco sua ingestão é mais difícil.
Vários alimentos do dia a dia possuem fibras: cereais (farelos), hortaliças, frutas (com cascas), leguminosas, verduras, trigo, cereais integrais (arroz, pão, torrada), aveia, cevada, bagaço de frutas cítricas, maçã, goiaba, castanha, nozes, ervilha e leguminosas em geral.
Uma das frutas com mais fibras na composição é a goiaba com casca, que tem 5 gramas por cada unidade média. Uma porção de 40g de cereal matinal integral tem 12g de fibras, enquanto meia unidade de abacate tem pouco mais de 7g de fibras - mas tome cuidado com a escolha do cereal, pois muitos contêm açúcar e com a grande quantidade de açúcares e gorduras do abacate.
Uma colher de sopa de aveia possui 1,5g de fibra, assim como uma banana média - ótima combinação, não? E quem gosta do feijão, vale saber que ele possui 2g de fibra para cada 40g, enquanto a mesma quantidade de lentilha (que pode ser uma boa substituta) possui um pouco mais de 5g, assim como o mamão papaia, velho e bom companheiro de quem sofre de prisão de ventre.
Fuja do açúcar
De acordo com a dermatologista Marcella Delcourt, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, depois da preocupação com radicais livres e raios UV, o alvo para combater o envelhecimento é diminuir o açúcar. Isso porque ele libera um processo que liga moléculas de glicose maléficas às moléculas de proteína saudáveis.
"A glicação ocorre quando uma molécula de açúcar em excesso, por aumento da ingestão ou por lentidão do metabolismo da glicose, se adere a uma molécula de proteína (colágeno, elastina) formando os AGEs, que alteram a estrutura dessas proteínas, impedindo a eficácia no desempenho de seus papéis mais importantes e, na pele, leva ao aparecimento das rugas", explica a especialista.
Além de alterarem a estrutura da proteína, os AGEs são fábricas de radicais livres que se acumulam ao longo do tempo, piorando seus efeitos no organismo e também deixando a pele com um aspecto opaco e envelhecido. Mesmo com a corrida para tentar combater os AGEs, é possível diminuir seus efeitos com hábitos alimentares saudáveis:
- Amêndoas e quinua são uma boa pedida para as refeições, da mesma forma que o consumo de maçã também é recomendado (rica em antioxidantes e flavonoides)
- As fibras também são importantíssimas: feijão, lentilha, ervilha. Agem como estabilizadores do açúcar e ajudam a queimar a gordura;
- Beba seis a oito copos de água por dia e prefira alimentos orgânicos;
- Evite comidas industrializadas, como flocos de milho, salgadinhos, bolachas, ketchup, refrigerantes e alimentos que contêm corante caramelo na sua composição, dentre outros.
- Tome chá verde ou suplementos à base dessa bebida com probióticos, antioxidantes e substâncias anti-AGEs de ultima geração na composição (prescritos pelo médico).
Dormir bem
Um estudo realizado pela American Academy of Sleep Medicine mostrou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade. Alguns problemas de saúde foram associados com pior qualidade de sono. Entre os avaliados, 46% dos participantes que tiveram a autoavaliação de saúde insatisfatória também relataram não dormir bem. As chances de um bom sono foram também menores em pessoas que muitas vezes se sentiam ansiosas, que tinham pelo menos uma doença crônica e dificuldades com as tarefas diárias.
De acordo com o neurologista Renato Lima Ferraz, a quantidade ideal de horas de sono varia de pessoa para pessoa. "Mas o mínimo recomendado é de seis horas ao dia, sendo importante não ultrapassar nove para adultos, porque quem dorme mais que isso acaba ficando, na verdade, menos descansado", explica o especialista.
A importância do sono, também se estende ao aprendizado. "A fase REM, quando acontecem os sonhos, tudo que aprendemos durante o dia é processado e armazenado. Quando dormimos menos que o necessário, a memória de curto prazo não é processada e não conseguimos transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido", explica o neurologista.
Não se sature de gordura
Viver com gordura pode ser ruim, mas viver sem ela é péssimo para seu paladar e inviável para seu organismo. As gorduras servem de base para a formação de diversos hormônios, inclusive os hormônios sexuais. Entretanto, as gorduras saturadas são as mais nocivas para a saúde do organismo. Para identificá-las, basta lembrar da banha de porco que sua avó tinha guardada na cozinha ou a capa da picanha que causa arrepios no seu cardiologista. As gorduras saturadas contêm o número máximo possível de átomos de hidrogênio (daí o termo saturadas), e ingeri-las em excesso é um passaporte garantido para um infarto no miocárdio.
Derrames e alguns tipos de câncer, como o de próstata e o de mama, também têm a origem associada aos excessos dessas gorduras no organismo - sem contar que a gordura saturada é inimiga número um do emagrecimento. Para prevenir tudo isso, restrinja o consumo diário desse nutriente a, no máximo, 7% das calorias totais da sua dieta.
Fazer mais sexo
Aqui cabe uma ressalva: priorize a qualidade, em vez da quantidade. O sexo, quando em uma frequência que atrapalha a rotina da pessoa, pode ser um sintoma da compulsão por sexo. Mas, nos dias atuais, o que vem acontecendo com muita gente é deixar o sexo de lado, por conta da falta de tempo e do estresse do dia a dia, que detonam a libido. Segundo o ginecologista Neucenir Gallani, o sexo é importante para a saúde física e emocional, pois o orgasmo libera substâncias como as endorfinas, que atuam no sistema nervoso. "Elas diminuem a sensibilidade à dor, relaxando a musculatura e melhorando o humor", afirma.
Estabelecer uma quantidade normal de desejo sexual não é algo satisfatório, pois cada um lida com a própria libido de forma diferente - e ao longo da vida ela costuma oscilar e até se modificar por completo. "No entanto, quando há insatisfação pessoal, há algo de errado provavelmente", de acordo com o sexólogo Paulo Bonança.
Sorrir mais
Manter uma fisionomia pacífica é essencial para a boa convivência, afinal a expressão "cara de poucos amigos" não surgiu à toa: quem vive de cara feia, afasta todos ao redor.
E sorrir vale até para ajudar a manter aquela linda história de amor. Um estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, identificou que pessoas que sorriem de forma sincera e verdadeira têm mais chances de manter o casamento. Isso porque a sinceridade do sorriso revela a atitude da pessoa diante da vida. "Sabemos também que a falta de senso de humor, ou uma vida acompanhada de impaciência, raiva e atitudes hostis, estão associados a um maior risco de desenvolver pressão alta, piorar o controle dos níveis de glicose e ainda aumentar o risco de doença isquêmica do coração e de morte", de acordo com o neurologista de Unifesp Ricardo Teixeira.
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Medicamentos exigem cuidados no armazenamento
Cortar comprimidos, abrir cápsulas e não armazenar corretamente os medicamentos, além de descartá-los de maneira inadequada, podem trazer sérios danos à saúde e ao meio ambiente.
, não se deve partir comprimidos ou abrir cápsulas, não só porque o usuário nunca poderá ter certeza na quantidade de medicamento que será ingerido, mas também porque existem muitos produtos de "liberação sustentada", ou seja, que liberam aos poucos as substâncias no organismo, às vezes até durante um dia inteiro.
"Esses tipos de produtos jamais devem ser partidos, abertos e muito menos triturados ou mastigados, pois a absorção de maneira inadequada pode acabar prejudicando o tratamento do paciente. No caso de comprimidos sulcados, esta prática deve ser feita somente com o aval do médico".
Um outro alerta é em relação ao reaproveitamento de medicamentos já abertos ou por outro membro da família ou em ocasião de recorrência da doença no mesmo paciente. "Os antibióticos, por exemplo, jamais devem ser reutilizados, mesmo que haja sobra nos vidros e frascos. Eles são eficazes sempre para um certo tipo de bactéria e é errado supor que o antibiótico de outra pessoa irá funcionar. Eles devem ser tomados até o fim, exceto quando o médico der instruções para parar".
Já as embalagens, devem ser bem lavadas antes de ir para o lixo e, no caso dos vidros, devem ser reciclados. Também não se deve jogar seringas e agulhas no lixo. Eles devem ser entregues na farmácia mais próxima, que possui um lixo especial para resíduos, feito de papelão".
A última orientação fica por conta do local adequado para armazenar medicamentos em cada. "Muita gente guarda remédios no banheiro. É o pior lugar da casa, pois os medicamentos devem ser guardados em local arejado, longe da umidade".
Este pó é para o resfriado. As gotas são para a dor de barriga provocada pelo pó e . ...
e a pomada é para a coceira provocada pelas gotas...
Um jovem ficou com dor de garganta. Foi ao médico, que receitou penicilina para a inflamação. A dor de garganta desapareceu. Três dias depois, no entanto, ficou com coceira e vergões vermelhos em todo o corpo. Um médico diagnosticou corretamente uma alergia à penicilina e receitou anti-histamínicos. A alergia desapareceu.
Os anti-histamínicos fizeram o jovem ficar sonolento e ele cortou a mão no trabalho. A enfermeira da empresa colocou pomada antibacteriana no ferimento. A pomada tinha penicilina e a alergia voltou. Achando que havia a possibilidade de uma grave reação anafilática, já que a alergia acontecia pela segunda vez, o médico receitou cortisona. A alergia desapareceu de novo.
Infelizmente, o paciente ficou com dores abdominais e reparou que suas fezes continham sangue. O diagnóstico foi hemorragia por úlcera péptica, causada pela cortisona. Não foi possível controlar a hemorragia por métodos normais e o próximo passo foi uma gastrectomia parcial (retirada cirúrgica de parte do estômago). A operação foi um sucesso. As dores desapareceram e a hemorragia acabou.
O paciente perdeu tanto sangue com as hemorragias e a cirurgia, que foi indicada uma transfusão. Tomou um litro de sangue e logo contraiu hepatite, em decorrência da transfusão. Jovem e cheio de energia, recuperou-se da hepatite. No entanto, no local da transfusão, apareceu um inchaço vermelho e doloroso, indicando uma provável infecção.
Como já havia o problema anterior com a penicilina, o medicamento usado foi a tetraciclina. A infecção melhorou imediatamente. A flora intestinal foi afetada pela tetraciclina e apareceram espasmos abdominais dolorosos e uma diarréia muito forte. O paciente recebeu um antiespasmódico e, tanto a diarréia quanto os espasmos, desapareceram.
Infelizmente, esse medicamento era da fórmula da beladona, um sedativo que contém atropina, que alivia espasmos e dilata a pupila. Esse efeito prejudicou a visão do rapaz, que bateu com o carro numa árvore e morreu instantaneamente. Esta é uma história verdadeira
Fonte: Artigo do Dr. Leonard Tishkin, em The Myth of Modern Medicine ( O Mito da Medicina Moderna ).
Possíveis Interações Medicamentosas em residências de um bairro do município de Marília-SP.
Resumo
A terapêutica atual pode envolver muitos medicamentos e é comum a prescrição de dois ou mais fármacos para um mesmo indivíduo. Durante ou após o tratamento estes medicamentos acabam se acumulando nas residências, aliado a esse fator está a facilidade na aquisição de novos medicamentos de venda livre, que acabam se tornando verdadeiros arsenais, podendo incorrer em interações medicamentosas se utilizados concomitantemente ou se associados ao álcool. Assim, nosso objetivo é demonstrar as possíveis interações medicamentosas em residências de um bairro do município de Marília. Para tal, foram aplicados questionários semi estruturados com informações relacionadas ao objetivo do estudo em 150 residências, no período de março a julho de 2006 . Como resultado, 98% das residências possuíam algum tipo de medicamento, que se utilizados simultaneamente poderiam resultar em 98 possíveis interações, mais de 50% destas IM ocorreram nos domicílios com mais de 6 fármacos. Das interações envolvendo medicamento x medicamento 65,71% foram frutos de prescrição médica, já as possíveis interações envolvendo álcool, 54,3% proveniente da automedicação.
. Concluímos que a falta de informação da população pode provocar varias interações medicamentosas e considerando que muitos medicamentos são considerados um bem para muitos pacientes e que muitas vezes estes não se desfazem dos mesmos, a grande quantidade destes medicamentos nas residências, favorecem potencialmente as interações medicamentosas.
CONCLUSÃO
Os hábitos de vida da população, aliado à falta de informação sobre a farmacoterapia e sobre o medicamento em si, bem como o acúmulo destes nas residências, são apontados por este trabalho como variáveis significativas na ocorrência de possíveis IM, podendo resultar na alteração da ação terapêutica da terapia proposta, tornando-se um risco permanente para a saúde dos usuários. Orientar o usuário e desenvolver ações educativas sobre medicamentos, é um desafio para os novos profissionais de saúde.
Fonte: Elias Fernando Daniel, submetida a publicação,Rev. Bras. Farm., 90(1), 2009
Confira o artigo na integra, disponivel em:
http://www.abf.org.br/pdf/2009/RBF_R1_2009/pag_54a58_193_ocorrencia_interacoes.pdf
Histórias que inspiram Homens e mulheres que marcaram a sua geração e até hoje são inspiração
Martin Luther King nasceu em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta na Georgia, filho primogênito de uma família de negros norte-americanos de classe média. Seu pai era pastor batista e sua mãe era professora.Com 19 anos de idade Luther King se tornou pastor batista e mais tarde se formou teólogo no Seminário de Crozer. Também fez pós-graduação na universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott, uma estudante de música com quem se casou.
Em seus estudos se dedicou aos temas de filosofia de protesto não violento, inspirando-se nas idéias do indu Mohandas K. Gandhi.
Em 1954 tornou-se pastor da igreja batista de Montgomery, Alabama. Em 1955, houve um boicote ao transporte da cidade como forma de protesto a um ato discriminatório a uma passageira negra, Luther King como presidente da Associação de Melhoramento de Montgomery, organizou o movimento, que durou um ano, King teve sua casa bombardeada. Foi assim que ele iniciou a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Em 1957 Luther King ajuda a fundar a Conferência da Liderança Cristã no Sul (SCLC), uma organização de igrejas e sacerdotes negros. King tornou-se o líder da organização, que tinha como objetivo acabar com as leis de segregação por meio de manifestações e boicotes pacíficos. Vai a Índia em 1959 estudar mais sobre as formas de protesto pacífico de Gandhi.
No início da década de 1960, King liderou uma série de protestos em diversas idades norte-americanas. Ele organizou manifestações para protestar contra a segregação racial em hotéis, restaurantes e outros lugares públicos. Durante uma manifestação, King foi preso tendo sido acusado de causar desordem pública. Em 1963 liderou um movimento massivo, "A Marcha para Washington", pelos direitos civis no Alabama, organizando campanhas por eleitores negros, foi um protesto que contou com a participação de mais de 200.000 pessoas que se manifestaram em prol dos direitos civis de todos os cidadãos dos Estados Unidos. A não-violência tornou-se sua maneira de demonstrar resistência. Foi novamente preso diversas vezes. Neste mesmo ano liderou a histórica passeata em Washington onde proferiu seu famoso discurso "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"). Em 1964 foi premiado com o Nobel da Paz.
Os movimentos continuaram, em 1965 ele liderou uma nova marcha. Uma das conseqüências dessa marcha foi a aprovação da Lei dos Direitos de Voto de 1965 que abolia o uso de exames que visavam impedir a população negra de votar.
Em 1967 King uniu-se ao Movimento pela Paz no Vietnam, o que causou um impacto negativo entre os negros. Outros líderes negros não concordaram com esta mudança de prioridades dos direitos civis para o movimento pela paz. Em 4 de abril de 1968 King foi baleado e morto em Memphis, Tenessee, por um branco que foi preso e condenado a 99 anos de prisão.Em 1983, a terceira segunda-feira do mês de janeiro foi decretada feriado nacional em homenagem ao aniversário de Martin Luther King Jr.'s.
Alguns de seus ensinamentos:
"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: 'Nós acreditamos que esta verdade seja evidente, que todos os homens são criados iguais. ’ ... Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter."
"Temos de enfrentar dificuldades, mas isso não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não importa. Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor”.
“Todos os homens são iguais”
"O que me preocupa não é o grito dos violentos. É o silêncio dos bons."
"Um dia meus filhos viverão numa nação onde não sejam julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter”.
"Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor.”Foram as últimas palavras de Martin Luther King."Ele lutou com todas as forças para salvar a sociedade de si mesma". -D. Coretta, esposa de Martin Luther King jr
A união faz a força
Fico agradecido pela sua presença no meu blog. Espero que gostem dos informativos e textos. Semanalmente estarei apresentando temas diferentes a respeito da prática profissional farmacêutica. Se quiserem algum material ou outras informações, basta entrar em contato comigo pelo meu e-mail.
Em breve também abrirei espaço para discussão de casos sobre o mercado Farmacêutico e também questões de interesse publico
Grato pela atenção, e por favor, ajude-nos a divulgar este blog.
Elias Fernando Daniel
Farmacêutico CRF-SP
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